<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-10330224</id><updated>2011-07-07T19:07:07.417-04:00</updated><title type='text'>Sinceros</title><subtitle type='html'>Confusões, esperanças, sonhos, ambições.
Todas as divagações que três mentes, distantes no espaço mas não no tempo, podem alimentar serão expostas neste blog.
O tudo e o nada servirão de temas para as excentricidades destes loucos!</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://sinceros.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10330224/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sinceros.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><link rel='next' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10330224/posts/default?start-index=101&amp;max-results=100'/><author><name>Jefferson Alves</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11985612235886840845</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>108</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10330224.post-1501800676464451313</id><published>2009-12-20T06:00:00.000-04:00</published><updated>2009-12-20T06:00:50.240-04:00</updated><title type='text'>Copenhague</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Há alguns dias voltei meus olhos para Copenhague, confesso que é difícil para mim acompanhar notícias cotidianas em jornais ou revistas, como também é bem difícil estar completamente alheia a essas mesmas notícias. Na TV, Internet, na rua ou em conversas em casa Copenhague reaparecia com frequência, incitada pelas chuvas tórridas que vêm alagando São Paulo nos últimos dias. Parece que de alguma forma Copenhague esteve muito próxima da São Paulo inundada, parei e prestei atenção.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Uma reunião de líderes mundiais como essa é assunto muito complicado, envolve conhecimento técnico do tema discutido, noções de geopolítica, diplomacia e história. Fica claro que não se pode compreender a coisa toda facilmente e,mas, não precisamos, todos nós, entendermos totalmente. Copenhague é uma questão de bom senso e reconhecimento dos nossos limites, como indivíduos e como sociedade. Bom senso e reconhecimento estão ao alcance de todos, embora poucos os adotem com fervor.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Há um consenso sobre a responsabilidade do homem na aceleração das alterações climáticas no mundo. O aclamado modo de vida moderno, progressista, consumista e industrial irá destruir o planeta. O planeta!!? Admiro-me que um surto geral de pânico não tenha surgido, é espantoso. Talvez Freud possa explicar a inércia com que se recebe – hoje- a notícia de que o mundo irá acabar e que seremos extintos. Não que eu seja pessimista e acredite nisso, não acredito. Mas a notícia, posta nestes termos, deveria assustar e muito. Deveria estar em nossas mentes ao abrir os olhos pela manhã e e ao fechá-los à noite, deveria ser motivo de preces, de brigas, de desespero.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Não é o acontece e não vou arriscar um porquê para a apatia geral. Não vou arriscar nada, por hora recomento o documentário de Al Gore &lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=Yh330_gkOsU"&gt;"Uma verdade inconveniente"&lt;/a&gt;, talvez ajude voltar outros olhos para Copenhague. &lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10330224-1501800676464451313?l=sinceros.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10330224/posts/default/1501800676464451313'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10330224/posts/default/1501800676464451313'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sinceros.blogspot.com/2009/12/copenhague.html' title='Copenhague'/><author><name>Mel</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='25' src='http://4.bp.blogspot.com/_Glb7vvDJUhE/SrCCP6QuhJI/AAAAAAAAAF4/RpUP-m4VJ4E/S220/blog.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10330224.post-1632673586355778578</id><published>2009-10-15T19:12:00.003-04:00</published><updated>2009-10-15T19:25:38.323-04:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Sabe aqueles dias em que nada dá certo? Aqueles dias em que tudo que fazes acaba sendo pior do que poderia imaginar? Aquele dia, dentre todos, em que preisava que tudo fosse perfeito e que por uma bobagem termina como o pior dia da tua vida?&lt;br /&gt;Pois é, todo mundo já passou por isso, pensou ele, então qual o motivo de me sentir tão mal?&lt;br /&gt;Nada, absolutamente nada, deu certo naquele dia e hora especifico. E só era preciso estar na frente do cinema antes do filme começar, dar um grande sorriso quando a visse, comprar a pipoca e realizar o maior sonho de sua vida.&lt;br /&gt;Mas não, não era pra dar certo. Felicidade é uma daquelas coisas que somente poucos eleitos estão autorizados a ter. Não ele, mero mortal atrapalhado e descuidado.&lt;br /&gt;Nunca havia sentido sono num sabado a tarde, então qual o motivo para se deitar em plena tarde? Talvez para estar descansado e bem disposto quando finalmente realizasse o sonho que vinha acalentando nos ultimos 5 anos.&lt;br /&gt;Mas aquele despertador maldito tinha de estragar logo naquele dia?&lt;br /&gt;Ah, tudo estava tão bem, tão certinho!&lt;br /&gt;Ele havia conseguido convence-la a ir ao cinema com ele. Tambem, depois de tudo que ele tinha feito para conseguir aquela oportunidade. Comprar aquele perfuma que ela havia adorado, comprar as rosas brancas para forrar com suas pétalas a caixa de presente onde colocou o perfume, aquela rosa vermelha, destacada sobre o leito de pétalas brancas e o perfume, tudo isso escondido sobre a cadeira do restaurante para fazer uma surpresa.&lt;br /&gt;E ela realmente adorou tudo. Tudo tinha sido perfeito. Ela gostou tanto qe sugeriu o cinema no sabado.&lt;br /&gt;E o maldito despertador não despertou!&lt;br /&gt;Ele só precisa fazer isso, é desenhado, confeccionado e vendido para despertar, e NÃO FUNCIONOU!!!&lt;br /&gt;Maldita sorte.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10330224-1632673586355778578?l=sinceros.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10330224/posts/default/1632673586355778578'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10330224/posts/default/1632673586355778578'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sinceros.blogspot.com/2009/10/sabe-aqueles-dias-em-que-nada-da-certo.html' title=''/><author><name>Jefferson Alves</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11985612235886840845</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10330224.post-1024787684270659194</id><published>2009-10-14T11:06:00.003-04:00</published><updated>2009-10-14T11:11:14.212-04:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-size: x-large;"&gt;&lt;b&gt;I&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Uma vez fui beijada pela sombra da morte. Nesta ocasião o tempo não bastava em si.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Lembrei-me, então, que &amp;nbsp;muitas vezes a havia chamado, só não pude recordar os porquês de tanta estupidez. Foi estranho... a morte é na verdade um belo rapaz que estende sua mão e convida com um sorriso. Mas você não há de querer ir.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Senti a obrigação de corresponder, pensando que talvez fosse egoísmo infantil querer, agora, ficar mais um pouco. Um pouco, sabe? Mas ele, implacável, perguntou quão pouco teria que esperar e com certo ar de pena permitiu que escolhesse entre daqui a pouco e alguns meses.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Protestei, o que faço eu em alguns meses? Recolhi-me ao sol e olhei o céu. Ele deixou-se ficar sentado ao meu lado, espiando insistentemente cada movimento dos meus olhos. Depois de algum silêncio contou-me que estava acostumado, que a sua aparição seguiam-se episódios chocantes e que estava cansado de levar as pessoas à força em meio há um cenário de grande confusão. A mim concederia o direito de escolher o momento mais adequado.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="white-space: pre;"&gt;- &lt;/span&gt;Quero ficar. Para sempre?&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Sorriu maliciosamente. Estava tão bonito, os olhos apertados em um sorriso, lendo minha alma.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="white-space: pre;"&gt; -&lt;/span&gt;Não pode.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="white-space: pre;"&gt; -&lt;/span&gt;Não posso?&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="white-space: pre;"&gt; -&lt;/span&gt;Não ia querer ficar para sempre, não sabe o que diz.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="white-space: pre;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;Ahhh... Será? Porque sinto que tenho de ficar sempre e sempre? Porque sinto esse peso no peito e essa vontade chorar.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="white-space: pre;"&gt; -&lt;/span&gt;Chore, então. Você me chamou outras vezes e eu sabia que quando finalmente viesse você, como todos os outros antes, iria chorar. Não me importo, chore o quanto quiser. Poderá, inclusive, chorar depois também.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="white-space: pre;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O céu é realmente tão grande, acho que não havia olhado bem até então. Eu não havia pensado na grandeza do céu e nas suas cores, não havia pensado que um dia ia desejar olhá-lo por mais uma vez e não poderia. Ele sempre esteve lá, quem iria pensar?&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="white-space: pre;"&gt; -&lt;/span&gt;Sabe... disse ele. Sabe? Não demore para decidir. Podemos ir? Tenho tanto o que fazer e estou cansado. Vamos logo de uma vez!! Impacientou-se e gritou a todo pulmão.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="white-space: pre;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Chorei, chorei muito e nervosamente. Ele vai acabar me levando, mas eu não quero. Ah!&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="white-space: pre;"&gt; -&lt;/span&gt;Não quero! Porque grita? Não quero!&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="white-space: pre;"&gt; -&lt;/span&gt;Mas eu não posso deixá-la. Me comovo um pouco, mas não posso deixá-la. Posso acompanhá-la por um tempo, quer? Mas estou muito ocupado, então... o que você gostaria de fazer? Se for tão importante eu te acompanho, mesmo ocupado. Hein?&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="white-space: pre;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Que piada de mau gosto! Sou tão nova, tão nova. Quero ver o mar, quero olhar para o mar várias vezes. Ele riu, riu de gargalhar.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="white-space: pre;"&gt; -&lt;/span&gt;Ãh? Estou ouvindo. É cada desejo besta que eu escuto... e riu mais.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="white-space: pre;"&gt; -&lt;/span&gt;Para! Deixa eu pensar, você é tão cruel, sabia?&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="white-space: pre;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Aproximou-se, encostou seus olhos nos meus e segurou minha mão. Estremeci, é impossível descrever o arrepio que varreu o meu corpo. A respiração, a respiração dele era fria e seu rosto de uma beleza desconcertante. Senti tanto medo. Confesso que senti tanto medo e chorei como uma criança em desespero. Ah, Deus! Não posso!&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="white-space: pre;"&gt; -&lt;/span&gt;Não me leve assim! Não me leve agora... eu não posso. Estou com medo, tanto medo! Me sinto só... tão só.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="white-space: pre;"&gt; -&lt;/span&gt;Argh! Pare de tremer, sinto nojo com tanta fraqueza. Vocês são tão fracos, mas já vi um pouco mais de dignidade. E, além disso... chegou mais perto ainda, não sou cruel. Esteve aqui até agora, não esteve?&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="white-space: pre;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Caí aos seus pés, tentando lembrar minha história, tentado lembrar das pessoas, tentando lembrar das músicas, tentando puxar o ar mais forte possível, tentado me agarrar a qualquer coisa que pudesse lembrar, mas o que consegui foi gritar o grito mais horrível que poderia sair da minha boca. Meus olhos realmente estavam escancarados..., sem que pudesse me mover, ali, caída, ele passou a mão sobre o meu rosto e calmamente fechou meus olhos.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="white-space: pre;"&gt; -&lt;/span&gt;Eu estou com você. Foi o último sussurro distante que ouvi já no escuro.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;(continua...)&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10330224-1024787684270659194?l=sinceros.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10330224/posts/default/1024787684270659194'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10330224/posts/default/1024787684270659194'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sinceros.blogspot.com/2009/10/sem-titulo-i.html' title=''/><author><name>Mel</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='25' src='http://4.bp.blogspot.com/_Glb7vvDJUhE/SrCCP6QuhJI/AAAAAAAAAF4/RpUP-m4VJ4E/S220/blog.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10330224.post-5955446209335881638</id><published>2009-09-16T04:50:00.000-04:00</published><updated>2009-09-16T04:50:11.944-04:00</updated><title type='text'>Branco</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px;"&gt;O&lt;span style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;uvir o som repetido do relógio, deixar o sonho com pesar e remorsos, abrir os olhos e voltar a fechá-los. O primeiro inconveniente do dia é acordar.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px;"&gt;&lt;span style="font-family: 'Trebuchet MS';"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px;"&gt;&lt;span style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;Ana costumava arrumar sua roupa à noite, passava as peças e as pendurava em frente à cama, assim não perderia tempo na escolha e poderia deixar os olhos fechados por mais tempo na manhã seguinte. Depois, pensou que o banho para sair era um exagero, poderia tomar à noite antes de dormir e manteria-se limpa o suficiente, afinal dormir não suja ninguém. Nesta época, Ana já havia deixado de comer pela manhã e tomava seu café preto no escritório, comentou uma vez que mais prático e rápido que fazer um lanche é não comer.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px;"&gt;&lt;span style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px;"&gt;&lt;span style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;O relógio tocou e foi ignorado. Tocou novamente e novamente, tocou seis vezes novamente quando, faltando exatos dez minutos para perder a hora, Ana levantou. Enfiou- se na roupa, passou um pente pelo cabelo, fez um rabo de cavalo, jogou &amp;nbsp;água no rosto, escovou os dentes, sorriu e sentiu-se boba. Estava atrasada.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px;"&gt;&lt;span style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px;"&gt;&lt;span style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;Dava os passos mais largos que podia, por vezes corria, bufava, balbuciava palavras incompreensíveis, xingava em pensamento todos que cruzavam seu caminho. Porque andam tão devagar? Desgosto. Incluindo a ponte, o trajeto até o trabalho costumava levar vinte minutos e sempre, como um ritual, Ana &amp;nbsp;satisfazia-se examinando o transito congestionado ao seu redor.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px;"&gt;&lt;span style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px;"&gt;&lt;span style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;Estava satisfeita também desta vez até lembrar que atrasara-se novamente e que não havia tempo. Cruzou a porta do prédio, esgueirando-se entre os que passavam, viu o elevador fechando.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px;"&gt;&lt;span style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px;"&gt;&lt;span style="white-space: pre;"&gt;&lt;span style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt; - &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;Sobe! Sobe!!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px;"&gt;&lt;span style="white-space: pre;"&gt;&lt;span style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px;"&gt;&lt;span style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;O grito ecoou pelo saguão, a voz sozinha e sem ouvintes, apenas os olhos permaneciam, parados sobre ela em grade questionamento. Dois minutos, optou pela escada. Oito andares, um após o outro com respiração ofegante e brotinhos de suor na testa. O café estava em seu caminho, figuras rodeavam os copos descartáveis impedindo a passagem. Esperava? Não esperou, andou passadas duras até a cadeira e despencou.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px;"&gt;&lt;span style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px;"&gt;&lt;span style="white-space: pre;"&gt;&lt;span style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt; - &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;Está atrasada!&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px;"&gt;&lt;span style="white-space: pre;"&gt;&lt;span style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px;"&gt;&lt;span style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;&amp;nbsp;O dia transcorreu, o dia transcorria alheio às objeções. Ora lento e fatigante, ora apressado e cansativo. Seu horário havia terminado e encontrava-se lá, mesma cadeira, mesa repleta de papéis. Cercada por paredes conjecturou se havia ou não sol por aquelas horas.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px;"&gt;&lt;span style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px;"&gt;&lt;span style="white-space: pre;"&gt;&lt;span style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt; - &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;Será que ainda tem sol?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px;"&gt;&lt;span style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px;"&gt;&lt;span style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;Não houve resposta, a voz ecoou. Será que ainda tem sol? Será que ainda tem sol? Não entendia porque escreviam tanto, porque haveria de ter tantos papéis com tantas letras e entendia menos ainda porque caiam sobre sua mesa. Suspirou. Guardou-os todos – os papéis – e fortemente decidida desligou o monitor para ir embora.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px;"&gt;&lt;span style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_Glb7vvDJUhE/SrCiyc1arsI/AAAAAAAAAIE/t4ueSo6qY3c/s1600-h/cidade+noite.jpg" imageanchor="1" style="clear: right; float: right; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://2.bp.blogspot.com/_Glb7vvDJUhE/SrCiyc1arsI/AAAAAAAAAIE/t4ueSo6qY3c/s320/cidade+noite.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px;"&gt;&lt;span style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;A escuridão fazia dos prédios árvores decoradas, luzinhas cintilavam longe e perto. Para cada luz, quantas pessoas? Seus passos faziam um toc toc desconcertante, na manhã não se notava som além do burburinho típico, mas agora toc, toc, toc. Passos a esmo. &amp;nbsp;E mesmo passo após passo era a cidade que girava ao seu redor, frenética e descompassadamente.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px;"&gt;&lt;span style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px;"&gt;&lt;span style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;Debruçou-se sobre a parapeito da ponte, o frio entrou dentro dela junto ao ar úmido. Em baixo mais luzes. Ouvira, uns dias atrás, que quando parece não haver solução é preciso que se veja o mundo de outro ângulo. Fazia sentido, fazia todo o sentido. Subiu no parapeito, alto, viu pessoas tão pequenas e imaginou sentimentozinhos passeando sobre seus pés.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px;"&gt;&lt;span style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px;"&gt;&lt;span style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;Um passo, outro passo, um passo...&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px;"&gt;&lt;span style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px;"&gt;&lt;span style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;O medo fazia tremer, a novidade a fazia brilhar.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px;"&gt;&lt;span style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px;"&gt;&lt;span style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;Um passo, outro passo, o ar.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px;"&gt;&lt;span style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px;"&gt;&lt;span style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;Branco.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px;"&gt;&lt;span style="font-family: 'Trebuchet MS';"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; text-align: center;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px;"&gt;&lt;span style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;Dizem que a vida toda passa diante dos olhos um segundo antes da morte, não é verdade. Diante dos olhos só resta branco. Imaculado, infinito e para sempre.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px;"&gt;&lt;span style="font-family: 'Trebuchet MS';"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px;"&gt;&lt;span style="font-family: 'Trebuchet MS';"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10330224-5955446209335881638?l=sinceros.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10330224/posts/default/5955446209335881638'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10330224/posts/default/5955446209335881638'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sinceros.blogspot.com/2009/09/branco.html' title='Branco'/><author><name>Mel</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='25' src='http://4.bp.blogspot.com/_Glb7vvDJUhE/SrCCP6QuhJI/AAAAAAAAAF4/RpUP-m4VJ4E/S220/blog.