Perdido
Arvores por todos os lados, acima de mim o céu, sob meus pés a grama úmida. Nada poderia me tocar ali naquele local ermo. Mas eu não estava sozinho, tua lembrança me entorpecia, teu perfume estava em mim.
Não sei por quanto tempo andei. Não sei quantos mares singrei a tua procura. E, no momento em que te encontro, te perco.
Ontem, hoje, amanhã... porque os deuses deste mundo simplesmente não me empurram sobre o abismo e, qual Ulisses, se conseguir me livrar de todos os terrores que lá encontrar, me permitam um dia tornar a ser feliz.
Mas não. Minha carga deve ser mais ardua, minha sina é permanecer perdido até que me encontres, palido, exangue, sombra daquele que fui um dia.
Sinto a grama macia e o frescor da brisa me dão a ilusão de felicidade. Mas que felicidade é essa, pois amante fugaz, me deixa assim que capto sua presença.
Não retornarei por sobre meus passos. Seguirei em frente, pois no fim do arco-iris me espera a recompensa por todos os dissabores, todas as dores, todos os medos.
Em meio a multidão, estou só. No descampado mais longuinquo, fisicamente só estarei, mas tua lembrança é o suficiente para dar-me segurança, dissipar minhas incertezas.
Acompanho o vento que corre por sobre as campinas, na esperança de que ele me mostre o caminho e me leve a ti.
Naquele momento sublime em que me amou, foi o unico momento da minha vida em que realmente fui feliz, que o caminho se tornou menos ingreme, que a minha estrada estava apontada nos mapas do destino.
Mas isso passou, voltei a ser um caminhante só a atravessar a vida, as vezes correndo de encontro ao futuro, as vezes querendo volver ao passado. Tudo é preferivel ao presente, a esse instante maligno e patetico em que nada e tudo fazem sentido. O tempo agora é só um instrumento que aponta sentimentos: Te amei, te amo, te perdi.
O caminho é longo, estou perdido a décadas nele. Ainda hei de encontrar meu guia, o anjo que virá para me conduzir pelas veredas da vida.
Estou perdido, mas sei que um dia virá em que me encontrarás. Ai, nesse instante, as arvores, o céu e a grama úmida não terão importância. Nada mais terá.
Não sei por quanto tempo andei. Não sei quantos mares singrei a tua procura. E, no momento em que te encontro, te perco.
Ontem, hoje, amanhã... porque os deuses deste mundo simplesmente não me empurram sobre o abismo e, qual Ulisses, se conseguir me livrar de todos os terrores que lá encontrar, me permitam um dia tornar a ser feliz.
Mas não. Minha carga deve ser mais ardua, minha sina é permanecer perdido até que me encontres, palido, exangue, sombra daquele que fui um dia.
Sinto a grama macia e o frescor da brisa me dão a ilusão de felicidade. Mas que felicidade é essa, pois amante fugaz, me deixa assim que capto sua presença.
Não retornarei por sobre meus passos. Seguirei em frente, pois no fim do arco-iris me espera a recompensa por todos os dissabores, todas as dores, todos os medos.
Em meio a multidão, estou só. No descampado mais longuinquo, fisicamente só estarei, mas tua lembrança é o suficiente para dar-me segurança, dissipar minhas incertezas.
Acompanho o vento que corre por sobre as campinas, na esperança de que ele me mostre o caminho e me leve a ti.
Naquele momento sublime em que me amou, foi o unico momento da minha vida em que realmente fui feliz, que o caminho se tornou menos ingreme, que a minha estrada estava apontada nos mapas do destino.
Mas isso passou, voltei a ser um caminhante só a atravessar a vida, as vezes correndo de encontro ao futuro, as vezes querendo volver ao passado. Tudo é preferivel ao presente, a esse instante maligno e patetico em que nada e tudo fazem sentido. O tempo agora é só um instrumento que aponta sentimentos: Te amei, te amo, te perdi.
O caminho é longo, estou perdido a décadas nele. Ainda hei de encontrar meu guia, o anjo que virá para me conduzir pelas veredas da vida.
Estou perdido, mas sei que um dia virá em que me encontrarás. Ai, nesse instante, as arvores, o céu e a grama úmida não terão importância. Nada mais terá.