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_Glb7vvDJUhE/SrCiyc1arsI/AAAAAAAAAIE/t4ueSo6qY3c/s72-c/cidade+noite.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10330224.post-6194874985708947252</id><published>2009-09-16T01:28:00.001-04:00</published><updated>2009-09-16T01:30:26.330-04:00</updated><title type='text'>Viajar não é preciso!</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_Glb7vvDJUhE/SrB32klIVUI/AAAAAAAAAFs/W_dqK2kYSEc/s1600-h/Sao+Petersburgo_4.JPG"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 262px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_Glb7vvDJUhE/SrB32klIVUI/AAAAAAAAAFs/W_dqK2kYSEc/s400/Sao+Petersburgo_4.JPG" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5381933334123795778" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Não se pode ir à São Petersburgo, a cidade não está lá. Não podemos correr o rico de desembarcar em um dia de sol e encontrar o Neva resplandescente de luz. Seria bem perigoso ter diante dos olhos a arquitetura concreta, o verde das praças e as roupas tão comuns. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;As construções são vazias, são tangíveis e imponentes, trarão a beleza à alma como um raio e o belo de Petersburgo é o estranhamento de existir algo tão estranho. Então, estando lá é não estar. A cidade é, mas não a encontramos em si mesma. Mesmo que sussurrassem mil vozes do passado, de dentro dos palácios, mesmo assim, ainda não encontraríamos a São Petersburgo dentro de Petersburgo. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Digo, aos leitores e para  eles. Penso que havendo névoa, manhãs acinzentadas, céu branco à noite, nada mudará. A cidade que foi desenhada à pena vive nas letras e somente nelas. A luz fraca e inebriante, o clima ácido, os sons, tudo está nas letras e a cidade, através delas, penetra na alma e faz um ninho taciturno. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Vivemos São Petersburgo por dentro, ela é interior. Não pode ser encontrada por aí, num local qualquer. Está dentro dos sonhos, naqueles mais densos e nos dias pouco felizes. É o lado sombrio do desejo, o impulso para o abismo, o encontro com o vazio. São Petersburgo é quase um sentimento sinistro, não se pode contrair tal sentimento em pé, frente a estátua de Pedro; ela – a estátua -  se esvaneceria nas conjecturas outras que não o espelho da alma. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Para estar em São Petersburgo é preciso dar a mão ao matador de velhinha e contar os passos para a degradação. Contar os passos que levam ao fim trágico, à atmosfera torpe, às sombras sem definição. São Petersburgo se sente e, como todo sentimento, a visão a deturpa. Ver a cidade é deturpá-la com olhos impróprios. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Não vá. Para conhecer São Petersburgo é preciso nunca ter estado lá. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10330224-6194874985708947252?l=sinceros.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10330224/posts/default/6194874985708947252'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10330224/posts/default/6194874985708947252'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sinceros.blogspot.com/2009/09/viajar-nao-e-preciso.html' title='Viajar não é preciso!'/><author><name>Mel</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='25' src='http://4.bp.blogspot.com/_Glb7vvDJUhE/SrCCP6QuhJI/AAAAAAAAAF4/RpUP-m4VJ4E/S220/blog.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_Glb7vvDJUhE/SrB32klIVUI/AAAAAAAAAFs/W_dqK2kYSEc/s72-c/Sao+Petersburgo_4.JPG' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10330224.post-5595396898263760699</id><published>2009-08-13T19:00:00.002-04:00</published><updated>2009-08-13T19:15:34.527-04:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>fiquei sentada no escuro&lt;br /&gt;ouvindo as minhas lágrimas&lt;br /&gt;cairem no chão&lt;br /&gt;como elas são barulhentas&lt;br /&gt;e pesadas&lt;br /&gt;e como a minha dor me sufoca&lt;br /&gt;me afoga&lt;br /&gt;me devora&lt;br /&gt;esses dias terminei de ler&lt;br /&gt;a morte de ivan ilitch&lt;br /&gt;e me vi marcando páginas e mais páginas&lt;br /&gt;e pasma a minha dor se encontrava ali&lt;br /&gt;assim:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;controlou-se um pouco e pôs-se a chorar como uma criança&lt;br /&gt;Chorou por sua solidão, seu desamparo, pela crueldade do ser humano,&lt;br /&gt;a crueldade de Deus, a ausência de Deus.&lt;br /&gt;"Por que o Senhor fez isso comigo? Por que me fez chegar até esse ponto?&lt;br /&gt;Por que torturar-me tão horrivelmente".&lt;br /&gt;Não tinha esperança de ser respondido, mas mesmo assim chorava por não haver resposta&lt;br /&gt;por não ser possível encontrar resposta.&lt;br /&gt;A dor ressurgiu ainda mais forte, mas ele não fez um movimento&lt;br /&gt;não chamou ninguém.&lt;br /&gt;Dizia apenas:&lt;br /&gt;"Vá em frente! Maltrate-me! Mas Por quê?&lt;br /&gt;O que foi que eu fiz?&lt;br /&gt;Por que tudo isso?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sem forças&lt;br /&gt;nem para permanecer aqui sentada&lt;br /&gt;embalando a minha dor&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10330224-5595396898263760699?l=sinceros.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10330224/posts/default/5595396898263760699'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10330224/posts/default/5595396898263760699'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sinceros.blogspot.com/2009/08/fiquei-sentada-no-escuro-ouvindo-as.html' title=''/><author><name>bibis</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='23' src='http://2.bp.blogspot.com/_LFTl3a1WQuQ/TGHAEDzSlrI/AAAAAAAAAEY/WWpu60nXg8I/S220/ln.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10330224.post-1934040664337275673</id><published>2009-07-21T20:56:00.003-04:00</published><updated>2009-07-21T21:00:34.945-04:00</updated><title type='text'>Autopsicografia</title><content type='html'>&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Jeff?! Meu preferido ! &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Segue:&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'times new roman'; "&gt;&lt;ul&gt;&lt;dd&gt;AUTOPSICOGRAFIA&lt;p&gt;O poeta é um fingidor.&lt;br /&gt;Finge tão completamente&lt;br /&gt;Que chega a fingir que é dor&lt;br /&gt;A dor que deveras sente.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;E os que lêem o que escreve,&lt;br /&gt;Na dor lida sentem bem,&lt;br /&gt;Não as duas que ele teve,&lt;br /&gt;Mas só a que eles não têm.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;E assim nas calhas de roda&lt;br /&gt;Gira, a entreter a razão,&lt;br /&gt;Esse comboio de corda&lt;br /&gt;Que se chama coração.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;/dd&gt;&lt;dd&gt;&lt;i&gt;Fernando Pessoa&lt;/i&gt;&lt;/dd&gt;&lt;div&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;/ul&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10330224-1934040664337275673?l=sinceros.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10330224/posts/default/1934040664337275673'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10330224/posts/default/1934040664337275673'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sinceros.blogspot.com/2009/07/autopsicografia.html' title='Autopsicografia'/><author><name>Mel</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='25' src='http://4.bp.blogspot.com/_Glb7vvDJUhE/SrCCP6QuhJI/AAAAAAAAAF4/RpUP-m4VJ4E/S220/blog.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10330224.post-4143158888414006272</id><published>2009-07-13T21:01:00.002-04:00</published><updated>2009-07-13T21:29:47.627-04:00</updated><title type='text'>Doeu</title><content type='html'>Conforme ia lendo o post da minha amada amiga, logo ai, embaixo, foi me dando uma dor, dor daquelas fininhas, dorzinha chatinha que demora a sumir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sabe quando a dor vai nascendo, lá no fundinho da alma? pois é, comecei a ler e a dor foi se formando, primeiro pequenininha, bem escondidinha. Mas ela foi crescendo, se avolumando no peito, mas mesmo assim uma dorzinha fininha, que dói sem dizer onde, nem porque.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fernando Pessoa já explicava em tempos idos: "O poeta é um fingidor / finge tão completamente / que chega a fingir que é dor / a dor que deverás sente." Não sei se finjo tão bem minha dor, ou ela finge me deixar tão mal. O que sei é que apesar de fingidor, a dor que fui sentindo era real.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E apesar de agora ser só uma história formada por bits e bytes, essa dor pertenceu a alguem antes de mim. Foi contada por alguem que a sentiu tão pungentemente que só alinhando palavra após palavra pode amainá-la. Uma pessoa que tem na alma, bem escondidinha a verdade de sí mesma. Que sente a dor, sem finjir, em sí mesma.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas o que restou para mim, mero leitor? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Restou sentir a dor, dor fininha, dor doida, dolorida, dor da realidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas essa dor, e outras tantas dorzinhas, pequenininhas, crescem dia a dia. Quem sabe explodem qualquer hora, saindo em pequenas lagrimazinhas? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acho que não. Essa dorzinha fica guardada, bem escondidinha. Até que ela, quem sabe um dia, escape junto com as lágrimas de alegria.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10330224-4143158888414006272?l=sinceros.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10330224/posts/default/4143158888414006272'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10330224/posts/default/4143158888414006272'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sinceros.blogspot.com/2009/07/doeu.html' title='Doeu'/><author><name>Jefferson Alves</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11985612235886840845</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10330224.post-7887390099180934159</id><published>2009-07-09T09:36:00.002-04:00</published><updated>2009-07-09T10:31:15.848-04:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Prometi que voltaria pra terminar a história que ela começou a me contar com um "Vixi!", mal sabia eu que nesse 'vixi' cabia um tanto e mais um pouco ainda de dor.&lt;br /&gt;Vixi! disse ela:&lt;br /&gt;dia desses me encontrei com aquelas histórias mal resolvidas,&lt;br /&gt;na verdade a história mal resolvida me ligou, com uma desculpa esfarrapada, e eu pra variar só um pouco, na ânsia de tentar resolver anos e anos de desassossego, saí porta afora...&lt;br /&gt;Mas agora diz se você acha que eu resolvi a história mal resolvida e o desassossego,&lt;br /&gt;Que nada!!&lt;br /&gt;Passei o domingo inteiro chorando, chorando de arrependimento, de raiva, de indignação, de irresignação!&lt;br /&gt;Mas tudo bem, a vida continua, caiu! sacode a poeira e segue em frente...nem que seja se arrastando (quando disse isso ela sorriu...risinho irônico)&lt;br /&gt;Mas vamos ao que interessa:&lt;br /&gt;Meu Deus! Ela foi parar no hospital,&lt;br /&gt;com crises de vômito,&lt;br /&gt;e com um temperamento...um temperamento...&lt;br /&gt;de quem queria se apagar...&lt;br /&gt;Nessa altura eu achei que ela estivesse quase que querendo morrer mesmo...&lt;br /&gt;Não, não!&lt;br /&gt;O médico disse assim pra ela:&lt;br /&gt;Você sabia que você está GRÁVIDA?&lt;br /&gt;GRÁVIDA? disse ela.&lt;br /&gt;Os olhos se encheram de lágrimas, num desses rompantes que até parece que o rosto queima, e a garganta se aperta num nó.&lt;br /&gt;Ela respirou fundo, pensou daqui, pensou dali, ponderou com o resto de ponderação que podia ainda haver.&lt;br /&gt;Agarrou o telefone...e ligou pra história mal resolvida pra dizer que&lt;br /&gt;Ela e a história mal resolvida teriam um bebê.&lt;br /&gt;Qual não foi o desespero e espanto dela ao ouvir assim da história mal resolvida:&lt;br /&gt;Tira! Eu não quero filho nenhum, não quero você...muito menos uma criança...&lt;br /&gt;Nesse instante o chão se abriu,&lt;br /&gt;E ela conta que caiu num abismo de escuridão,&lt;br /&gt;Os olhos pararam de enxergar,&lt;br /&gt;E o coração de bater,&lt;br /&gt;E o aturdimento então?&lt;br /&gt;Mal dá pra falar...&lt;br /&gt;Os dias que se seguiram foram só choro, desconsolo e tristeza...&lt;br /&gt;Sabe aquele sentimento de morte que paira no ar quando alguém morre? disse ela.&lt;br /&gt;De que tudo se apaga,&lt;br /&gt;De que tudo é frio, e duro, e penoso...e sombrio.&lt;br /&gt;Eu até hoje me pergunto como ela saiu da cama todas as manhãs,&lt;br /&gt;Desconfio que ela ainda encontre alguma razão pra lutar,&lt;br /&gt;Mesmo a história mal resolvida ligando pra ela quase todos os dias&lt;br /&gt;Infernizando e torturando e tentando convencê-la do quanto aquele bebê&lt;br /&gt;a faria sofrer, fora o aprisionamento...&lt;br /&gt;Ela acha que o problema todo da história mal resolvida é a vergonha,&lt;br /&gt;A vergonha que a história mal resolvida vai passar quando o seu pai souber&lt;br /&gt;Tanto que a história mal resolvida fez ela jurar que nada contaria a ninguém...&lt;br /&gt;Ela anda sozinha, e a história mal resolvida faz questão de frisar: "você está sozinha!"&lt;br /&gt;Ai! O sentimento de rejeição, de indiferença, de abandono...é o que dói mais.&lt;br /&gt;Vou topar com o dedão em paralelepípedo mal ajeitado na rua&lt;br /&gt;Desviar a atenção,&lt;br /&gt;Me esgoelar berrando e chorando que o meu dedão lateja de dor...&lt;br /&gt;Talvez 30 segundos de alívio...&lt;br /&gt;A vida dela é como se fosse um saco,&lt;br /&gt;Que viraram de cabeça pra baixo e sacudiram&lt;br /&gt;Pois, veja você...prossegue ela&lt;br /&gt;Eu tinha um emprego...agora levanto toda manhã para as minhas sessões diárias de tortura&lt;br /&gt;O chefe, não sabe o que faz com ela grávida&lt;br /&gt;E falta com o respeito, e é desumano...sádico e cruel...&lt;br /&gt;Talvez pense que agindo assim ela desista e vá embora&lt;br /&gt;Ele tem sido tão estúpido e covarde...&lt;br /&gt;E não é que essa infâmia de telefone não para de tocar...&lt;br /&gt;Eu que quase morro com a dor dela, fico parada, aqui, na frente do monitor...atônita, perdida&lt;br /&gt;E ela...bem! Ela já viu dias tenebrosos...mas iguais a esses?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10330224-7887390099180934159?l=sinceros.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10330224/posts/default/7887390099180934159'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10330224/posts/default/7887390099180934159'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sinceros.blogspot.com/2009/07/prometi-que-voltaria-pra-terminar.html' title=''/><author><name>bibis</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='23' src='http://2.bp.blogspot.com/_LFTl3a1WQuQ/TGHAEDzSlrI/AAAAAAAAAEY/WWpu60nXg8I/S220/ln.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10330224.post-5479154915829272309</id><published>2009-06-18T16:18:00.002-04:00</published><updated>2009-06-18T16:32:23.088-04:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Vixi! Me disse ela&lt;br /&gt;Ando numa dessas de acarinhar sofrimento&lt;br /&gt;de penar feito o diabo&lt;br /&gt;Tô com um nó entalado, engasgado na goela&lt;br /&gt;Sei não, se dia desses chuto paralelepípedo com o dedão do pé&lt;br /&gt;Tô sem entender nada nem ninguém&lt;br /&gt;E ainda me liga agora&lt;br /&gt;um desinfeliz&lt;br /&gt;bem no meio da minha dor&lt;br /&gt;Mas, de toda a sorte,&lt;br /&gt;eu ainda volto&lt;br /&gt;pra terminar a história do&lt;br /&gt;Vixi! me disse ela&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10330224-5479154915829272309?l=sinceros.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10330224/posts/default/5479154915829272309'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10330224/posts/default/5479154915829272309'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sinceros.blogspot.com/2009/06/vixi-me-disse-ela-ando-numa-dessas-de.html' title=''/><author><name>bibis</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='23' src='http://2.bp.blogspot.com/_LFTl3a1WQuQ/TGHAEDzSlrI/AAAAAAAAAEY/WWpu60nXg8I/S220/ln.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10330224.post-1611558265940937870</id><published>2009-04-25T10:24:00.002-04:00</published><updated>2009-04-25T10:28:58.123-04:00</updated><title type='text'>Os Tempos de Fortuna</title><content type='html'>Ah! Vento frio da manhã, anúncia esse novo dia! Descortina o futuro de todo. Traz o novo e renova o que já é.&lt;br /&gt;Sou ao sabor do vento, dessas que mudam como camaleão. Ora um sorriso, ora outro. E tudo gira sempre a retornar.&lt;br /&gt;É o alento dos que pensam em excesso, saber que amanhã não é sabido. Pressentir que as probabilidades não servem pra nada.&lt;br /&gt;Que adianta desgastar -se em previsões? É o fim, não é?&lt;br /&gt;Sabe - se lá! Deixe que seja assim, sempre a recomeçar.&lt;br /&gt;Sim, meus amigos, é só o amanhecer. O sol vem e vai caprichoso e algumas vezes é preciso parar para olhá - lo.&lt;br /&gt;Que seja!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10330224-1611558265940937870?l=sinceros.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10330224/posts/default/1611558265940937870'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10330224/posts/default/1611558265940937870'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sinceros.blogspot.com/2009/04/os-tempos-de-fortuna.html' title='Os Tempos de Fortuna'/><author><name>Mel</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='25' src='http://4.bp.blogspot.com/_Glb7vvDJUhE/SrCCP6QuhJI/AAAAAAAAAF4/RpUP-m4VJ4E/S220/blog.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10330224.post-3595386122456377185</id><published>2009-04-25T10:18:00.002-04:00</published><updated>2009-04-25T10:23:39.056-04:00</updated><title type='text'>Os Dias que Brotam Estragados</title><content type='html'>Ah! Vento frio da manhã, anuncia esse novo dia. E se não fosse um novo dia todo dia, anunciaria, eu, alguma novidade.&lt;br /&gt;Sou sem notícias, sou dessas que contam antiguidades como se fossem última moda. Não me condenem, nem se cansem.&lt;br /&gt;Sinto que as histórias todas já foram contadas e o que resta é um misto de contemplação com New Age.&lt;br /&gt;É o fim dos tempos? O nosso fim?&lt;br /&gt;Não, meus caros, é só o amanhecer de um dia ruim. O sol vem e vai caprichoso e algumas vezes temos que passar pela névoa.&lt;br /&gt;Que seja!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10330224-3595386122456377185?l=sinceros.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10330224/posts/default/3595386122456377185'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10330224/posts/default/3595386122456377185'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sinceros.blogspot.com/2009/04/os-dias-que-brotam-estragados.html' title='Os Dias que Brotam Estragados'/><author><name>Mel</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='25' src='http://4.bp.blogspot.com/_Glb7vvDJUhE/SrCCP6QuhJI/AAAAAAAAAF4/RpUP-m4VJ4E/S220/blog.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10330224.post-7015977159053929170</id><published>2009-02-06T10:29:00.003-04:00</published><updated>2009-02-06T10:49:28.941-04:00</updated><title type='text'>Solange</title><content type='html'>Surpreendentemente nada mais parece afetar Solange, nem o som dos pássaros ao acordar pela manhã, a chuvinha fina e gostosa batendo em seu rosto, nem mesmo o fato de que ao acordar seu café está posto à mesa. E isso que solange mora sozinha e não tem empregada!&lt;br /&gt;Um dia ela simplesmente acordou e o apartamente estva um brinco. Sem sinal de poeira nos móveis, louça lavada na pia e um lauto café da manhã sobre a alva toalha de mesa, que a muito era uma amarela toalha de mesa. Solange simplesmente aceitou tudo como um mistério insolúvel, longe de seus parcos conhecimentos parapsicológicos.&lt;br /&gt;Todos os dias a mesma coisa, só falhando aos domingos. Estranho, muito estranho. Mas Solange não se abalava, enfim eram menos tarefas com que se preocupar, já lhe bastava o trabalho que lhe consumia longas horas do dia e esforços sobre humanos, pois as crianças da creche podiam ser comparadas a pequeninos monstros do lago Ness, nunca aparecia o culpado de uma travessura, tal qual o monstro se esconde até hoje das lentes dos "paparazzi".&lt;br /&gt;Tudo estava muito bem, muito bom. Ela devia ter feito algo de bom na outra vida e agora estava sendo recompensada por um espírito iluminado que a estaria guiando para o caminho da iluminação total. Mas Solange só queria o descanso total.&lt;br /&gt;É, nada mais afetava Solange, ela acreditava piamente nisso quando chegou em casa aquele dia e encontrou uma carta em cima da toalha branca como neve. Abriu delicadamente a carta, deixando cair a seus pés a cópia da chave de seu apartamento. Assustada ela lê a carta avidamente, onde a empregada informava que só voltaria a trabalhar quando recebesse o que Solange lhe devia, pois nunca recebeu o pagamento semanal prometido.&lt;br /&gt;Realmente nada mais afetava Solange, nem mesmo seu remédio para a memória.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10330224-7015977159053929170?l=sinceros.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10330224/posts/default/7015977159053929170'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10330224/posts/default/7015977159053929170'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sinceros.blogspot.com/2009/02/surpreendentemente-nada-mais-parece.html' title='Solange'/><author><name>Jefferson Alves</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11985612235886840845</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10330224.post-6901662428762056537</id><published>2009-01-21T08:48:00.002-04:00</published><updated>2009-01-21T09:09:17.189-04:00</updated><title type='text'>O Tempo</title><content type='html'>Depois de muito tempo volto a este blog, dou uma repassada nostálgica nos textos que escrevemos, nos textos que escrevi. Leio todos com a admiração que os li da primeira vez, o mesmo sentimento de estupefação por ter pessoas inteligentes e inventivas escrevendo por aqui.&lt;br /&gt;No entanto, por pura curiosidade, olho a data do último texto e descubro que já se passou mais de seis meses desde a última vez que escrevi aqui.&lt;br /&gt;Isso me fez pensar em como a falta de tempo, a passagem do tempo, a maldição do tempo nos assombra, nos faz esquecer de coisas que gostamos, pessoas de quem gostamos, lugares que adoramos. &lt;br /&gt;Adoro escrever, e principalmente escrever neste blog. Entretanto devido as vicissitudes da vida fiquei completamente sem tempo de cuidar dele, de tirar algi=uns minutos do meu dia para dar trato as idéias que brotam de todos os cantos e transforma-las em textos, colocando palavra após palavra neste ambiente virtual, mas nem por isso menos importante.&lt;br /&gt;Quando penso nisso, subitamente me dou conta que isso ocorre tambem na nossa vida "real". Por falta de tempo não saimos para jantar com os amigos; Por falta de tempo esquecemos de ligar para aquela pessoa importante para nós. Por falta de tempo não demonstramos o quanto amamos aquela mulher maravilhosa que nos acompanha na vida.&lt;br /&gt;Penso nisso e vejo claramente que o tempo é curto, nossas vidas são curtas, nossos amores são breves e, o pior de tudo, não nos importamos com isso. O que era pra ser algo esporádico se torna diário, e nos acostumamos com isso, achando natural e até desejável. Quem tem tempo de sobre é vagabundo. Se não estiver stressado não serve pra trabalhar comigo, já dizia meu chefe.&lt;br /&gt;Eu quero mais tempo, mais tempo pros amigos, pra ler aquela pilha de livros ao lado da cama, pra curtir o sol na praça, só vendo o tempo passar, sem ficar com vontade de correr atrás dele.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10330224-6901662428762056537?l=sinceros.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10330224/posts/default/6901662428762056537'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10330224/posts/default/6901662428762056537'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sinceros.blogspot.com/2009/01/o-tempo.html' title='O Tempo'/><author><name>Jefferson Alves</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11985612235886840845</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10330224.post-6040749466077024145</id><published>2008-07-19T21:18:00.002-04:00</published><updated>2008-07-19T21:49:24.825-04:00</updated><title type='text'>Quando o passado não volta.</title><content type='html'>Viver o presente é daquelas coisas simples e maravilhosas a que não damos valor e nem mesmo notamos na correria do dia-a-dia. Só nos lembramos de agendar compromissos futuros, cuidamos de não tentar esquecer os aniversários de quem gostamos ou mesmo de lembrar algo que já esquecemos.&lt;br /&gt;Nunca damos vivas pelo passeio no parque que estamos dando naquele sabado de sol, nunca respiramos o ar puro da praia e pensamos como é bom aquele momento (quando pensamos, é sempre em momentos que já foram). O presente é esquecimento, é o passado esperando acontecer.&lt;br /&gt;Quando algo de ruim acontece, sempre dizemos a nós mesmos: Isso vai passar. Ou seja, se esperarmos um pouco o presente vira passado e tudo melhora.&lt;br /&gt;Porém, para mim, o passado é sempre aquele amigo que me conforta nas horas amargas e o presente é a mulher que afaga meus cabelos na noite fria. O passado não volta e o presente sempre deve ser esticado mais um pouquinho.&lt;br /&gt;O que já aconteceu não deve tentar ser revivido, seja uma amizade interrompida, seja um amor acabado. Reviver o passado é o caminho mais curto para um suicidio bem sucedido.&lt;br /&gt;O meu suicídio já está marcado, programado e previsto, pois sou um nostálgico inveterado. Não sei amar e não sofrer, assim como não sei esquecer.&lt;br /&gt;De todas as duas mulheres que amei, guardei um pedacinho dentro de mim, uma lembrança boa. O som que a chuva fazia quando, pelo telefone, ela dizia que gostava de mim, o perfume que a outra usava no dia em que a beijei pela primeira vez.&lt;br /&gt;Quando a velhice enfim cobrar seu preço, quero que essas lembranças sejam o meu alento, o meu presente, o passado revivido e recuperado. Se não as terei do meu lado, quero, pelo menos, ver suas faces tão belas como no dia em que as conheci.&lt;br /&gt;Isso sim é amar. Sem mais sofrer.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10330224-6040749466077024145?l=sinceros.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10330224/posts/default/6040749466077024145'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10330224/posts/default/6040749466077024145'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sinceros.blogspot.com/2008/07/quando-o-passado-no-volta.html' title='Quando o passado não volta.'/><author><name>Jefferson Alves</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11985612235886840845</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10330224.post-2571346093428998458</id><published>2008-03-23T15:35:00.002-04:00</published><updated>2008-03-23T15:43:23.243-04:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>O problema de viver não é trilhar o caminho, mas escolher o melhor deles.&lt;br /&gt;As conclusões e escolhas a que chegamos sempre nos fazem sofrer, por melhor que tenhamos escolhido, por menor que tenha sido o dano ao final do caminho. &lt;br /&gt;Nada pode ir contra a grande verdade universal: Viver é sofrer!&lt;br /&gt;Uma boa vida é tão intengivel quanto as estrelas do céu, mesmo que tenhas tudo que sempre quiseste, casa, carro, mulheres... Alias, mulheres são o segundo grande tormento da humanidade. São a mais bela criação divina e ao mesmo tempo a perdição mais indubtavelmente certa do homem.&lt;br /&gt;Meus tormentos talvez me estejam fazendo escrever algumas palavras duras e cruas, porem não me tiram o discernimento nem mesmo a veracidade de minhas frases.&lt;br /&gt;A vida é sempre e cada vez mais uma fonte de sofrimento, e como tal é fonte inesgotavel para palavras amargas e sem sentido.&lt;br /&gt;Quem sabe um dia, quando a maré de infortunios e desesperança tiver tomado outro rumo, possa eu dizer de tudo que ficou para tras que, apesar dos pesares, fui feliz, só não sabia.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10330224-2571346093428998458?l=sinceros.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10330224/posts/default/2571346093428998458'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10330224/posts/default/2571346093428998458'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sinceros.blogspot.com/2008/03/o-problema-de-viver-no-trilhar-o.html' title=''/><author><name>Jefferson Alves</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11985612235886840845</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10330224.post-3739412607277088537</id><published>2008-01-27T14:43:00.000-04:00</published><updated>2008-01-27T14:56:34.690-04:00</updated><title type='text'>Raiva</title><content type='html'>Um gesto, uma palavra, um som. Nada e tudo são motivos para aumentar minha raiva.&lt;br /&gt;Raiva do mundo, raiva da humanidade, raiva dos peixes e das nuvens. Raivosa raiva de tudo o que anda e do que fica parado.&lt;br /&gt;É tanta a minha raiva, que acabo lançando no papel palavras cheias da bile que alimenta meu ódio, que nada mais é que a raiva em seu ponto culminante!&lt;br /&gt;Tenho raiva de mim e de minhas ilusões. Raiva de como os outros se utilizam da minha boa fé em proveito deles próprios. Mais raiva ainda por saber de tudo isso e repetir os mesmos erros com as mesmas pessoas.&lt;br /&gt;Minha raiva é como a do menino. Raiva grande e que é contida por sempre haver um adulto por perto. Sempre travada, segurada, amordaçada.&lt;br /&gt;A raiva que ando sentindo é raiva nova misturada a raivinhas antigas, poeiras que joguei pra debaixo do tapete e que algum desavisado remexeu sem querer. O tapete se foi, mas a raiva, essa grudenta raiva nunca se dispersa.&lt;br /&gt;Minha raiva é paciente, vai se acumulando tal qual a um velho que vive a polir uma pedra, até que ela está tão brilhante e o trabalho tão bem acabado, que a serventia da pedra acabou. Só lhe resta quebrar a vidraça do vizinho para que alguem mais veja tão belo trabalho.&lt;br /&gt;Algum dia minha raiva vai terminar, vou explodir em chamas que irão consumir minha raiva e a mim mesmo como uma pira de antanho. Nesse momento, serei um novo homem e, talvez, finalmente um ser humano.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10330224-3739412607277088537?l=sinceros.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10330224/posts/default/3739412607277088537'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10330224/posts/default/3739412607277088537'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sinceros.blogspot.com/2008/01/raiva.html' title='Raiva'/><author><name>Jefferson Alves</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11985612235886840845</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10330224.post-3110554370078306444</id><published>2008-01-13T14:03:00.000-04:00</published><updated>2008-01-13T14:11:20.125-04:00</updated><title type='text'>umas doses</title><content type='html'>Umas doses de realidade&lt;br /&gt;E uns goles de alienação&lt;br /&gt;Um pouco de cada, antes que eu me suicide&lt;br /&gt;Ou me torne uma besta quadrada&lt;br /&gt;Há que ser assim,&lt;br /&gt;Viver numa corda bamba de sentimentos,&lt;br /&gt;Nos limites de uma sanidade pra lá de esquisita&lt;br /&gt;Quando o mundo todo já descambou&lt;br /&gt;Pra uma bela e infame&lt;br /&gt;de uma putaria de loucura.&lt;br /&gt;Uns filmes ´trash´&lt;br /&gt;Umas dores ´noir´&lt;br /&gt;E uns sonhos patéticos&lt;br /&gt;Escondendo os olhos atrás de asas de borboletas para ver o mundo...&lt;br /&gt;Visão turva, embaçada.&lt;br /&gt;Asas de borboleta têm pó,&lt;br /&gt;fazem arder os olhos...&lt;br /&gt;melhor realidade pura,&lt;br /&gt;faz arder o coração e doer os dentes...&lt;br /&gt;Não é descontentamento descabido&lt;br /&gt;Nem rebeldia sem causa&lt;br /&gt;Com uns olhos se enxerga ouro&lt;br /&gt;Com outros se enxerga a bosta:&lt;br /&gt;bosta de gentes&lt;br /&gt;bosta de situações&lt;br /&gt;bosta de relações&lt;br /&gt;bosta de algumas bostas de sentimentos&lt;br /&gt;Encantamento com o ouro em meio a tanta bosta?&lt;br /&gt;Tô no limbo&lt;br /&gt;Sem Beatrice para me guiar&lt;br /&gt;E acho que exagerei um pouco&lt;br /&gt;nas doses de realidade.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10330224-3110554370078306444?l=sinceros.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10330224/posts/default/3110554370078306444'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10330224/posts/default/3110554370078306444'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sinceros.blogspot.com/2008/01/umas-doses.html' title='umas doses'/><author><name>bibis</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='23' src='http://2.bp.blogspot.com/_LFTl3a1WQuQ/TGHAEDzSlrI/AAAAAAAAAEY/WWpu60nXg8I/S220/ln.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10330224.post-6672485333826494912</id><published>2007-09-17T08:06:00.000-04:00</published><updated>2007-09-17T08:10:07.177-04:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Não Arrow, não és a única a visitar este lugar a espera de uma pérola, de um diamante ou mesmo de um simples texto escrito no entardecer de um dia nublado.&lt;br /&gt;Espero pelo dia em que a inspiração arrebatadora nos envolva e nos obrigue a novamente expressar os pesares, alegrias e saudades.&lt;br /&gt;Beijos.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10330224-6672485333826494912?l=sinceros.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10330224/posts/default/6672485333826494912'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10330224/posts/default/6672485333826494912'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sinceros.blogspot.com/2007/09/no-arrow-no-s-nica-visitar-este-lugar.html' title=''/><author><name>Jefferson Alves</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11985612235886840845</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10330224.post-7526104538091267830</id><published>2007-09-08T22:06:00.000-04:00</published><updated>2007-09-08T22:08:17.017-04:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Pelo jeito só eu ando visitando nosso "Sinceros"...mas nunca mais tive o prazer de encontrar um presente de vcs por aqui...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10330224-7526104538091267830?l=sinceros.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10330224/posts/default/7526104538091267830'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10330224/posts/default/7526104538091267830'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sinceros.blogspot.com/2007/09/pelo-jeito-s-eu-ando-visitando-nosso.html' title=''/><author><name>bibis</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='23' src='http://2.bp.blogspot.com/_LFTl3a1WQuQ/TGHAEDzSlrI/AAAAAAAAAEY/WWpu60nXg8I/S220/ln.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10330224.post-386465541818821666</id><published>2007-02-19T22:48:00.000-04:00</published><updated>2007-02-19T22:50:09.329-04:00</updated><title type='text'>Conto que fiz pra TI</title><content type='html'>Eu não sei dizer ao certo se foi ele quem encontrou ela, ou ela quem encontrou ele, mas um conto é um conto, assim mesmo, mais cheio de imaginação do que de realidade. E pouco importando quem encontrou quem, sei que ela passou algumas noites imaginando o rosto dele e também imaginou se ele a faria chorar, ou se a faria sorrir, ou, na pior das hipóteses, num desses desatinos do destino os dois iriam se olhar e chegar à óbvia conclusão de que o destino anda estúpido e que ele não tem nada a ver com ela e vice-versa.Mas acho que dá um conto bom! Apesar de ela ainda não ter beijado ele...- E a cor dos olhos?- O que que tem a cor dos olhos??- É! Qual é a cor dos olhos?- Alguma coisa me diz que é...e outra coisa me diz que é...Ai! Não sei! A única coisa que 'alguma coisa' e 'outra coisa' me dizem, na verdade, que ele parece ter um abraço carinhoso e aconchegante...E isso eu sei que ela passou tantas outras noites imaginando, e imaginando também que deve ter ficado maluca. Ele mora longe, ou ela mora longe (tanto faz), mas ela o quer, quanto a ele? Não sei dizer.- Como assim maluca?- Maluca! De querer beijos e entrelaços e que ele me segure bem apertado em seus braços.Ele gosta de música, gosta mesmo de música, ela gosta de música e de estrelas e tantas outras coisas, mas sei que ela não consegue compreender por que ele a quer. E ele a quer mesmo?- Eu? Eu o quê?- E por que você o quer?- Ah! Só digo pra TI...- Então diga!- Depois, depois de beijá-lo e beijá-lo, até não poder mais, até ficar sem ar, ficar sem respirar, ficar mais nele do que em mim...Sei não! Mas talvez ela se machuque, talvez nem se vejam. O certo é que o conto ainda não tem final...feliz ou não...só depois que ele beijar ela ou ela beijar ele, mas isso pouco importa agora, porque o beijo já é outro conto...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10330224-386465541818821666?l=sinceros.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10330224/posts/default/386465541818821666'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10330224/posts/default/386465541818821666'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sinceros.blogspot.com/2007/02/conto-que-fiz-pra-ti.html' title='Conto que fiz pra TI'/><author><name>bibis</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='23' src='http://2.bp.blogspot.com/_LFTl3a1WQuQ/TGHAEDzSlrI/AAAAAAAAAEY/WWpu60nXg8I/S220/ln.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10330224.post-2022747469186191694</id><published>2007-01-28T21:52:00.000-04:00</published><updated>2007-01-28T22:21:08.269-04:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Sentado nas pedras do caminho, vejo o mundo todo a minha frente, se prolongando pelo espaço e, quem sabe, pelo tempo. Vejo o sol se pondo entre as copas da árvores, o &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_0"&gt;crepúsculo&lt;/span&gt; é um amigo antigo, porem, traz consigo uma amiga indesejada, as trevas da noite invernal.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Levanto-me para que não seja atingido a meio caminho pela noite, mas parece que cada passo é mais um tom de cinza que acrescento ao céu, tingindo de negro a noite que vem chegando com meu andar acelerado.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;A corrida que empreendo só me faz querer nunca ter começado. Fico ofegante, pensando se algum dia irei chegar ao meu destino. Deixo o verde das arvores e entro no desolado vale a que dão o nome de cidade.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Ali, me perco entre as arvores de concreto. Tudo é tão igual, tão sem sentido. Busco as estrelas para que me socorram com seus sinais e me indiquem o caminho a seguir. Mas onde estão as estrelas, velhas companheiras? Não há no céu estrelas, somente nuvens de fumaça escura, que tornam a noite mais &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_1"&gt;lúgubre&lt;/span&gt; do que jamais foi.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Entre as ruas, pessoas que olham e não vêem, cheiram e não sentem, odeiam mas não amam vão se chocando, esbarrando entre si e com os &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_2"&gt;obstáculos&lt;/span&gt; que criam a sua volta (o desespero, a &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_3"&gt;malícia&lt;/span&gt;, a arrogância). Me sinto sufocar entre essas pessoas, entre esses seres que mais parecem fantoches cujo manipulador sem nome se delicia em brincar de destroçar seus bonecos.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Essa cidade se fecha sobre mim, não vejo mais nada, não vejo mais &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_4"&gt;ninguém&lt;/span&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Corro, fugindo de mim mesmo e dessa vida sem prazer. &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_5" onclick="BLOG_clickHandler(this)"&gt;Ah&lt;/span&gt;, devia ter dado ouvidos a minha consciência, devia ter permanecido sozinho comigo mesmo, esperando &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_6"&gt;alguém&lt;/span&gt; que nunca viria. Mas não, fui atender ao chamado do mundo e procurar por algo que, bem sabia, nunca encontrarei nessa existência. Perdi as oportunidades que a vida me trouxe, que bateram a minha porta inesperadamente. Agora sei que não fui talhado para ser como os outros, que não sou igual a &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_7"&gt;ninguém&lt;/span&gt;, que não sou diferente de mim.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Subo ao alto do mais alto &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_8"&gt;edifício&lt;/span&gt;. De lá observo as arvores que deixei para trás, a vida que deixei para trás, a felicidade que deixei para trás.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;A sensação que me toma não é de perda, é a de nunca ter &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_9"&gt;possuído&lt;/span&gt; nada nem &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_10"&gt;ninguém&lt;/span&gt;. Assim, sou um liberto que nunca esteve preso, um ermitão entre as pessoas, um menino entre os homens.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Me lanço do parapeito ao espaço vazio. Não vejo o chão, não vejo o céu, não vejo mais nada. Como  sempre, sou um viajante sem destino. Agora que não tenho mais que um segundo de &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_11"&gt;existência&lt;/span&gt;, sinto que vivo, sinto a vida, como nunca antes senti e nunca mais sentirei.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10330224-2022747469186191694?l=sinceros.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10330224/posts/default/2022747469186191694'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10330224/posts/default/2022747469186191694'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sinceros.blogspot.com/2007/01/sentado-nas-pedras-do-caminho-vejo-o.html' title=''/><author><name>Jefferson Alves</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11985612235886840845</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10330224.post-116768300836059093</id><published>2007-01-01T16:17:00.001-04:00</published><updated>2007-01-01T16:23:28.373-04:00</updated><title type='text'>2007!!!!!!!</title><content type='html'>Finalmente estamos em 2007!!&lt;br /&gt;E pra ter o gostinho de ser o primeiro apostar neste pequeno espaço, vou enumerar as minhas pretensões para este ano:&lt;br /&gt;Amar: &lt;br /&gt; amar não do amor pifio, mesquinho, daquele amor da boca pra fora. Quero amar desbragadamente, despreocupadamente, daquele amor em que nada mais nos interessa do que aquela que amamos. Daquela que nos inspira o amor;&lt;br /&gt;Respeitar: &lt;br /&gt; respeitar a mim mesmo, não deixando que as pequenas e grandes mesquinharias dos outros me afetem, que o mundo todo se volte contra mim e mesmo assim eu continue seguindo o meu caminho;&lt;br /&gt;Olhar:&lt;br /&gt; olhar as flores desabrochando, as nuvens formando desenhos no céu, as estrelas brilhando à noite, a chuva escorrendo pela janela....&lt;br /&gt; Sentir:&lt;br /&gt; sentir a pele da amada sob meus dedos, sentir o coração batendo forte por poder ve-la, sentir a grama sob meus pés quando andar de mãos dadas pelo caminho que junto escolhermos;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desejar:&lt;br /&gt; desejar somente aquilo que me trará felicidade, como um beijo, um afago, um sorriso, deixando de lado o desejo pelas coisas materiais;&lt;br /&gt;Conhecer:&lt;br /&gt; conhecer a vida no seus minimos detalhes, evitando assim magoar aqueles a quem amo e deixar-me magoar por eles.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esses são algumas das minhas determinações de ano novo, algumas já foram cumpridas no ano velho, algumas outras ainda guardarei só pra mim, não que não confie em vocês, mas como estão incluidas neles (não que não estejam nos que enumerei) espero o dia que os cumprirei para lhes falar.&lt;br /&gt;E que venha 2007!!!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10330224-116768300836059093?l=sinceros.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10330224/posts/default/116768300836059093'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10330224/posts/default/116768300836059093'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sinceros.blogspot.com/2007/01/2007_01.html' title='2007!!!!!!!'/><author><name>Jefferson Alves</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11985612235886840845</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10330224.post-116768298531143070</id><published>2007-01-01T16:17:00.000-04:00</published><updated>2007-01-01T16:23:05.330-04:00</updated><title type='text'>2007!!!!!!!</title><content type='html'>Finalmente estamos em 2007!!&lt;br /&gt;E pra ter o gostinho de ser o primeiro apostar neste pequeno espaço, vou enumerar as minhas pretensões para este ano:&lt;br /&gt;Amar: &lt;br /&gt; amar não do amor pifio, mesquinho, daquele amor da boca pra fora. Quero amar desbragadamente, despreocupadamente, daquele amor em que nada mais nos interessa do que aquela que amamos. Daquela que nos inspira o amor;&lt;br /&gt;Respeitar: &lt;br /&gt; respeitar a mim mesmo, não deixando que as pequenas e grandes mesquinharias dos outros me afetem, que o mundo todo se volte contra mim e mesmo assim eu continue seguindo o meu caminho;&lt;br /&gt;Olhar:&lt;br /&gt; olhar as flores desabrochando, as nuvens formando desenhos no céu, as estrelas brilhando à noite, a chuva escorrendo pela janela....&lt;br /&gt; Sentir:&lt;br /&gt; sentir a pele da amada sob meus dedos, sentir o coração batendo forte por poder ve-la, sentir a grama sob meus pés quando andar de mãos dadas pelo caminho que junto escolhermos;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desejar:&lt;br /&gt; desejar somente aquilo que me trará felicidade, como um beijo, um afago, um sorriso, deixando de lado o desejo pelas coisas materiais;&lt;br /&gt;Conhecer:&lt;br /&gt; conhecer a vida no seus minimos detalhes, evitando assim magoar aqueles a quem amo e deixar-me magoar por eles.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esses são algumas das minhas determinações de ano novo, algumas já foram cumpridas no ano velho, algumas outras ainda guardarei só pra mim, não que não confie em vocês, mas como estão incluidas neles (não que não estejam nos que enumerei) espero o dia que os cumprirei para lhes falar.&lt;br /&gt;E que venha 2007!!!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10330224-116768298531143070?l=sinceros.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10330224/posts/default/116768298531143070'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10330224/posts/default/116768298531143070'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sinceros.blogspot.com/2007/01/2007.html' title='2007!!!!!!!'/><author><name>Jefferson Alves</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11985612235886840845</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10330224.post-116559135161033435</id><published>2006-12-08T11:14:00.000-04:00</published><updated>2006-12-08T11:22:31.623-04:00</updated><title type='text'>Pássaros</title><content type='html'>Tenho dito muitas palavras ultimamente, porem sinto que elas são como passaros, saem voando e nunca aterrisam no lugar exato onde eu gostaria. Minhas palavras não descrevem tudo o que sinto, todas as tristezas, todas as saudades, todos os carinhos que deixei de fazer em quem amo por não estar com ela. &lt;br /&gt;Mas os passaros não são somente errantes, eles são belos. E atraves de palavras passarinheiras tento descrever meu mundo, meu afeto e meu encanto. Quanto mais eu liberto as palavras da gaiola, tantos mais querem sair, e numa revoada desabalada saem pelo mundo tentando e tentando e tentando encontrar alguem que as aprecie como eu.&lt;br /&gt;O trinado que os passaros desfiam ao voar alegres pelo ceu azul não se compara ao zumbido de minhas palavras, mas mesmo assim não as posso fazer calar, pois como fazer para calar a mim mesmo e ao meu coração?&lt;br /&gt;Não adianta, fui ferido para a eternidade e somente jogando palavras ao vento e esperando que uma leve brisa as leve para quem desejo tenho a esperança de um dia ser feliz.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10330224-116559135161033435?l=sinceros.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10330224/posts/default/116559135161033435'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10330224/posts/default/116559135161033435'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sinceros.blogspot.com/2006/12/pssaros.html' title='Pássaros'/><author><name>Jefferson Alves</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11985612235886840845</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10330224.post-116257073546455544</id><published>2006-11-03T12:11:00.000-04:00</published><updated>2006-11-03T12:18:55.476-04:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Se tenho ou se nao tenho clarividência, ainda nao sei, soh sei que tenho medo da minha clarividencia. Tenho previsto temporais para mim e nem consigo fechar as janelas do meu quarto, antes que a chuva entre. tenho medo dessa minha clarividência ordinária, que eu aprendi a ter com a vida, e mais ou menos julgar a dor dos outros pela minha própria dor, e o pior: a sentí-la...tenho saudade do Templário, tenho saudade da mell, mas estou tão atirada num canto que até tenho medo de reencontrá-los e por ser tão SINCERA ter que encarar a minha dor, que eu ando escondendo nas frestras de um móvel velho. Às vezes me mantenho tão distante, porque já não suporto mais sentir...como se enjoada estivesse de cultivar e de viver as minhas dores. Acho que gostei do cisne roxo, pelo menos parece ser o mais recomendável para mim!!!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10330224-116257073546455544?l=sinceros.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10330224/posts/default/116257073546455544'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10330224/posts/default/116257073546455544'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sinceros.blogspot.com/2006/11/se-tenho-ou-se-nao-tenho-clarividncia.html' title=''/><author><name>bibis</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='23' src='http://2.bp.blogspot.com/_LFTl3a1WQuQ/TGHAEDzSlrI/AAAAAAAAAEY/WWpu60nXg8I/S220/ln.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10330224.post-116233639008546891</id><published>2006-10-31T19:04:00.000-04:00</published><updated>2006-10-31T19:13:10.103-04:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Olá meus queridos&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A  Arrow parece que tem clarividencia.  A vida está sim me devorando. &lt;br /&gt;O nosso site e seus quases 100 posts parece querer lembrar o que nós já fomos. Me lembra que já sonhei sonhos bonitos. Me lembra o que já fui ... Me lembra que mudo de idéia como uma completa maluca. Me lembra que não sou nunca igual a mim mesma.&lt;br /&gt;Com certeza voltarei a escrever aqui, assim que eu consiga juntar certos cacos...&lt;br /&gt;Talvez use os cacos para fazer uma tarde de verão (rs), talvez para fazer um cisne roxo. Não sei... &lt;br /&gt;Estou ansiosa pelas férias... a faculdade está estragando a minha cabeça.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10330224-116233639008546891?l=sinceros.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10330224/posts/default/116233639008546891'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10330224/posts/default/116233639008546891'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sinceros.blogspot.com/2006/10/ol-meus-queridos-arrow-parece-que-tem.html' title=''/><author><name>Mel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17810878713693856954</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10330224.post-116162307035433292</id><published>2006-10-23T12:58:00.000-04:00</published><updated>2006-10-23T13:04:30.370-04:00</updated><title type='text'>Saudade</title><content type='html'>MInha querida Arrow, apesar de não estarmos postando muito por aqui, nada no mundo poderá nos afastar ou nos fazer esquecer uns aos outros.&lt;br /&gt;Podes ter certeza que, para mim, o poema abaixo se aplica a ti muito bem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Eu, agora que desfecho!&lt;br /&gt;Já nem penso mais em ti&lt;br /&gt;Mas será que nunca deixo&lt;br /&gt;De lembrar que te esqueci?&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O amor é algo que não desvanece jamais, a amizade tampouco.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Beijo as duas.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10330224-116162307035433292?l=sinceros.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10330224/posts/default/116162307035433292'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10330224/posts/default/116162307035433292'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sinceros.blogspot.com/2006/10/saudade.html' title='Saudade'/><author><name>Jefferson Alves</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11985612235886840845</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10330224.post-116130362271381943</id><published>2006-10-19T20:16:00.000-04:00</published><updated>2006-10-19T20:21:48.310-04:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>por onde andam os meus sinceros? por que meu Deus nos separamos assim absurdamente? paramos de sentir a vida ou ela anda nos devorando? e as nossas páginas q sempre estiveram cheias de magia, tão cheias de nós, agora só são abandono...será que inevitavelmente sucumbimos ao tempo e à distância???&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10330224-116130362271381943?l=sinceros.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10330224/posts/default/116130362271381943'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10330224/posts/default/116130362271381943'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sinceros.blogspot.com/2006/10/por-onde-andam-os-meus-sinceros-por.html' title=''/><author><name>bibis</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='23' src='http://2.bp.blogspot.com/_LFTl3a1WQuQ/TGHAEDzSlrI/AAAAAAAAAEY/WWpu60nXg8I/S220/ln.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10330224.post-115746820871442192</id><published>2006-09-05T10:56:00.000-04:00</published><updated>2006-10-04T01:07:24.443-04:00</updated><title type='text'>O Relógio</title><content type='html'>Juliana esteve de pé diante da igreja, olhando o relógio com o tempo a passar.&lt;br /&gt;- Juliana... Juliana... ana...&lt;br /&gt;- Quem chama? Quem está assim a chamar? Pensava que dizia o que dizia em pensamento. Quem chama Juliana assim por chamar?&lt;br /&gt;Como resposta não ouvia nada, mas como pergunta sentia uma voz soturna a lhe chamar:&lt;br /&gt;- Juliana... Juliana... ana...&lt;br /&gt;Havia o vento a uivar, pessoas a andar, as trombetas a tocar. Mas, não havia vento e não havia tocar, só a voz a lhe chamar:&lt;br /&gt;- Juliana... Juliana... ana...&lt;br /&gt;- És o demônio! És o demônio! Juliana disse pensando, pensando a chorar. És o demônio que veio me buscar!&lt;br /&gt;E as pessoas a andar e as trombetas, sem trombetas, a tocar.&lt;br /&gt;Juliana quis dizer, sem poder entender, o que dizia-lhe sem dizer a voz profunda a lhe chamar e pensou sem poder imaginar que louca poderia estar:&lt;br /&gt;- Quem está a mim a chamar? Que queres de mim por assim me chamar?&lt;br /&gt;Como resposta não ouvia, só sentia o agonizar por ter aquela voz constantemente a chamar.&lt;br /&gt;- Caio-me de joelhos, jogo-me a orar; se for Tu, ó Deus, a me chamar!&lt;br /&gt;Não houve resposta além do vento a uivar, das trombetas a tocar, das pessoas a marchar.&lt;br /&gt;Juliana, ainda diante do relógio, caída de joelhos a chorar. A multidão em volta a admirar Juliana envolta em implorar:&lt;br /&gt;- Leve-me! Leve-me! Quero dormir e não mais levantar! Não posso mais consentir viver essa voz sempre a chamar.&lt;br /&gt;- Juliana... Juliana... ana... Do outro lado, oposto ao lado onde há, estava a voz a lhe torturar.&lt;br /&gt;- Parem trombetas de tocar! Rogo que o som fique suspenso no ar! Não posso mais prosseguir em só marchar, nem com voz alguma a me chamar.&lt;br /&gt;Ding.&lt;br /&gt;Dong.&lt;br /&gt;O som a bater,a voz a chamar&lt;br /&gt;Então, eis que então o sino tocou as horas que sempre hão de tocar.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10330224-115746820871442192?l=sinceros.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10330224/posts/default/115746820871442192'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10330224/posts/default/115746820871442192'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sinceros.blogspot.com/2006/09/o-relgio.html' title='O Relógio'/><author><name>Mel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17810878713693856954</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10330224.post-115386608586294584</id><published>2006-07-25T18:10:00.000-04:00</published><updated>2006-07-25T18:21:25.876-04:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>...A guerra havia começado há meses, e as notícias dos mortos aterrorizavam os dois lados. Mesmo assim, o Império, numa fúria sangrenta para combater os resistentes, enviava mais e mais tropas. Os fazendeiros bastante enfraquecidos, diante de todo o poderio do Império, já estavam ficando sem dinheiro, sem homens, sem armas para poder enfrentá-los nas frentes de batalha, e assim, resolveram eles mesmos ir para o combate, deixando para trás suas mulheres, suas filhas...Elas para fugirem das tropas que avançam pelo interior, juntavam o que podiam carregar e fugiam para as fazendas mais distantes de que tinham notícias numa tentativa inútil de se protegerem.&lt;br /&gt; E assim, uma dessas caravanas de mulheres, num lugar cercado por árvores, vales e riachos, encontrou uma parte da tropa de soldados do Império que se deslocava rumo ao interior. Nem todos os inimigos eram inescrupulosos, odiosos, e sim, possuíam uma honra, uma bravura, uma coragem, uma bondade indizíveis, embora se prestassem a um propósito nada louvável, bem como nem todos os aliados eram fiéis e leais e se vendiam a qualquer promessa de poder oferecida.&lt;br /&gt; Um desses soldados era o Capitão Rodrigo que encontrou Rosário, a mulher que iria amar pelo resto de seus dias...Os soldados ajudaram o grupo de mulheres a fazer a travessia do vale, até a chegada da fazenda. A viagem levou vários dias. Durante à noite eles montavam acampamento, para prosseguir no dia seguinte. Capitão Rodrigo era ainda muito jovem, com um olhar doce, uma voz calma, mas firme, e amava Rosário, amava como se ama poucas coisas nessa vida, como se fosse a noite que lhe trazia descanso, como se fosse calor morno que encontrava na boca dela. E ela amava Rodrigo como se ama toda a proteção devotada, como se ama o desespero. E assim, seguiu a viagem de Rosário e Capitão Rodrigo até que chegaram a fazenda...&lt;br /&gt; No dia seguinte, os soldados foram embora, deviam seguir e encontrar o restante dos soldados, já que haviam se desviado vários dias de sua rota, e a notícia de uma nova batalha estava se tornando uma realidade inevitável. Capitão Rodrigo partiu, Rosário ficou segurando as lágrimas e esperando pela sua volta...vários dias se passaram...alguns dias amanheceram, muitas noites vieram...os meses se acumuluram...e Rosário se sentia morrer, por certo Rodrigo havia morrido na batalha. Numa manhã Rosário levantou e foi até o celeiro, não suportava mais a dor, não suportava mais tanto barulho naquela casa, e encontrou algo se debatendo entre as palhas, quando se aproximou encontrou sangue pelo chão e mais adiante Rodrigo todo ferido, ensanguentado, ardendo em febre...&lt;br /&gt; Rosário cuidou todos os dias de Rodrigo, mesmo que em alguns dias ele estivesse preso apenas por um fio de vida, mesmo que às vezes ela não tivesse certeza de estar limpando as feridas de um corpo que ainda estava vivo, ou que já houvesse partido há poucos minutos. Rosário amava tanto Rodrigo, que passava os dias com sua cabeça em seu colo, tentando aliviar suas dores, aquecer seu corpo, beijando-lhe de leve a face e pedindo-lhe que não fosse embora porque ela sempre estaria lá por ele. Rodrigo melhorou, mas teve que ir embora, mas todos os dias, ele voltava e ficava por longas horas com Rosário, se despediam e ele ia embora, para no outro dia voltar, e assim se seguiu.&lt;br /&gt; A guerra acabou, e Rodrigo continuou visitando Rosário todos os dias, do mesmo jeito, com aquele uniforme velho e sujo de sangue, que nem ele sabia ao certo porque ainda usava...&lt;br /&gt; Rodrigo morreu naquela batalha, mas amava demais Rosário para deixá-la...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(do que ficou em mim de uma cena de A Casa das Sete Mulheres)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10330224-115386608586294584?l=sinceros.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10330224/posts/default/115386608586294584'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10330224/posts/default/115386608586294584'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sinceros.blogspot.com/2006/07/blog-post.html' title=''/><author><name>bibis</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='23' src='http://2.bp.blogspot.com/_LFTl3a1WQuQ/TGHAEDzSlrI/AAAAAAAAAEY/WWpu60nXg8I/S220/ln.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10330224.post-114652417955923213</id><published>2006-05-01T18:42:00.000-04:00</published><updated>2006-05-01T19:09:20.436-04:00</updated><title type='text'>Caminhos</title><content type='html'>Perdido em mim mesmo, ando pelo vale da desesperança. Nenhum dos caminhos que tomo me levam aonde quero ir, nenhum dos caminhos me levam ao meu destino.&lt;br /&gt;Sigo sem rumo, a cada passo meu, sinto as mãos daqueles que me querem fazer retroceder, me puxando de volta. Sinto entre essas mãos, algumas macias, algumas cujo perfume me não me sai da lembrança e algumas que os caminhos que escolheram pra mim não me permitiram sentir o perfume.&lt;br /&gt;Resigno-me a caminhar. Desisti de tentar me encontrar pelos ermos caminhos que sigo. "havia uma pedra no caminho, no caminho havia uma pedra". Não desisto de caminhar, porem nem as estrelas mais me servem de consolo ou de guia. Deixei-as pelo caminho, debaixo da mesma pedra em que enterrei a esperança morta.&lt;br /&gt;Se continuo a caminhar não é pela perspectiva de chegar, de encontrar, de viver. É pelo simples fato de não desistir de caminhar, mesmo sem saber mais porque.&lt;br /&gt;Não deixei meu coração debaixo daquela pedra, não. Esse eu atirei ao mar, para que, tentado a novamente amar, não voltasse atras no caminho.&lt;br /&gt;Caminho e nada mais me fará parar, nem mesmo a morte de meus sonhos, nem mesmo a volta dos fantasmas que encontrei pela estrada.&lt;br /&gt;Desisti, não de ti, mas de mim.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10330224-114652417955923213?l=sinceros.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10330224/posts/default/114652417955923213'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10330224/posts/default/114652417955923213'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sinceros.blogspot.com/2006/05/caminhos.html' title='Caminhos'/><author><name>Jefferson Alves</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11985612235886840845</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10330224.post-114593230850558729</id><published>2006-04-24T22:29:00.001-04:00</published><updated>2006-04-24T22:31:48.520-04:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>o q está havendo com vcs????????????? nao me respondem mais...nao postam mais...o jeff me excluiu do orkut e nem me disse a razao para ter feito isso!!! eu to longe de vcs...dah pra alguem ao menos se manifestar...por favor!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10330224-114593230850558729?l=sinceros.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10330224/posts/default/114593230850558729'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10330224/posts/default/114593230850558729'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sinceros.blogspot.com/2006/04/o-q-est-havendo-com-vcs-nao-me_24.html' title=''/><author><name>bibis</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='23' src='http://2.bp.blogspot.com/_LFTl3a1WQuQ/TGHAEDzSlrI/AAAAAAAAAEY/WWpu60nXg8I/S220/ln.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10330224.post-114277921262185814</id><published>2006-03-19T10:21:00.000-04:00</published><updated>2006-03-19T10:40:12.636-04:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Aquele convite nas suas mãos, suas mãos abertas aninhando uma quantidade absurda de sentimentos...&lt;br /&gt;Perda...Atônito!!! Seus olhos procuravam enxergar, sua mente procurava se perguntar se aquilo era sonho ou realidade, mas aquele convite pesava demais nas suas mãos, tinha o peso de mil beijos perdidos, de entrelaços abandonados, de sussurros não pronunciados, de afagos que não nasceram das mãos. Talvez, somente agora, ele tivesse percebido que ele estava de mãos dadas com uma sombra, e que o calor mormaçento dos dias de verão já havia partido, e apenas estava envolto pelo frio que amortece. Ela partiu, para nunca mais voltar, mas com a imensa vontade de que ele a tivesse feito ficar, que lhe envolvesse o corpo, a pegasse pela mão e a fizesse entender.&lt;br /&gt;Duas vidas, dois destinos interrompidos, e um amor perdido.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10330224-114277921262185814?l=sinceros.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10330224/posts/default/114277921262185814'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10330224/posts/default/114277921262185814'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sinceros.blogspot.com/2006/03/aquele-convite-nas-suas-mos-suas-mos.html' title=''/><author><name>bibis</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='23' src='http://2.bp.blogspot.com/_LFTl3a1WQuQ/TGHAEDzSlrI/AAAAAAAAAEY/WWpu60nXg8I/S220/ln.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10330224.post-114212270736477425</id><published>2006-03-11T20:02:00.000-04:00</published><updated>2006-03-11T20:28:39.993-04:00</updated><title type='text'>Começo eu então.</title><content type='html'>Já que a Mel não se prontificou a começar uma nova história, eu lanço o desafio de continuarem a minha. Só não o fiz antes, porque ando &lt;a href="http://otemplario.blogspot.com/2006/03/nova-paixo.html"&gt;&lt;strong&gt;apaixonado&lt;/strong&gt;&lt;/a&gt; e sabem como são essas paixões recentes, nos consomem!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Tão sabio quanto o necessário, assim Camilo definia a sí mesmo. Uma pessoa centrada, forte, corajoso sem ser temeroso (ainda que alguns digam que isso é covardia disfarçada). Nada em Camilo era desalinhado. Sim, um sábio na medida do necessário.&lt;br /&gt;Suas leituras se resumiam ao básico, nada mais que dois ou três livros por ano, já que destoar da média nacional de dois livros lidos por pessoa seria sair da média que ele impunha a sí proprio ferrenhamente.&lt;br /&gt;Enfim, Camilo era um homem pacato, sem grandes ambições, sem desafetos, com um trabalho intelectualmente mediocre que acentuava sua sensação de sapiencia. Porem isto tudo estava para mudar.&lt;br /&gt;Era uma tarde de Janeiro, um domingo para ser mais exato, quente, abafada. Camilo estava sentado na sua poltrona habitual, lendo sua revista de domingo a tarde habitual, quando a campainha toca, fora do habitual, e ele espantado vai ver quem é. Um rapaz lhe entrega um pequeno envelope, no qual esta escrito seu nome em letras douradas; Sem açodamento, Camilo abre o envelope e lhe é revelado um convite de casamento. Que estranho, pensa ele, o nome do noivo lhe é totalmente estranho, porem o da noiva lhe é vagamente familiar.&lt;br /&gt;Ele esta desconcertado, algo inusitado vem quebrar sua rotina, isso não é natural, pensa ele.&lt;br /&gt;Num átimo, entretanto, o nome da noiva se revela em toda sua subita e dolorosa lembrança: Flavia Carvalhal!&lt;br /&gt;Como pode demorar tanto a lembrar de alguem a quem ele tanto amou, que lhe fez tanto bem, mas a quem deixou por amor a sua vida metodica.&lt;br /&gt;E agora esse convite...&lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10330224-114212270736477425?l=sinceros.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10330224/posts/default/114212270736477425'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10330224/posts/default/114212270736477425'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sinceros.blogspot.com/2006/03/comeo-eu-ento.html' title='Começo eu então.'/><author><name>Jefferson Alves</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11985612235886840845</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10330224.post-114187273299594668</id><published>2006-03-08T22:50:00.000-04:00</published><updated>2006-03-08T22:52:13.010-04:00</updated><title type='text'>o scrap insurreto que deixei para uma amiga</title><content type='html'>ainda não sei bem o q comemoramos hj? 130 mulheres mortas numa fábrica? estava lendo os scraps anteriores, todos lindos e realmente tocantes, concordo com eles, mas acredito que todos os dias sao os nossos dias...mulheres que chegam a ter uma jornada tripla, mulheres que são violentadas...e os caras ainda se acham os donos do pedaço, e as cobranças são tantas...é um tanto estranha essa comemoração para mim, não eh em tom de crítica que falo isso, eh em tom de insurreição mesmo...concordo com sua amiga Alice, nada mais contraditório que ser mulher.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10330224-114187273299594668?l=sinceros.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10330224/posts/default/114187273299594668'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10330224/posts/default/114187273299594668'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sinceros.blogspot.com/2006/03/o-scrap-insurreto-que-deixei-para-uma.html' title='o scrap insurreto que deixei para uma amiga'/><author><name>bibis</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='23' src='http://2.bp.blogspot.com/_LFTl3a1WQuQ/TGHAEDzSlrI/AAAAAAAAAEY/WWpu60nXg8I/S220/ln.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10330224.post-114166261183786492</id><published>2006-03-06T12:25:00.000-04:00</published><updated>2006-03-06T12:30:11.856-04:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>se não conhecesse seus textos Templário, diria que o próprio Tomás andou pelo blog contando o final da história. na verdade Tomás realmente deixou marília aos prantos, e Marília...bom Marília faz muito tempo que não a vejo, às vezes durante a madrugada escuto aquela música...: "não dormirei, não posso respirar até que você esteja aqui comigo"...e sei também que ela anda sufocando lágrimas, mas que vai bem...soh q virou pó...não a encontro mais.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10330224-114166261183786492?l=sinceros.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10330224/posts/default/114166261183786492'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10330224/posts/default/114166261183786492'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sinceros.blogspot.com/2006/03/se-no-conhecesse-seus-textos-templrio.html' title=''/><author><name>bibis</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='23' src='http://2.bp.blogspot.com/_LFTl3a1WQuQ/TGHAEDzSlrI/AAAAAAAAAEY/WWpu60nXg8I/S220/ln.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10330224.post-114144306980983586</id><published>2006-03-03T23:30:00.000-04:00</published><updated>2006-03-04T00:15:13.056-04:00</updated><title type='text'>Eu Termino!</title><content type='html'>Enquanto isso, Marília percorre o quarto e seus pensamento embotados, sem entender porque Tomas a deixou ali deitada, sozinha e desamparada. Tem certeza que ele ainda a ama.&lt;br /&gt;Tomas corre ao encontro da noite, seu elemento, procura entender-se com seu destino que, ele sabe, não esta naquele quarto que acaba de deixar. Marilia já foi seu grande amor, mas agora somente estaria usando aquele corpo de doces lembranças.&lt;br /&gt;Enquanto percorre as ruas escuras, Tomas lembra dos momentos em que percorreu Marilia com seus lábios, dos pequenos recantos em que só ele sabia, escondi-se o extase daquela mulher.&lt;br /&gt;Mas isso tudo é passado, Tomas sabe que não pode voltar aos braços da mulher que mais amou, mesmo que agora, arrependida, bebada, ela o tenha procurado. Nada irá apagar as semanas de sofrimento, de lamentações que ele aguentou em si mesmo quando Marilia simplemente deixou um bilhete em que dizia: "Não espere mais por mim, nunca te amei, não o suficiente ao menos."&lt;br /&gt;As lágrimas rolavam pelas faces de Tomas, enquanto no quarto sombrio, Marilia pensava:&lt;br /&gt;- Será que Roberto está em casa, Preciso desesperadamente ve-lo!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10330224-114144306980983586?l=sinceros.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10330224/posts/default/114144306980983586'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10330224/posts/default/114144306980983586'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sinceros.blogspot.com/2006/03/eu-termino.html' title='Eu Termino!'/><author><name>Jefferson Alves</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11985612235886840845</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10330224.post-114136778415536936</id><published>2006-03-03T02:35:00.000-04:00</published><updated>2006-03-03T02:36:24.166-04:00</updated><title type='text'>Só pra bagunçar....</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Marília nua na cama... com Tomás a olhar para ela. O quarto girando, girando, girando feito ciranda. Segundos eternos, segundos perdidos e marcados, no compasso da eterna dança, na batida da grande roda.&lt;br /&gt;Eu queria dar Tomás para Marília, mesmo que por alguns momentos. Juro que faria isso por vocês. Eu daria o mundo para Marília. E também para Tomás. Mas não é assim que deve ser. Ele, passo por passo, sai e deixa bater a porta atrás de si. O mundo pesa sobre seus ombros e desaba a sua volta. Pensa, pensa mesmo em retornar ao quarto e dizer... e gritar... e...&lt;br /&gt;Tomás passa por seus amigos, pela varanda, pelo portão, pela rua, pelo bairro. Passaria pelo mundo se pudesse, não pararia mais. Não olharia para trás. Recomeçar sem passado é uma idéia reconfortante, acolhedora.&lt;br /&gt;Enquanto isso, Marília...&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10330224-114136778415536936?l=sinceros.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10330224/posts/default/114136778415536936'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10330224/posts/default/114136778415536936'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sinceros.blogspot.com/2006/03/s-pra-bagunar.html' title='Só pra bagunçar....'/><author><name>Mel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17810878713693856954</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10330224.post-114126032274069360</id><published>2006-03-01T20:16:00.000-04:00</published><updated>2006-03-01T20:45:22.753-04:00</updated><title type='text'>VAMOS BOTAR PRA QUEBRAR...EU COMEÇO...</title><content type='html'>Marília saiu a noite passada. Estava decidida a viver a vida e seria aquela noite. Não sabia bem como iria fazer para pôr em prática a idéia brilhante que tivera minutos antes, mas o certo seria que não passaria daquela noite, precisava se livrar de tanta apatia e insatisfação. Agarrou o telefone num gesto rápido,  como se não quisesse ser percebida por ninguém, nem pela sua sombra, nem pela sua consciência. Ligou...do outro lado da linha:&lt;br /&gt;- Alô!&lt;br /&gt;-Oi Leila! Podemos fazer alguma coisa hoje a noite? Sei lá qualquer coisa!&lt;br /&gt;-Ah! Acho que sim, já te ligo de volta pra combinarmos alguma coisa.&lt;br /&gt;  Marília saiu correndo, agarrou as primeiras roupas que viu e se enfiou embaixo do chuveiro, saiu do banho, vestiu as roupas e se foi, fechando a porta de casa, com a sua mãe gritando atrás:&lt;br /&gt;-Não volta tarde!&lt;br /&gt;-Tá bom!&lt;br /&gt;  Marília era uma dessas meninas que costumava roer as unhas até sangrar, devorava livros, e amava música e sentia saudade de tanta coisa que parecia viver no passado. Naquela noite Marília bebeu alguns goles de uma bebida forte, que descia queimando a garganta, fumou vários cigarros e quando percebeu já não se sentia mais, seus lábios já estavam amortecidos, seus olhos pesavam, e ela já escorava a sua cabeça com a mão e o cotovelo apoiado na mesa. Num repente uma saudade atravessou seu coração, como uma fisgada, como um corte, seus lábios e sangue queimaram. Pediu carona para Eliza:&lt;br /&gt;-Me leva até lá! Preciso desesperadamente ver Tomás!&lt;br /&gt;-Mas onde ele mora?&lt;br /&gt;-Acho que ainda consigo ensinar o caminho.&lt;br /&gt;-É aqui Eliza! Obrigada, tchau!&lt;br /&gt;  Marília tocou a campainha com medo de que Tomás não atendesse a porta e já ouvindo a voz dele teve que fechar a boca para que seu coração não saltasse para fora. A porta se abriu e Tomás apareceu lindo como sempre e Marília já tratou de puxá-lo para fora e beijá-lo, beijá-lo, beijá-lo e beijá-lo tanto, até a luz do corredor se apagar, a sua bolsa escorregar pelo ombro e acabar no chão, até percorrerem todas as paredes e até sentir cãibras por ficar nas pontas dos pés para beijar Tomás. ele vendo ela daquele jeito levou-a para dentro de casa, apresentou-a aos seus amigos, mas Marília sentia a boca pastosa demais para tentar ser educada naquela situação. Foi até o quarto, tirou toda  a roupa, deitou na cama, cobriu-se com um lençol, abriu toda a janela, porque Marília ama a noite, as estrelas, a lua, as nuvens e o perfume do luar, e ali ficou sentindo as paredes se moverem, o seu estômago doer e um suor perturbador percorrer seu corpo enquanto escutava uma música que dizia: "eu não irei respirar, não irei adormecer, até que você esteja aqui comigo".&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10330224-114126032274069360?l=sinceros.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10330224/posts/default/114126032274069360'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10330224/posts/default/114126032274069360'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sinceros.blogspot.com/2006/03/vamos-botar-pra-quebrareu-comeo.html' title='VAMOS BOTAR PRA QUEBRAR...EU COMEÇO...'/><author><name>bibis</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='23' src='http://2.bp.blogspot.com/_LFTl3a1WQuQ/TGHAEDzSlrI/AAAAAAAAAEY/WWpu60nXg8I/S220/ln.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10330224.post-114123675822418289</id><published>2006-03-01T13:59:00.000-04:00</published><updated>2006-03-01T14:12:38.246-04:00</updated><title type='text'>EXTRA!!! EXTRA!!!</title><content type='html'>Minhas caras amigas, venho comunicar-lhes noticia de suma importância para este mundinho blogueiro!&lt;br /&gt;Se voces forem ao Google e digitarem SINCEROS, nosso blog aparece no topo de uma lista de 1.700.000 paginas!!!&lt;br /&gt;Bem que vovó sempre me disse que a sinceridade sempre vem em primeiro lugar...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10330224-114123675822418289?l=sinceros.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10330224/posts/default/114123675822418289'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10330224/posts/default/114123675822418289'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sinceros.blogspot.com/2006/03/extra-extra.html' title='EXTRA!!! EXTRA!!!'/><author><name>Jefferson Alves</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11985612235886840845</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10330224.post-114122760046050234</id><published>2006-03-01T11:38:00.000-04:00</published><updated>2006-03-01T11:40:00.473-04:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>gente!!! vcs estao vivos????????? pelo amor de deus...dêem algum sinal de vida...sinal de fumaça...qualquer coisa, não aguento mais abrir esse blog e me deparar com o nada...vcs kerem me enloukecer??????&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10330224-114122760046050234?l=sinceros.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10330224/posts/default/114122760046050234'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10330224/posts/default/114122760046050234'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sinceros.blogspot.com/2006/03/gente-vcs-estao-vivos-pelo-amor-de.html' title=''/><author><name>bibis</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='23' src='http://2.bp.blogspot.com/_LFTl3a1WQuQ/TGHAEDzSlrI/AAAAAAAAAEY/WWpu60nXg8I/S220/ln.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10330224.post-114046633717393705</id><published>2006-02-20T16:08:00.000-04:00</published><updated>2006-02-20T16:12:17.173-04:00</updated><title type='text'>Problemas</title><content type='html'>Pessoal, o blog esta com problemas, não descobri ainda o que é, mas os comentários estão demorando pra entrar e fui tentar resolver e desapareceram alguns posts (ta acontecendo a mesma coisa com o blog de uma amiga minha).&lt;br /&gt;Continuem postando, mas tentem gardar uma cópia, para quando eu conseguir resolver o problema a gente possa "re-postar" o que eventualmente tenha sido perdido. Estarei, tambem, fazendo cópía de segurança dos posts e comentários.&lt;br /&gt;PS: Arrow, vi teu comentário.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10330224-114046633717393705?l=sinceros.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10330224/posts/default/114046633717393705'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10330224/posts/default/114046633717393705'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sinceros.blogspot.com/2006/02/problemas.html' title='Problemas'/><author><name>Jefferson Alves</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11985612235886840845</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10330224.post-113993665524708515</id><published>2006-02-14T12:55:00.000-04:00</published><updated>2006-02-14T13:04:15.260-04:00</updated><title type='text'>A Lembrança e A Saudade</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Eu sou aquele tipo de pessoa que se prende ao passado com mais força do que existe no presente. É bom recordar, mas é miserável viver naquilo que já se foi e ainda insistir em esperar o que não volta mais. Reviver e viver um rosto, uma voz, um dia...Existe um grande abismo que separa a saudade e a lembrança. A saudade é querer  trazer e insistir em trazer para o agora o que já virou pó. A lembrança é pacífica e harmoniosa, não traz sobressaltos, nem desespero. A saudade é viver de migalhas que nós mesmos nos damos e aceitamos. A lembrança não alimenta, existe ali, mas não impede que a gente se alimente da vida que está presente... Fácil falar, difícil entender. Mas uma coisa é verdade: a saudade é inútil e infértil, mas machuca imensamente.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10330224-113993665524708515?l=sinceros.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10330224/posts/default/113993665524708515'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10330224/posts/default/113993665524708515'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sinceros.blogspot.com/2006/02/lembrana-e-saudade.html' title='A Lembrança e A Saudade'/><author><name>bibis</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='23' src='http://2.bp.blogspot.com/_LFTl3a1WQuQ/TGHAEDzSlrI/AAAAAAAAAEY/WWpu60nXg8I/S220/ln.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10330224.post-113969801926681826</id><published>2006-02-11T18:19:00.000-04:00</published><updated>2006-02-11T18:46:59.276-04:00</updated><title type='text'>Preciso escrever</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Preciso escrever, nem que seja uma coisa qualquer. De um jeito torto e desajeitado, de uma maneira dolorosa e triste. Preciso escrever para conseguir esvaziar meu corpo de todo o veneno que percorre queimando ele. Preciso escrever para ensurdecer e calar os meus medos, pôr ordem na minha desordem interna. Preciso escrever, nem que seja o texto mais descabido e incoerente pra dizer que eu perdi as esperenças e que pretendo matar a minha resignação. Eu tenho que escrever, porque preciso me libertar desse quarto obscuro onde tranquei todos os meus risos de criança. Preciso escrever, para não gritar, porque eu quero destruir em mil pedaços esse muro que aprisiona a minha vontade de lutar, desse muro que transforma a minha respiração em algo tão difícil, que mais parece que trago cacos quando o ar entra em meus pulmões. Preciso escrever para verter até a última gota desse sangue minado de dor. Preciso escrever para arranhar as paredes e quebrar mil copos porque não sei o que faço com acidez que corrói e mata meu gosto pela vida. Preciso escrever para desaparecer e sumir até que eu acorde do outro lado de uma vida que não esteja perecendo e se entregando a podridão. Preciso me livrar dessa dores empoeiradas que me consomem os sentidos e definitivamente não quero entregar ao tempo a imensa responsabilidade de ser o remédio, porque desgraçadamente ele sopra com toda força curando algumas feridas e se encarregando impiedosamente de varrer da gente alguns fios que ainda ficaram da esperança, da alegria, e da vontade de começar de novo, e infiltra nos cantos mais profundos a dúvida, o medo, a incerteza e a descrença, e que tentar de novo é a mais atordoante estupidez.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;...Um desabafo desesperado, nada mais...&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10330224-113969801926681826?l=sinceros.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10330224/posts/default/113969801926681826'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10330224/posts/default/113969801926681826'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sinceros.blogspot.com/2006/02/preciso-escrever.html' title='Preciso escrever'/><author><name>bibis</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='23' src='http://2.bp.blogspot.com/_LFTl3a1WQuQ/TGHAEDzSlrI/AAAAAAAAAEY/WWpu60nXg8I/S220/ln.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10330224.post-113915075922678724</id><published>2006-02-05T10:38:00.000-04:00</published><updated>2006-02-09T12:01:04.023-04:00</updated><title type='text'>TERNURA</title><content type='html'>EU TE PEÇO PERDÃOPOR TE AMAR DE REPENTE&lt;br /&gt;EMBORA O MEU AMOR SEJA UMA VELHA CANÇÃO NOS TEUS  OUVIDOS&lt;br /&gt;DAS HORAS QUE PASSEI À SOMBRA DOS TEUS GESTOS&lt;br /&gt;BEBENDO EM TUA BOCA O PERFUME DOS SORRISOS&lt;br /&gt;DAS NOITES QUE VIVI ACALENTADO&lt;br /&gt;PELA GRAÇA INDIZÍVEL DOS TEUS PASSOS ETERNAMENTE FUGINDO&lt;br /&gt;TRAGO A DOÇURA DOS QUE ACEITAM MELANCOLICAMENTE.&lt;br /&gt;E POSSO TE DIZER QUE O GRANDE AFETO QUE TE DEIXO&lt;br /&gt;NÃO TRAZ  O EXASPERO  DAS LÁGRIMAS NEM A FASCINAÇÃO DAS PROMESSAS&lt;br /&gt;NEM AS MISTERIOSAS PALAVRAS DOS VÉUS DA ALMA...&lt;br /&gt;É UM SOSSEGO, UMA UNÇÃO, UM TRANSBORDAMENTO DE CARÍCIAS&lt;br /&gt;E SÓ TE PEDE QUE TE REPOUSES QUIETA, MUITO QUIETA&lt;br /&gt;E DEIXES QUE AS MÃOS CÁLIDAS DA NOITE ENCONTREM SEM FATALIDADE O OLHAR EXTÁTICO DA AURORA.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(VINICIUS DE MORAES)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;*ACHO Q ALGUÉM ANDOU EVOLUINDO!!! DETESTAVA POESIA...AGORA ANDO ENTREGUE A ESSAS FORMAS...TAMBÉM! VINICIUS DE MORAES É VINICIUS DE MORAES E ISSO NAO TEM DISCUSSAO&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10330224-113915075922678724?l=sinceros.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10330224/posts/default/113915075922678724'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10330224/posts/default/113915075922678724'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sinceros.blogspot.com/2006/02/ternura.html' title='TERNURA'/><author><name>bibis</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='23' src='http://2.bp.blogspot.com/_LFTl3a1WQuQ/TGHAEDzSlrI/AAAAAAAAAEY/WWpu60nXg8I/S220/ln.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10330224.post-113794091173357385</id><published>2006-01-22T10:27:00.000-04:00</published><updated>2006-01-22T10:41:51.746-04:00</updated><title type='text'>PARABÉNS!!!</title><content type='html'>Um ano atrás, uma mulher incrível teve uma idéia digna dela mesma, criar um blog para postarmos juntos, já que cada um tinha seu próprio blog, escrevendo sobre as sandices do dia a dia separadamente.&lt;br /&gt;Ela descobriu meu blog, puxou conversa e naquele dia ganhei uma amiga lá da longuinqua São Paulo (pra mim, que moro no RS é longe pra burro...).&lt;br /&gt;Por isso Mell, codinome da bela Jeane, quero te dizer que se não fosses tu, provavelmente eu já teria parado de escrever. Por isso te agradeço. Teus textos são a inspiração para que eu continue escrevendo, posto que um dia quero poder dizer: Esse ficou digno da Mell.&lt;br /&gt;Algum tempo depois, uma linda senhorita se juntou a dupla de dois, e o Sinceros passou a contar com o Talento (com T maiusculo mesmo)da Arrow, que com seus postas repletos de sentimento e dor, felicidades ocultas nas entrelinhas pelos pequenos acontecimentos em sua vida, que talves nem ela mesma saiba que estão ali, escondidinhos, trouxe para o sinceros mais beleza, pois um blog com duas meninas é bem melhor.&lt;br /&gt;Enfim, um ano em que talvez tenhamos escrito textos esparsos, mas que são aguardados com muita ansiedade por mim, em que cada nova linha conduz a um novo extase.&lt;br /&gt;Meninas, só tenho a lhes dizer que sem vocês, eu não estaria tão feliz e, mesmo quando nos momentos de abandono e tristeza, venho aqui e releio o que escrevemos, não há como não abrir um sorriso, por menor que seja, e pensar: Lá no fundo, somos felizes aqui.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10330224-113794091173357385?l=sinceros.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10330224/posts/default/113794091173357385'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10330224/posts/default/113794091173357385'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sinceros.blogspot.com/2006/01/parabns.html' title='PARABÉNS!!!'/><author><name>Jefferson Alves</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11985612235886840845</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10330224.post-113777045727784840</id><published>2006-01-20T10:54:00.000-04:00</published><updated>2006-01-20T14:14:31.126-04:00</updated><title type='text'>DAS HORAS QUE JÁ PASSARAM</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt; Já se passaram algumas horas desde que você se foi. Desde que você puxou a porta escondendo o pouco que  eu ainda podia ver de você. E aqui ficaram as suas coisas espalhadas, em cada canto da casa tenho que encontrar um sorriso teu se esgueirando pelo quarto, com o teu cheiro dentro do meu armário. Já se passaram algumas horas desde que você foi para nunca mais voltar, e apesar de ter pedido para você ficar, com toda a insistência impaciente de uma criança e com um nó na garganta de quem já não quer mais ver nada do que era bom se esvaindo entre os dedos e sem poder fazer nada para evitar que os sorrisos e o brilho dos olhos se perdessem.&lt;br /&gt;Você foi, pegou os sentimentos que você deu para mim, jogou-os numa mala e por aquela porta saiu arrastando-a. Eu só consegui procurar a escuridão, deitar meus ossos e a minha carne, fechar os olhos e esquecer que a vida existe, que ela existe sem você, que ela existe tão cinzenta e feia sem você, que as cores desbotaram e escorreram, desde que as suas gargalhadas não ressoam mais na minha alma. E sussurrar teu nome torna meu hálito gélido, porque o meu nome já não sopra mais da tua boca. As luzes se apagaram, e o verão foi embora, meus olhos já não são mais vivos e se cegaram a olhar somente as minhas lembranças e deixaram de ver o caminho que segue. Tudo diante de mim se movimenta numa lentidão torturante porque a minha cabeça já misturou realidade com imaginação e lembrar suga a força dos meus braços e o coração bate em dores.&lt;br /&gt;Desde que você se foi o ar tem um gosto amargo e a minha imagem no espelho é infeliz, uns tons de preto tornaram meus olhos mais fundos, a minha pele ficou pálida e a minha boca perdeu a cor, como se meu sangue tivesse deixado de correr forte e quente pelas minhas veias. Desde que você se foi, acordar me destrói os nervos, arrebenta os músculos e talha o sangue, porque quando a minha mente desperta ela mesma se encarrega de lembrar que você fechou a porta para nunca mais voltar e que eu já não vou mais me emaranhar nos teus pêlos, mergulhar minhas mãos nos teus cabelos, e deslizar no teu suor, que a minha boca já não vai mais sentir o gosto forte, doce e denso dos teus beijos.&lt;br /&gt;E lembrar que você se foi e eu permaneci sentada, dizendo um monte de sandices para te convencer a ficar. Guardei o teu último abraço na memória porque desde que voê se foi a minha cabeça não tem mais o teu peito para se apoiar, esquecer de tudo e só acompanhar o movimento cadenciado da tua respiração, nem o calor calmante dos teus beijos e nem o roçar dos teus dedos nos meus ombros. desde que você fechou a porta da nossa casa as minhas pernas já não têm mais onde se entrelaçarem, os meus cabelos perderam os cachos que costumavam ter quando você misturando o teu suor com as tuas mãos os deixavam lindos, e a minha boca tinha uma cor quente e úmida, meu rosto um rubor extasiado e os meus olhos quase negros se tornavam.&lt;br /&gt; Já se passaram algumas horas desde que você se foi e eu achei que você iria voltar, me dizendo que se enganou e que é frio e triste lá fora, mas frio e triste ficou aqui dentro sem as tuas gargalhadas debochadas, sem a tua fúria exata, sem a tua sabedoria e obstinação encantadoras e sem a tua voz calma e forte. Tento esconder a minha trsiteza entre risadas falsas e a minha desolação numa calma fingida, os meus soluços num silêncio cheio de ruídos. O meu olhar continua vagando o nada, desde que você se foi e eu fiquei aqui com as mãos cheias de flores mortas.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10330224-113777045727784840?l=sinceros.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10330224/posts/default/113777045727784840'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10330224/posts/default/113777045727784840'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sinceros.blogspot.com/2006/01/das-horas-que-j-passaram.html' title='DAS HORAS QUE JÁ PASSARAM'/><author><name>bibis</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='23' src='http://2.bp.blogspot.com/_LFTl3a1WQuQ/TGHAEDzSlrI/AAAAAAAAAEY/WWpu60nXg8I/S220/ln.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10330224.post-113712252159716660</id><published>2006-01-12T23:13:00.000-04:00</published><updated>2006-01-12T23:22:01.620-04:00</updated><title type='text'>Clone</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;O Sinceros está fazendo um ano?! Um ano e ninguém lembrou do aniversário? Temos até um visitante misterioso, alguém que comenta e não é nenhum de nós. Um ano de história e um visitante!! Temos que comemorar... &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Para essa festividade estou clonando um texto de minha própria autoria, escrito em janeiro de 2005. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Aproveitem a pérola! &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Beijocas e até a próxima.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;Receita&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;Sinceramente escrever não é tarefa fácil e sinceramente eu sou muito teimosa por continuar tentando, além de ser brasileira e não desistir nunca.Para aqueles que sonham em ser um Paulo Coelho ou para aqueles mais pretenciosos que querem ser Saramago, vou deixar uma receitinha dos pré-requisitos necessários para galgar ( que palavra chique!) o sucesso no universo das letras.Primeiramente há que se ter vontade, um impulso mágico que presiona o indivíduo a rabiscar. Seja exibido ao extremo, somente alguém muito exibido pode querer divulgar suas idéias pelo mundo. Treine o egoísmo, sem ele você nunca acreditará que tem mais a dizer que os outros mortais. Por último, não chore quando nem mesmo seus amigos se dignarem a ler suas composições brilhantes. Afinal, escrever não tem nada a ver com ser lido.Pronto? Com isso já dá pra arriscar o início de um blog.Esse foi um breve serviço de utilidade pública que tende a não ser repetido.Atenciosamente, essa que vos fala...&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10330224-113712252159716660?l=sinceros.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10330224/posts/default/113712252159716660'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10330224/posts/default/113712252159716660'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sinceros.blogspot.com/2006/01/clone.html' title='Clone'/><author><name>Mel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17810878713693856954</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10330224.post-113673116861500132</id><published>2006-01-08T10:38:00.000-04:00</published><updated>2006-01-08T10:39:28.636-04:00</updated><title type='text'>Uma história de amor.</title><content type='html'>Essa é uma história de amor, mas não pense logo em uma história de amor triste, como a de Romeu e Julieta ou Tristão e Isolda. Nada disso, essa é uma história alegre.&lt;br /&gt;Um amor alegre e puro, de uma menina e seu grande amor, da aventura pela qual passaram até ficarem juntos e poderem desfrutar do calor um do outro nas noites de inverno e do frescor de um banho de chuva no calor abrasador de um dia de verão (apesar dele ser meio avesso a banhos).&lt;br /&gt;Tudo começou - pois todas as histórias devem ter um belo começo - em um lindo dia de sol, quando angélica passeava pelo parque, em meio as árvores frondosas, a relva macia e aos trinados dos passaros. Foi nesse dia e em meio aos seus devaneios de menina que ela o viu, deitado na relva, como um animalzinho desamparado que era, mas com uma expressão de felicidade no belo semblante. Nesse mesmo instante angélica se apaixonou por Bernardo.&lt;br /&gt;Mas não era um amor doido, desvairado, mas sim uma paixão imediata  e mansa, como só as meninas podem ter.&lt;br /&gt;Não me pergunte por que ela ficou ali horas olhando-o. Se foram seus olhos castanhos, se a graça com que se espreguiçava na grama, se tudo isso junto. Tudo o que sei é que Angélica sabia que nada mais em sua vida importava se não tivesse Bernardo consigo.&lt;br /&gt;Porem não seria tão facil para os dois permanecerem juntos!!! O primeiro passo teve de ser dado por Angélica, que se aproximou dele de mansinho, quase como se não quisesse assusta-lo. Bernardo não deu muita bola pra ela, mas como o amor, o verdadeiro amor é algo reciproco e forte, que nos deixa sem folego e faz o céu tremer ante a possibilidade de não estarmos com a pessoa amada, quando Bernardo deu uma segunda olhada em Angélica, ele tambem já estava irremediavelmente apaixonado.&lt;br /&gt;Nesse instante mágico, algo aconteceu, pois entre Angélica e Bernardo várias pessoas passaram correndo. Era uma maratona! Bernardo, coitado, teve de sair correndo tambem para não ser atropelado e Angélica ficou ali parada um segundo, até conseguir se recuperar do susto e correr atras de seu amor.&lt;br /&gt;Ela foi encontra-lo no laguinho do parque, quase se afogando! Conseguiu a muito custo ajuda-lo a sair da água, mais morto que vivo, sem poder dar um pio de tão cansado, mas expressando todo o agradecimento e amor através daqueles grandes olhos castanhos.&lt;br /&gt;Como estava ficando tarde, Angélica tinha de ir para casa e resolveu levar Bernardo para apresentar aos seus pais (como as meninas são ingênuas nessa idade...), achando que eles tambem iriam adora-lo.&lt;br /&gt;Mal chegaram em casa, porem, Dona Marta já ia expulsando Bernardo, com uma má educação que espantou muito Angélica, pois sua mãe não cansava de dizer que as meninas tem de ser muito bem educadas.&lt;br /&gt;Angélica saiu porta a fora atras de Bernardo, chorando muito, como se todas as lágrimas do mundo estivessem rebentando de seus olhos.&lt;br /&gt;Foi encontra-lo debaixo da figueira grande do vizinho, muito amuado, coitado, pois nem queria saber de Angélica - Mesmo um grande amor fica abalado após um episódio desses.&lt;br /&gt;Depois de muitos carinhos e afagos, Angélica convenceu-o a voltarem para sua casa e entrarem escondidos em seu quarto, esperando que seu pai voltasse e convencesse dona Marta a deixa-los juntos. E assim, fizeram, como dois ladrões que furtivamente espiassem a casa, entraram pela janela e contornaram dona Marta, que da cozinha não imaginava o que estava acontecendo.&lt;br /&gt;As oito horas, quando seu Afrânio chegou  em casa, Angélica correu paras seus braços e, choramingando, contou toda a história para ele. Seu Afrânio, que tinha mais amor por sua filhinha do que por sua propria vida, mandou Angélica trazer Bernardo para baixo, para que ele o conhecesse.&lt;br /&gt;Seu Afrânio ficou encantado com os bons modos de Bernardo, não resistindo, convenceu dona Marta a deixar os dois juntos. De tanta felicidade, Angélica e Bernardo davam pulos e gritos por toda a sala. Seu Afrânio não resistiu e entrou na brincadeira.&lt;br /&gt;E como vocês já devem ter imaginado, Angélica e Bernardo estão até hoje juntos, mais apaixonados do que nunca. Angélica ainda passa as noites acariciando o pelo sedoso de Bernardo, menos quando ele inventa de subir para o telhado e fica miando pra lua!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10330224-113673116861500132?l=sinceros.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10330224/posts/default/113673116861500132'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10330224/posts/default/113673116861500132'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sinceros.blogspot.com/2006/01/uma-histria-de-amor.html' title='Uma história de amor.'/><author><name>Jefferson Alves</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11985612235886840845</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10330224.post-113374078045479416</id><published>2005-12-04T19:44:00.000-04:00</published><updated>2005-12-04T19:59:40.473-04:00</updated><title type='text'>Autor e leitor</title><content type='html'>&lt;strong&gt;&lt;blockquote&gt;Quando alguém pergunta a um autor o que este quis dizer, é porque um dos dois é burro.&lt;/blockquote&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mario Quintana é o autor dessa frase magistral, dentre tantos outros textos e frases absolutamente maravilhosos desse poeta do cotidiano.&lt;br /&gt;Eu tenho esta frase como guia sempre que escrevo algo. E quantas vezes eu tenho a impressão que sou eu o culpado quando não entendem o que escrevo...&lt;br /&gt;Mesmo assim, não desisto de escrever, o que é extremamente curioso (nem eu mesmo me entendo!).&lt;br /&gt;Meu querido Quintana, como gostaria de poder escrever um unico poema que emocionasse quem o lesse como me emociono ao ler os teus.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10330224-113374078045479416?l=sinceros.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10330224/posts/default/113374078045479416'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10330224/posts/default/113374078045479416'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sinceros.blogspot.com/2005/12/autor-e-leitor.html' title='Autor e leitor'/><author><name>Jefferson Alves</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11985612235886840845</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10330224.post-113314194490086125</id><published>2005-11-27T21:18:00.000-04:00</published><updated>2005-11-27T21:39:04.913-04:00</updated><title type='text'>Conselheiro</title><content type='html'>Já fui de tudo um pouco na vida; Filho, peão de obra, chefe de setor, dentre outras coisas... Mas a minha real profissão sempre foi a de "conselheiro".&lt;br /&gt;Já pensei em ser padre (não está totalmente fora de questão), pois que profissão melhor para exercer meus dotes conselheiristicos? O problema é o celibato. Ser tarado as vezes é um problema.&lt;br /&gt;Pensei em ser psicólogo, mas não sou louco o suficiente pra passar o dia todo escutando problemas e dando conselhos.&lt;br /&gt;Acho que minha sina é ser um conselheiro free-lancer, meio-expediente, sem hora certa nem local determinado.&lt;br /&gt;Digo isso porque algumas pessoas, completamente deconhecidas e mesmo as conhecidas, simplesmente sentam ao meu lado e começam a desfiar um rosário de problemas. Sinto-me lisongeado, pois elas devem acreditar que algo do que eu disser poderá servir de auxilio naquele momento. Mas será que não estão enganados?&lt;br /&gt;Mas o pior é quando dou conselhos sem ser solicitado a isso. Ai sim minha megalomania chega a pincaros!&lt;br /&gt;Talves eu devesse me auto-aconselhar e parar com essa mania de grandeza, pois só pode ser por isso que ainda me meto a dar conselhos, quando eu mesmo não sei o que fazer da minha vida.&lt;br /&gt;Não que tenha "muitos" problemas (poucos tambem não são). Tenho sim, muitas ideias pra resolve-los, mas nenhuma me parece adequada.&lt;br /&gt;Ah.. se eu fosse tão bom resolvendo os impasses da minha vida, meus problemas sentimentais, meus imbróglios amorosos, como sou dando conselhos.&lt;br /&gt;Só me resta, enfim, dar aos outros aquilo que eu mesmo não acato, os meus conselhos.&lt;br /&gt;Só queria saber se algum deles já serviu pra alguma coisa, alem de levar a pessoa a se atirar do local mais alto que encontrou... coitadas.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10330224-113314194490086125?l=sinceros.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10330224/posts/default/113314194490086125'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10330224/posts/default/113314194490086125'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sinceros.blogspot.com/2005/11/conselheiro.html' title='Conselheiro'/><author><name>Jefferson Alves</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11985612235886840845</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10330224.post-113218591822519510</id><published>2005-11-16T19:44:00.000-04:00</published><updated>2005-11-16T20:16:38.040-04:00</updated><title type='text'>Conselhos</title><content type='html'>Critique!&lt;br /&gt;Critique a vida que não te dá o que desejas...&lt;br /&gt;Critique a mim que te amo mais do que deveria...&lt;br /&gt;Critique a ti, que não entende a ti mesma...&lt;br /&gt;Ame!&lt;br /&gt;Ame a saudade que te dá durante a noite, quando as cobertas de tua cama lembram o meu calor aquecendo teu corpo...&lt;br /&gt;Ame o luar, pois nele te vislumbro todas as noites...&lt;br /&gt;Ame a chuva que bate na janela naquele temporal imenso, pois lembro de ti todas as vezes...&lt;br /&gt;Corra!&lt;br /&gt;Corra da inércia que te prende ao mesmo lugar a tanto tempo...&lt;br /&gt;Corra da prudência que não tem te ajudado a criticar a vida...&lt;br /&gt;Corra da selvageria que te arrasta inerte, ao encontro do que não desejas...&lt;br /&gt;Viva!&lt;br /&gt;Viva como se nada houvesse a te preocupar...&lt;br /&gt;Viva como se estivesse ao meu lado, confortada entre meus braços, recostada em meu peito...&lt;br /&gt;Viva como se amasse a tudo e a todos, e tudo e todos te amassem como se a unica mulher sobre a terra fosse...&lt;br /&gt;Olhe!&lt;br /&gt;Olhe a grama que cresce e nela, descalça, passeia teus pés....&lt;br /&gt;Olhe o céu e veja as estrelas que brilham só pra ti e, onde eu estiver, verei teus olhos nelas refletidos...&lt;br /&gt;Olhe de frente aqueles que te impedem de viver, só assim não irão te apunhalar pelas costas....&lt;br /&gt;Chore!&lt;br /&gt;Chore de dor pelos teus sonhos desfeitos e de felicidade por aqueles que realizarás...&lt;br /&gt;Chore de emoção com a visão do pôr-do-sol pela tua janela....&lt;br /&gt;Chore por que teu coração não é de pedra...&lt;br /&gt;Só!&lt;br /&gt;Só não te deixe que de teu peito arranquem teu coração...&lt;br /&gt;Só não deixe que esmaguem teus sonhos...&lt;br /&gt;Só não deixe de amar, de viver, de chorar...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10330224-113218591822519510?l=sinceros.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10330224/posts/default/113218591822519510'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10330224/posts/default/113218591822519510'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sinceros.blogspot.com/2005/11/conselhos.html' title='Conselhos'/><author><name>Jefferson Alves</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11985612235886840845</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10330224.post-113201993179939187</id><published>2005-11-14T21:36:00.000-04:00</published><updated>2005-11-14T21:58:51.826-04:00</updated><title type='text'>Quod nutruit me, destruit me</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;O que não me mata me fortalece. Tenho sérias restrições a respeito dessa frase, para mim, o que não me mata, me mata aos poucos, criando feridas, uma por cima das outras, sob a forma da amargura, da dor, da mágoa, que me envenenam o sangue.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Estou farta de ver a minha vida se repetir, estou cansada das mesmas injustiças acontecerem comigo e com quem me sucede, da mesma forma. E não importa o quanto eu chore, esperneie, sofra, grite e implore por ajuda quem deveria, fecha os olhos, emudece e me dá as costas, numa atitude conivente com as atrocidades que cometem. É duro perceber que isso resume a verdade: NÃO IMPORTA O QUANTO EU ME IMPORTE, ALGUMAS PESSOAS SIMPLESMENTE NÃO SE IMPORTAM. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Hoje deixo de lado toda a pretensão estética que os meus textos possam ter e assumo unicamente o tom de desabafo, de desconsolo e de abandono, por mais piegas que isso possa parecer. Preciso desesperadamente gritar em palavras escritas, já que as palavras ditas se perdem no vácuo dessas mentes sórdidas que me cercam.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Quantas lágrimas amargas já queimaram meus olhos  e as dores mais lancinantes vergastaram o meu ser e de todas as apunhaladas soturnas que aniquilaram esse coração estúpido que insiste em se manter vivo.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Não suporto mais esse medo torturante, esses gritos histéricos e maníacos cheios da demência mais insana e da insanidade mais demente.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;chega!!! Já não consigo mais ir adiante a minha cabeça pesa mil toneladas e dói demais.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Do meu Caderno de Anotar a Vida em 31/10/05.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10330224-113201993179939187?l=sinceros.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10330224/posts/default/113201993179939187'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10330224/posts/default/113201993179939187'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sinceros.blogspot.com/2005/11/quod-nutruit-me-destruit-me.html' title='Quod nutruit me, destruit me'/><author><name>bibis</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='23' src='http://2.bp.blogspot.com/_LFTl3a1WQuQ/TGHAEDzSlrI/AAAAAAAAAEY/WWpu60nXg8I/S220/ln.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10330224.post-113176209735587389</id><published>2005-11-11T21:54:00.000-04:00</published><updated>2005-11-11T22:21:37.366-04:00</updated><title type='text'>Quando alguém quer estar em nosso coração</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Hoje alguém veio e me disse que sentia seu coração quente, livre e esperançoso, que uma certa mão gélida e torturante que o aprisionou por longos anos simplesmente fora vencida. Hoje alguém veio e me disse o quanto os seus problemas se tornaram mais amenos, e o quanto o seu pesar se transformou em alegria, que o seu sorriso havia abandonado a mordaz ironia, e simplesmente sorria de contente, um contentamento sem começo, nem fim, nem pretensioso de si e nem temeroso do amanhã. Hoje alguém me relatava pormenorizadamente os encantos de sua alma que um dia foi tão fria, escura e sombria e de como tudo virou luz...de como a lua passou a espreitar a sua janela e o vento sussurrar bons sonhos em seus ouvidos, de como era abrir os olhos pela manhã e tocar o orvalho refletido em suor num corpo descansado envolto em lençóis, que dormia sorrindo uma felicidade, de como um olhar é aconchegante e toca uma alma e de como se sentir amado é reconfortante e apaga qualquer ferida. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10330224-113176209735587389?l=sinceros.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10330224/posts/default/113176209735587389'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10330224/posts/default/113176209735587389'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sinceros.blogspot.com/2005/11/quando-algum-quer-estar-em-nosso-corao.html' title='Quando alguém quer estar em nosso coração'/><author><name>bibis</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='23' src='http://2.bp.blogspot.com/_LFTl3a1WQuQ/TGHAEDzSlrI/AAAAAAAAAEY/WWpu60nXg8I/S220/ln.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10330224.post-113115806818891403</id><published>2005-11-04T22:15:00.000-04:00</published><updated>2005-11-04T22:34:28.200-04:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>E o silêncio permanece, cala todas as vozes, aprisiona almas, encerra mágoas que deveriam ter sido colocadas para fora. Já li em algum lugar, alguém que dizia o quanto o silêncio era sublime, e o quanto o silêncio falava...dificilmente o silêncio comunica, dificilmente ele expressa...muito pelo contrário, ele é sorrateiro e soturno...cria abismos e tornam desconhecidos quem vive ao lado...nada é tão omisso quanto um silêncio, porque ele omite até a própria vontade de dizer que você se importa com aquilo que você cala.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10330224-113115806818891403?l=sinceros.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10330224/posts/default/113115806818891403'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10330224/posts/default/113115806818891403'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sinceros.blogspot.com/2005/11/e-o-silncio-permanece-cala-todas-as.html' title=''/><author><name>bibis</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='23' src='http://2.bp.blogspot.com/_LFTl3a1WQuQ/TGHAEDzSlrI/AAAAAAAAAEY/WWpu60nXg8I/S220/ln.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10330224.post-112971087192358158</id><published>2005-10-19T04:29:00.000-04:00</published><updated>2005-10-19T04:34:31.936-04:00</updated><title type='text'>O Som Suspenso</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Eu te encontro no silêncio, no escuro e no silêncio. É lá que você está a minha espera, é sempre lá. Me aguarda pacientemente e me sorri, surgido do breu como um raio de luz. Lá está você de pé envolto pela penumbra, emoldurado pelo silêncio absoluto e me sorri. Se houvesse comunicação possível, eu perguntaria porque não me fala, porque só um sorriso estático pairando no ar?&lt;br /&gt;Porque, meu amor, você assim sempre me leva às lágrimas. São lágrimas mudas. São lágrimas surdas... Ficamos por muito um frente ao outro, o tempo deixando de existir. Ficamos imobilizados, sem o esperar. Todo um único sorriso, toda uma lágrima que mansamente não cessa de cair. Não a vê? Vê, vemos os dois e sentimos. Mas... Você não pode mais que me sorrir, o tempo parou no seu sorriso, parou em meu sofrimento. É lá, no escuro e no silêncio, que você está me aguardando, vai surgir do negro profundo. Eu sei que vai, vai sorrir, vou chorar. É lá, no escuro, no silêncio, com o tempo suspenso no espaço vazio, que vamos nos ver. Lá as coisas não são como aparentam ser. Lá... Os sorrisos são a mais pura representação da tristeza e a lágrima, a única que cai, a única que ousa se mover, é a eterna encenação do amor. Os sensatos, aqueles... Você sabe... Não fechariam os olhos jamais, tremeriam de pavor, de horror. Ah! Os sensatos! Dormiriam de olhos escancarados, os sensatos. Eu? Pergunta de mim? Que posso eu... Se o escuro inunda minha casa e minha vida. Que posso, se já não é tempo de abrir-olhos? Não posso meu amor... Teremos de continuar. À postos portanto. Cada qual em seu papel perpétuo, cada qual em sua dor. Parados frente a frente. Parados olhar no olhar. Deixemos o som suspenso! O tempo sumido! Aceitaremos a incompatibilidade latente do sorriso e da lágrima. Não se pode com o que não muda... Meu amor.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10330224-112971087192358158?l=sinceros.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10330224/posts/default/112971087192358158'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10330224/posts/default/112971087192358158'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sinceros.blogspot.com/2005/10/o-som-suspenso.html' title='O Som Suspenso'/><author><name>Mel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17810878713693856954</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10330224.post-112925768142156790</id><published>2005-10-13T22:24:00.000-04:00</published><updated>2005-10-13T22:41:21.456-04:00</updated><title type='text'>As coisas nao se perderam</title><content type='html'>Tenho que confessar que até o meu caderno de anotar a vida anda abandonado, esquecido numa gaveta ao lado da minha cama, meus livros já nao são mais percorridos pelos meus dedos com a mesma ânsia que costumavam ser. As histórias já se perderam na minha mente, e dezenas delas já se confundiram com tantas outras que eu tinha para contar, mas entre ter que dizer que a vida anda açoitando os meus sentidos, e destruindo partes significativas da minha sanidade, preferi calar-me. Como faço todas as vezes que posso, abro o blog, esperando por algum texto incrível e vejo que todos estamos sofrendo de uma certa inércia macabra. E, pelo menos da minha parte, devo confessar, que uma das poucas convicções que eu tinha, foi duramente golpeada, nos últimos meses, destroçaram toda a minha crença de que os meus textos talvez tivessem algo de bom, e que eu tivesse, ao menos um pouquinho, o dom de escrever, virar as palavras do avesso e com elas fazer algo com cor, forma, som e sentimento. Tenho grandes dúvidas de que vou conseguir restabelecer algo que havia em mim que acreditava que eu era boa nisso. Mas as coisas nao se perderam, esse blog continua sendo motivo de perder o fôlego toda a vez que encontro um texto de vocês dois. Ainda estou bem aqui, embora ninguém consiga perceber...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10330224-112925768142156790?l=sinceros.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10330224/posts/default/112925768142156790'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10330224/posts/default/112925768142156790'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sinceros.blogspot.com/2005/10/as-coisas-nao-se-perderam.html' title='As coisas nao se perderam'/><author><name>bibis</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='23' src='http://2.bp.blogspot.com/_LFTl3a1WQuQ/TGHAEDzSlrI/AAAAAAAAAEY/WWpu60nXg8I/S220/ln.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10330224.post-112924131546497316</id><published>2005-10-13T17:39:00.000-04:00</published><updated>2005-10-13T18:09:19.503-04:00</updated><title type='text'>Negrume</title><content type='html'>Desolação...&lt;br /&gt;Deserto...&lt;br /&gt;Solidão...&lt;br /&gt;Será que estas palavras servem para definifir o atual estado deste blog, ou tambem destes que aqui escrevem?&lt;br /&gt;Acredito que não. Que as meninas que compareciam aqui com belissimos textos só cansaram da brincadeira. Atentas a seus afazeres, suas vidas, suas esperanças e sonhos, deixaram este espaço diminuto pelo grande espaço da vida.&lt;br /&gt;Preferem escrever suas historias veridicas com as mesmas lagrimas e sorrisos com que escreveram aqui, porem com fins mais palpaveis que o simples olhar de um ente distante.&lt;br /&gt;De minha parte, estou sim desiludido, desertico, solitário.&lt;br /&gt;Se demoro a escrever é porque o banzo cotidiano me impede, a ineficacia de meus neurônios se acentua a cada dia, perpetrando a falta de otimismo que me é peculiar.&lt;br /&gt;Minha poesia continua encravada no mais fundo, mais recondito lugar do coração, porem não existe mais ninguem capaz de retirar os entulhos que sobre ele se acumulam.&lt;br /&gt;Talvez se mais forte, menos apegado a essa vida mediocre eu fosse, faria bem em sair da vida e continuar na obscuridão. Mas nem para isso tenho forças.&lt;br /&gt;Nesses dias negros, em que só escrevo textos negros, pesa sobre este pobre blog as sombras que perspassam a alma deste escrevinhador. Por isso peço: Meninas, dêem luz a este recanto, glorifiquem a vida, já que este que vos escreve deixou para trás os dias de textos menineiros...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10330224-112924131546497316?l=sinceros.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10330224/posts/default/112924131546497316'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10330224/posts/default/112924131546497316'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sinceros.blogspot.com/2005/10/negrume.html' title='Negrume'/><author><name>Jefferson Alves</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11985612235886840845</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10330224.post-112707540798915397</id><published>2005-09-18T16:02:00.000-04:00</published><updated>2005-09-18T16:34:44.150-04:00</updated><title type='text'>Reticência III</title><content type='html'>Passo dias e noites pensando nas muitas vidas que poderia ter vivido, nas pessoas que poderia ter conhecido e nos caminhos que poderia ter trilhado.&lt;br /&gt;Já escrevi um dia que nossas vidas são um mosaico dos "SE" que carregamos conosco. Se eu não tivesse bebido aquela noite, se ela tivesse me amado como eu a amei, se tivesse virado a direita ao inves da esquerda...&lt;br /&gt;Nada disso importa muito hoje, ou talvez só isso tenha importancia na vida, pois somos a soma de todas as nossas frustrações, amores mal resolvidos, tombos pelo caminho. Mas tambem somos a gota do orvalho na petala de rosa, o sorriso dela pela manhã, o sussuro do vento em nossos ouvidos nos dizendo o quanto somos afortunados por estarmos vivos.&lt;br /&gt;Tenho alguns principios rigidos demais, sem isso, talves fosse mais feliz. Não suporto traições de nenhum tipo, não sei perdoar, mas tambem não espero perdão, o que é uma vantagem.&lt;br /&gt;Não espero ser perdoado pelos meus erros, que são muitos, mas são os meus erros. Quantos desses eu terei cometido que me levaram a ser o que sou? Que outra vida eu teria hoje se fosse cem por cento correto, sem erros ou hesitações?&lt;br /&gt;Não sei se sou feliz, ou se algum dia o serei. talves me falte a capacidade de amar sem reservas, sem desconfianças, sem desesperos e ciumes vãos...&lt;br /&gt;Tantas vidas poderiam ter sido as minhas. Um astronauta, um médico, até já estive perto de ser um professor. &lt;br /&gt;Mas eu sei, lá no fundo eu sei, que por mais vidas que eu vivesse nada importaria mais do que ter alguem para deitar a cabeça no meu colo e e assim passar horas. Deitar a cabeça em meu colo e chorar de felicidade vendo o por do sol, dormir aninhada em meu colo no frio inverno.&lt;br /&gt;Das minhas vidas não me resta saudade, pois sei que em nenhuma delas teria aquilo que busco insanamente, mas que me é negado incessantemente.&lt;br /&gt;Passo dias e noites pensando nas muitas vidas que poderia ter vivido e o quanto desta que escolhi ou para a qual fui empurrado já não chegou ao seu limite.&lt;br /&gt;Só sei que não vou desistir enquanto não puder sentir novamente o perfume de teus cabelos, como no dia em que, mesmo longe de ti fomos felizes.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10330224-112707540798915397?l=sinceros.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10330224/posts/default/112707540798915397'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10330224/posts/default/112707540798915397'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sinceros.blogspot.com/2005/09/reticncia-iii.html' title='Reticência III'/><author><name>Jefferson Alves</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11985612235886840845</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10330224.post-112614237637671235</id><published>2005-09-07T20:42:00.000-04:00</published><updated>2005-09-07T21:19:36.383-04:00</updated><title type='text'>Mais um post "Divino"</title><content type='html'>- Silêncio!!!&lt;br /&gt;- O que esta acontecendo? Quem está gritando desse jeito na casa do senhor?&lt;br /&gt;O padre estarecido via aquele homem, na sua frente, porem não conseguia entender o que aquele maluco vestido com uma toalha de mesa queria ali, logo ali na sua igreja.&lt;br /&gt;Só podia ser mais um doido metido a Jesus Cristo, ou quem sabe dessa vez fosse o próprio Deus Todo-Poderoso que ali estivesse, anunciando o fim dos tempos.&lt;br /&gt;- Silêncio filhos de belzebu, todos os vossos pecados já foram contabilizados e pesados na balança do Senhor. Nenhum de voces estará livre da mão de Deus quando o vosso dia chegar!&lt;br /&gt;- Para tudo ai, ô seu maluco, esta é uma igreja e só quem pode pregar aqui sou eu.&lt;br /&gt;- Eu não estou pregando, nem martelo eu tenho! Estou fazendo o trabalho que aquele incompetente do meu irmão deixou pela metade.&lt;br /&gt;- Que irmão? Outro lunático que nem tu? (cade o sacristão numa hora dessas?)&lt;br /&gt;- Mas que belo padre tu és, ô criatura ignorante. Estivestes te preparando todos estes anos para a volta daquele idiota e agora me perguntas quem ele é.&lt;br /&gt;Nessa altura do dialogo, os desmaios da beatas por todo o lado e o brado indignado dos senhores carecas e gordos enchem a nave da igreja. Um mais exaltado esta tendo um ataque do coração, apesar de não ter entendido a história toda direito.&lt;br /&gt;- Como ousas te comparar a Nosso Senhor Jesus Cristo, criatura blasfema? Os céus bradam a vilaneza deste ato!!!&lt;br /&gt;- O JC era muito besta, só ele mesmo pra carregar aquela cruz enorme, com pelo menos 12 idiotas pra fazer isso por ele. Não é a toa que o véio fica puto com ele todo o dia... Perai, to mudando de assunto:&lt;br /&gt;- Arrependei-vos e o reino dos céus será dado a vós.&lt;br /&gt;- Mas o mundo esta perdido mesmo. Cade a policia que não faz nada? (E aquela besta do sacristão deve estar dormindo, mas é hoje que eu mando ele embora)&lt;br /&gt;- ô barbudo, como ousas vir pregar na minha igreja como se Cristo fosses?&lt;br /&gt;- Primeiro não me chamo barbudo, meu Pai me deu o nome de Cletus Cristo (não me pergunte porque (parece que ele tinha uma queda por um romanozinho lá).&lt;br /&gt;- Segundo, já que meu irmão não resolveu as coisas por aqui, vim ver se eu dava um jeito, já que o velho não pará de falar que esse mundo tá uma bosta.&lt;br /&gt;A multidão de senhoras e senhores circunspectos já começam a ouvir o que o doidinho tinha a dizer. É só falar em bosta que todo mundo pensa que é consigo.&lt;br /&gt;- Terceiro, estou vendo que vim  ao lugar errado, pelo jeito ninguem aqui esta muito interessado em salvar a própria alma. Só querem ficar cuidando quem dá a maior doação, quem esta melhor vestido, quanto tempo fulano levou na confissão (quantos pecados).&lt;br /&gt;- Se no lugar que meu irmão esta pendurado naquela cruz  r-i-d-i-c-u-l-a  ninguem esta interessado nele, imagina se Eu vou perder tempo. &lt;br /&gt;- Isso mesmo maluco, vai dando o fora da minha igreja e arranja um hospício pra azucrinar (o padre já estava vermelho de raiva, com uns tons roxo furia e uma pitada de amarelo vontade-de-esganar).&lt;br /&gt;olhando ao redor, CC via que aquele ali não era, definitivamente, o seu lugar.&lt;br /&gt;- É, acho que me enganei mesmo com o pobre JC, voces não merecem consideração. O Pai que venha dar um jeito em vocês se quiser. Eu vou me embora.&lt;br /&gt;E assim, Cletus Cristo ascende aos céus, envolto em nuvens de anjos que tocam trombetas cujo som mavioso enche a igreja.&lt;br /&gt;Nisso, entra o sacristão pela porta atras do altar, meio estrenhemunhado, falando para o padre:&lt;br /&gt;- Seo padre, tem um loco ali na entrada dizendo que se chama Cletus Cristo e que é parente de Nosso Senhor Jesus Cristo.&lt;br /&gt;- Quieto Blasfemo, como ousa falar assim do filho de Deus.&lt;br /&gt;- Agora irmãos, oremos:&lt;br /&gt;- Cletus Cristo que estais no céu......&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10330224-112614237637671235?l=sinceros.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10330224/posts/default/112614237637671235'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10330224/posts/default/112614237637671235'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sinceros.blogspot.com/2005/09/mais-um-post-divino.html' title='Mais um post &quot;Divino&quot;'/><author><name>Jefferson Alves</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11985612235886840845</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10330224.post-112597184191674277</id><published>2005-09-05T21:49:00.000-04:00</published><updated>2005-09-05T21:57:21.920-04:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Reticência II&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como uma batida surda do meu coração que se ouve à distância, quando sento num canto com as mãos no rosto e deixo as lágrimas virem numa torrente insana, porque os gritos há muito deixaram de conseguir mostrar a dor que se mistura com o cimento do tempo que me sufoca a respiração...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10330224-112597184191674277?l=sinceros.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10330224/posts/default/112597184191674277'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10330224/posts/default/112597184191674277'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sinceros.blogspot.com/2005/09/reticncia-ii-como-uma-batida-surda-do.html' title=''/><author><name>bibis</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='23' src='http://2.bp.blogspot.com/_LFTl3a1WQuQ/TGHAEDzSlrI/AAAAAAAAAEY/WWpu60nXg8I/S220/ln.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10330224.post-112543842440076455</id><published>2005-08-30T17:36:00.000-04:00</published><updated>2005-08-30T17:47:04.406-04:00</updated><title type='text'>Reticência</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Tenho as recordações todas que me foram permitidas, em uma coleção bem estranha e desconexa. Fragmentos multifacetados, cada qual muito perdido em meio a todos os demais e se, em um repente de desespero, ajunto todos, surge alguma coisa parecida com uma vida. Para novos desesperos, novas vidas. Balanço suave de ondas do mar.&lt;br /&gt;Não deveria dizer, certos fatos são indizíveis, contudo - e isso tudo não passa de triste contudo - continuo tentando contar aquilo que nem você, nem vivo algum na face da terra quis, ainda, ouvir.&lt;br /&gt;Quando alguém, assim como eu, encontra alguém, tal como você, o mundo deveria calar-se, para, no descompasso de um silêncio fantástico, reverenciar o fim dos tempos.&lt;br /&gt;Se guardo algum porém é menos pelo desagrado e mais por gostar além da conta.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10330224-112543842440076455?l=sinceros.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10330224/posts/default/112543842440076455'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10330224/posts/default/112543842440076455'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sinceros.blogspot.com/2005/08/reticncia.html' title='Reticência'/><author><name>Mel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17810878713693856954</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10330224.post-112483235940915073</id><published>2005-08-23T17:09:00.000-04:00</published><updated>2005-08-23T17:25:59.416-04:00</updated><title type='text'>Lago do Pé Sujo</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E o que se sabe disso tudo é que não há verdade que se sustente, só essa mesma. Nas certezas todas desse mundo está impregnado muito erro e outros tantos enganos. Digo com propriedade de quem já viu e tocou as desilusões da vida com vários olhares e todos os dedos.&lt;br /&gt;Uma vez, ainda moça nova, fiquei empolada de um verdade das extremadas, foi um deus-nos-acuda desmedido e nessas coisas de cisma e de fé não há cristo que dê jeito. Caída de paixão  por um moço nem tão moço foi que eu fiquei. Só via moço em tudo e nesses casos, digo mais, acredita-se até em perfeição encarnada. Nem comer quis muito mais, andei planando no céu e na terra com a cabeça nas delícias que um bom conjunto de pele e recheio propagandam oferecer. Querendo, ainda, mais que o ofertado, querendo o moço só pra mim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Oh lindinho, fica comigo não?&lt;br /&gt;-Fico não.&lt;br /&gt;-Mas por conta de quê não fica?&lt;br /&gt;-Fico não que hoje é dia de bar.&lt;br /&gt;-Posso ir não?&lt;br /&gt;-Pode não amor-amor-meu. Só vai é mesmo homi.&lt;br /&gt;-Faço o que eu então se é folga, folgo eu ficá sozinha?&lt;br /&gt;-Disso já não cuido eu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esse meu moço nem tão moço fez pedido de casamento numa tarde mágica de verão lá no Lago do Pé Sujo. As borboletinhas rodearam testemunhando o acontecido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Lindinha casa mais eu?&lt;br /&gt;-E é verdade ou faz de conta?&lt;br /&gt;-Verdade sim, minha única verdade é casá mais ocê.&lt;br /&gt;-Amor meu!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quanta felicidade cabe num só céu? Fosse mais alegria pra tão curta a vida, o mundo afundaria dentro do peito, explodindo o coração. Passei a trabalhar, trabalhar, trabalhar. Trabalhando mais trabalhando, pra poder casar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Qué festa?&lt;br /&gt;-Quero eu suor, samba e cerveja. Que casamento bom começa no barulho.&lt;br /&gt;-Sei não se dinheiro dá. Conseguiu trabalho não?&lt;br /&gt;-Tá inventando problema desde já? Assim vai é mal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Trabalhando mais trabalhando, querendo mesmo comprar fogão, trazendo só pedaços míudos de casa. Nem vi mais luz do dia, dia e noite de inverno e de verão foi só fábrica adentro. Nem hora pra ver moço-meu arranjava até comprar fogão, até comprar o pacote completo do sonho dos sonhos. Lar doce lar e a verdade concreta.&lt;br /&gt;Festa e música, uma laje inteira pra se dança. Empada, refrigerante, cerveja, padrinho, madrinha, tudo visto e revisto muito bem imaginado no tempo de ônibus, na ida e na volta também.&lt;br /&gt;Se não vi quase o moço-meu depois do Lago do Pé Sujo, tão pouco sabia do seu paradeiro, tão pouco sabia do mundo muito além da fábrica ou da imaginação. Se dava saudade, o mesmo não dizia da tristeza que essa passava longe. Pouca coisa quis que houvera conseguido, para certas existências um coisa que se tem é tudo o que se quer. Ademais, ver as coisas todas dentro do quartinho, tudo comprado com o devido esforço, dava gosto nas vistas.&lt;br /&gt;Perto já do grande-final-feliz procurei moço-meu pra cantar meu amor alegre.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Não tá não fia. Tum... Tum... Tum... Tum...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dia seguinte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Tum... Tum... Tum... !!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dia mais dia após dia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Tum, Tum?!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tive mesmo que desmarcar hora extra, precipitei correr pra casa do moço-meu, acabei em desabalada carreira morro abaixo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Tá não fia. Sei não dele faz um tempo já.&lt;br /&gt;-Deixou recado não? O dia de ... tá batendo na porta.&lt;br /&gt;-Deixou não, pegô as coisas e foi embora sem mais “a”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Principiei no aturdimento que me era cabido e findei no choro perpétuo dos que temem o futuro próximo. Moço-meu, nem tão moço, nem tão meu. Será foi doença, será foi um caso de problema-grave-insolúvel-inconfessável? Será foi o que?&lt;br /&gt;Imaginei de um tudo caçando explicação. Achei não o moço-meu ou qualquer explicação esperançosa. Chegar no quartinho pronto, todo montado e arrumado, sem a razão de ser das coisas, dava nós nas tripas. Será estava lá amor-meu?. Abri a porta devagar, com medo de um vazio qualquer que pudesse estar no futuro-exninho-de amor. Estavam  lá o sofazinho e a estante, a cortina rendada, o aparelho de telefone, quadro da Virgem, moço-meu. Moço-meu?!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- !?...!!!&lt;br /&gt;-Ai! Nem começa com amolação...&lt;br /&gt;-?!! O que essa biscate faz aqui?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vou matar biscate. Mato você. Fora daqui, vagabunda dos diabos. Lágrimas de temporal inundando o mundo impossível. Não consegui reaver um só fronha, um só garfinho. Sair do quartinho ninguém saia, e o meu de-um-tudo lá dentro.&lt;br /&gt;Lágrimas de tempestade. Malditos sejam os céus pra quem tem de viver na terra.&lt;br /&gt;E nisso está a verdade de tudo. Não há verdade alguma que sendo cega se mantenha. E tenho dito com muita propriedade aos quatro ventos, pra quem possa, talvez, interessar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10330224-112483235940915073?l=sinceros.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10330224/posts/default/112483235940915073'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10330224/posts/default/112483235940915073'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sinceros.blogspot.com/2005/08/lago-do-p-sujo.html' title='Lago do Pé Sujo'/><author><name>Mel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17810878713693856954</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10330224.post-112422224393137241</id><published>2005-08-16T15:36:00.000-04:00</published><updated>2005-08-16T15:57:23.936-04:00</updated><title type='text'>Poesia e Forma</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Toda a preocupação com a forma é justificável na medida que os sons das palavras também são portadores de sentido. A combinação de sons tenta ultrapassar o sentido comum e usual das palavras. Cada palavra provoca no pensamento uma idéia correspondente, a arte busca ultrapassar o sentido comum inerente à palavra, reorganizando os sons para atribuir significados diferentes e para provocar sentimentos distintos daqueles conseguidos sem tais artifícios.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Jaguadarte&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt; Era briluz. As lesmolisas touvas&lt;br /&gt;Roldavam e relviam nos gramilvos.&lt;br /&gt;Estavam mimsicais as pintalouvas,&lt;br /&gt;E os momirratos davam grilvos.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt; ``Foge do Jaguadarte, o que não morre!&lt;br /&gt;Garra que agarra, bocarra que urra!&lt;br /&gt;Foge da ave Felfel, meu filho, e corre&lt;br /&gt;Do frumioso Babassurra!''&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt; Êle arrancou sua espada vorpal&lt;br /&gt;E foi atrás do inimigo do Homundo.&lt;br /&gt;Na árvora Tamtam êle afinal&lt;br /&gt;Parou, um dia, sonilundo.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt; E enquanto estava em sussustada sesta,&lt;br /&gt;Chegou o Jaguadarte, ôlho de fogo,&lt;br /&gt;Sorrelfiflando através da floresta,&lt;br /&gt;E borbulia um riso louco!&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt; Um, dois! Um, dois! Sua espada mavorta&lt;br /&gt;Vai-vem, vem-vai, para trás, para diante!&lt;br /&gt;Cabeça fere, corta, e, fera morta,&lt;br /&gt;Ei-lo que volta galunfante.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt; ``Pois então tu mataste o Jaguadarte!&lt;br /&gt;Vem aos meus braços, homenino meu!&lt;br /&gt;Oh dia fremular! Bravooh! Bravarte!''&lt;br /&gt;Êle se ria jubileu.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;   Era briluz. As lesmolisas touvas&lt;br /&gt; Roldavam e relviam nos gramilvos.&lt;br /&gt; Estavam mimsicais as pintalouvas,&lt;br /&gt; E os momirratos davam grilvos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;                                  Lewis Carrol&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10330224-112422224393137241?l=sinceros.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10330224/posts/default/112422224393137241'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10330224/posts/default/112422224393137241'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sinceros.blogspot.com/2005/08/poesia-e-forma.html' title='Poesia e Forma'/><author><name>Mel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17810878713693856954</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10330224.post-112421716154205470</id><published>2005-08-16T14:05:00.000-04:00</published><updated>2005-08-16T14:32:41.546-04:00</updated><title type='text'>quase nada</title><content type='html'>nao entendo nada de métrica, muito menos de rima, nunca me dei a esses detalhes, nunca me dei a essas formas que nao dizem nada, muito antes fazem as palavras perderem o sentido e o sentimento, palavras se prestam unicamente a isso...a transmitir sentimentos, emoções, descrever momentos e sentidos, jamais para preencher formas, ou se prestar ao estético. acho que por isso detesto poesia, acho que por isso ela me soa barata e vazia. Talvez ainda nao tenha maturidade suficiente para entendê-la e apreciá-la, talvez ela seja mesmo esse vazio em si, que nao tem nada a me dizer, mas há pessoas especiais que lidam com as palavras como se fosse magica, e até poesia que é quase nada, passa a dizer quase tudo...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10330224-112421716154205470?l=sinceros.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10330224/posts/default/112421716154205470'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10330224/posts/default/112421716154205470'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sinceros.blogspot.com/2005/08/quase-nada.html' title='quase nada'/><author><name>bibis</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='23' src='http://2.bp.blogspot.com/_LFTl3a1WQuQ/TGHAEDzSlrI/AAAAAAAAAEY/WWpu60nXg8I/S220/ln.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10330224.post-112372227521866640</id><published>2005-08-10T20:55:00.000-04:00</published><updated>2005-08-10T21:04:35.226-04:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Sou como a água do rio, corro mas não sei para onde, sei que não vou parar até o mar encontrar;&lt;br /&gt;Sou como a árvore centenária, fico ao sol esperando meu destino, que teima em nunca chegar;&lt;br /&gt;Sou como o frio invernal, que cobre os campos com suas meninas, as geadas. Aplaco o calor infernal e aqueço teu corpo ao pé da lareira;&lt;br /&gt;Sou como a brisa outonal, corro lépido e fagueiro, sem me preocupar com a vida;&lt;br /&gt;Sou como o coração, bato descompassado ao te ver passar;&lt;br /&gt;Sou como a grama recem aparada, acaricio teus pés aos passares por mim;&lt;br /&gt;Sou, enfim, como todo enamorado, fico bobo, fico tolo, fico pasmo de mim. Mas só teus olhos não explicam meus devaneios, teus lábios a minha emoção, tuas curvas a perdição de sentidos, teu perfume uma caricia sem fim.&lt;br /&gt;Sou, somente, aquilo que fizeres de mim.&lt;br /&gt;Paradoxo e Fim.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10330224-112372227521866640?l=sinceros.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10330224/posts/default/112372227521866640'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10330224/posts/default/112372227521866640'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sinceros.blogspot.com/2005/08/sou-como-gua-do-rio-corro-mas-no-sei.html' title=''/><author><name>Jefferson Alves</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11985612235886840845</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10330224.post-112338858588931000</id><published>2005-08-06T01:27:00.000-04:00</published><updated>2005-08-07T00:23:05.896-04:00</updated><title type='text'>conluio</title><content type='html'>estou preocupada!!! nada, nao ha nada que esta minha mente infame esteja maquinando, absolutamente nada! ate os meus miolos me abandonoram (se algum dia os tive). nao ha impulsos eletricos a estimular os meus neuronios, e muito menos uma sinapsezinha sequer para me dar inspiraçao. faz horas que olho para as estrelas grudadas no teto do meu quarto e nao me vem a mente um texto que seja...os dois livros que estao ao lado da minha cama, hoje, nao me atraem, nao consigo abri-los e mergulhar em suas paginas.&lt;br /&gt;e essa maldita insonia me persegue, ja sao tantos anos, eu deveria estar acostumada!!!! e por falar nisso, uma mistura de insonia e superego é uma mistura estupidamente mortal. porque, enquanto seus olhos estao abertos, arregalados e parece que um caminhao despejou areia neles, voce começa a lembrar dos seus problemas mais nefastos, como por exemplo, a conta que voce tem que pagar, mas o seu dinheiro ja partiu dessa pra melhor faz tempo, que no final do ano voce vai estar formada na faculdade e que isso necessariamente implica em estar desempregada, ou seja, voce deixa de ter uma profissao, para tornar-se desempregada, ironico nao? no minimo... que ano que vem seu filho precisa ir para a escola e isso sim sera a guerra dos cem anos, as cruzadas ficarao na memoria dos povos como uma luta de "espetinhos', depois dessa luta...credo que exagero!!!! é mas acontece que a sua linda pestinha meteu na cabeça que nao vai pra escola nem por decreto-lei, nem amarrado...nem com banda de musica. Ah! outro problema que ia me esquecendo, o que é decreto lei? nao seria problema algum se eu nao estivesse terminando uma faculdade de DIREITO!!! ai acho que vou cortar os meus pulsos com a faca do pao. o mundo "tá" perdido. E amanhã as minhas olheiras vão estar mais ou menos nas bochechas, essas manchas multicoloridas que me acompanham desde que eu nasci, que me rendem o apelido de "Morticia Adams" e que nem uma plantaçao de pepinos é capaz de conter. Pra quem nao sabe, diz que pepino ajuda a amenizar as olheiras, mas pra mim essa é a maior furada que ja inventaram.&lt;br /&gt;mas voltando ao assunto, sei lá qual dos dois odeio mais, se é a dita insonia ou o maldito superego? é ele claro, sem sombra de dúvida, porque se esse maldito nível de consciencia nao habitasse minha mente, agora eu nao estaria arrancando os cabelos por nao ter dormido ainda e estar aqui mais acesa que vela de promessa e sabendo que quando o sol raiar vou ter que pular da minha cama. essa é outra em conluio com essa máfia do sono, porque até agora ela parece que tem pregos e logo de manha vai parecer meu pedacinho de ceu aqui na terra, pedaço esse pelo qual dou todo meu ouro (acho que vou ficar sem cama se depender de ouro!!!) e se bobear ainda mordo quem ousar roubar minha manta celestial (mentira, é só o meu edredom velho, que de tao velhinho, "tá" macio...macio).&lt;br /&gt;"tá" chega...chega...sinto que meus olhos começam a pesar...arrumei algo para fazer...zzzzzzz...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10330224-112338858588931000?l=sinceros.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10330224/posts/default/112338858588931000'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10330224/posts/default/112338858588931000'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sinceros.blogspot.com/2005/08/conluio.html' title='conluio'/><author><name>bibis</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='23' src='http://2.bp.blogspot.com/_LFTl3a1WQuQ/TGHAEDzSlrI/AAAAAAAAAEY/WWpu60nXg8I/S220/ln.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10330224.post-112286156326315168</id><published>2005-07-31T21:41:00.000-04:00</published><updated>2005-07-31T21:59:23.270-04:00</updated><title type='text'>dandelion</title><content type='html'>(essa merecia entrar aqui, claro que a traduçao é toda minha e bem por isso nao estah isenta das coisas que sinto quando ouço essa música...geralmente nao gosto de traduzi-las, mas essa musica ateh em portugues fica linda...os caras sabem o que fazem, e eu dou uma maozinha...modéstia a parte...rsrsrsrsrsr)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sente-se aqui comigo&lt;br /&gt;Deixe-me contar como tudo isso aconteceu&lt;br /&gt;uma flor amarela com seus pés para o ar&lt;br /&gt;voando em asas de papel que te trouxeram aqui&lt;br /&gt;E o verao passa nas horas preguiçosas&lt;br /&gt;um sonho etéreo que se vai&lt;br /&gt;de beija-flores e nuvens&lt;br /&gt;A noite nada nas ondas geladas&lt;br /&gt;e voce nos meus braços, como isso vai&lt;br /&gt;Pequena dente-de-leao&lt;br /&gt;dê tempo ao seu coraçao&lt;br /&gt;agora as nuvens se foram&lt;br /&gt;e todos os seus 'amanhãs' brilham&lt;br /&gt;Nasce de uma noite insone a lua como uma pérola&lt;br /&gt;Brincando dentro do seu mundo macio e morno&lt;br /&gt;Ouça minha voz, eu sei que você pode&lt;br /&gt;Você é o fogo nos meus olhos&lt;br /&gt;O sol como um ser&lt;br /&gt;Estações vêm e estações vão&lt;br /&gt;e o que elas deixarão para trás eu nao fingirei saber&lt;br /&gt;Eu tenho medo de tudo o que eu tenha perdido&lt;br /&gt;surja diante de mim quando a escuridão se levantar&lt;br /&gt;Eu seguirei ao seu lado&lt;br /&gt;onde quer que voce vá&lt;br /&gt;Eu nao correrei e não me esconderei&lt;br /&gt;Só para que você saiba.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10330224-112286156326315168?l=sinceros.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10330224/posts/default/112286156326315168'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10330224/posts/default/112286156326315168'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sinceros.blogspot.com/2005/07/dandelion.html' title='dandelion'/><author><name>bibis</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='23' src='http://2.bp.blogspot.com/_LFTl3a1WQuQ/TGHAEDzSlrI/AAAAAAAAAEY/WWpu60nXg8I/S220/ln.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10330224.post-112251238193681642</id><published>2005-07-27T20:31:00.000-04:00</published><updated>2005-07-27T21:04:13.473-04:00</updated><title type='text'>EU!!!</title><content type='html'>Quando eu criei o céu e a terra, vi que o esse mundinho era simplesmente muita areia pro meu caminhãozinho. Precisa partilhar dessas belezas com mais alguem.&lt;br /&gt;Ai criei o homem, um ser a minha imagem e semelhança, porem com alguns defeitos, já que de perfeito bastava EU. &lt;br /&gt;Mesmo assim algo ainda faltava, descobri que somente um homem para compartilhar a terra inteira seria muito desperdicio. Criei a mulher para que eles crescessem e multiplicassem, ai eu teria muitos mais admiradores da minha obra-prima.&lt;br /&gt;Com o passar dos milênios, vi e ajudei muita coisa a acontecer. O nascimento da agricultura, Grécia e o pensamento filosófico, Roma e a era das conquistas. Mas ainda eram as minhas criaturas e o meu mundo.&lt;br /&gt;Ai percebi que deixei escapar, no momento que criei Adão e Eva, um detalhe que me pareceu sem importância. Eu havia criado o amor, um sentimento pequenininho, quase sem valor. Ledo engano (porque até EU me engano).&lt;br /&gt;Na minha onipotência deixei de lado esse sentimento, afinal não era mais do que um sentimento entre tantos outros, e o ódio era um dos que mais me preocupava. Assim, minhas criaturas foram se apaixonando e relacionando bem debaixo de minhas vistas (que tudo alcançam) sem que EU desse importancia para isso.&lt;br /&gt;Mas ai, um belo dia depois de muitos milhões de anos, me deparo com o dinheiro! Minhas criaturas já me deixam sem cerimônia e adoravam esse deus apócrifo e destruidor!!!&lt;br /&gt;Minha ira deveria ser fulminante!!&lt;br /&gt;Ao olhar pela última vez para a minha mais bela criação, minha obra-prima, antes da completa destruição deste mundo infâme, encontro um apaixonado que sofre pela separação da amada. Sua dor é tão intensa que até os céus, minha própria criação, une as dele as suas lágrimas.&lt;br /&gt;Uma de minhas criaturas sofre tão sinceramente que mesmo EU começo a sofrer. Se dentre todas as criaturas uma ainda se despoja de tudo por outra, minha labuta não foi em vão. Não criei essas belezas por nada.&lt;br /&gt;Aquele que sofria por uma mulher que não mais sua seria, mas que mesmo assim dela não esquecia, salvou o mundo e suas maravilhas, mesmo sem saber.&lt;br /&gt;E ME fez ver que o amor foi, essa sim, a minha mais sublime criação.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10330224-112251238193681642?l=sinceros.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10330224/posts/default/112251238193681642'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10330224/posts/default/112251238193681642'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sinceros.blogspot.com/2005/07/eu.html' title='EU!!!'/><author><name>Jefferson Alves</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11985612235886840845</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10330224.post-112225227758468441</id><published>2005-07-24T20:37:00.000-04:00</published><updated>2005-07-24T20:44:37.583-04:00</updated><title type='text'>...</title><content type='html'>..."descobri que a minha obsessao por cada coisa em seu lugar nao era o premio merecido de uma mente em ordem, mas pelo contrario todo um sistema de simulaçao para ocultar a desordem da minha natureza. descobri que pareço generoso para encobrir minha mesquinhez, que sou conciliador para nao sucumbir as minhas coleras reprimidas, que so sou pontual para que ninguem saiba como pouco me importa o tempo alheio"... (Gabriel García Marquez- Memórias de Minhas Putas Tristes)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10330224-112225227758468441?l=sinceros.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10330224/posts/default/112225227758468441'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10330224/posts/default/112225227758468441'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sinceros.blogspot.com/2005/07/blog-post.html' title='...'/><author><name>bibis</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='23' src='http://2.bp.blogspot.com/_LFTl3a1WQuQ/TGHAEDzSlrI/AAAAAAAAAEY/WWpu60nXg8I/S220/ln.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10330224.post-112225186499308527</id><published>2005-07-24T20:26:00.000-04:00</published><updated>2005-07-24T20:37:45.000-04:00</updated><title type='text'>perdi...</title><content type='html'>(nao sei como isso pode acontecer, mas perdi um texto inteiro, que estava gravado na memória e no coração, criado nesses instantes em que se cheira a noite cheia de estrelas, e que o vento desvenda milhares de segredos, da janela do meu quarto onde o texto surgiu e foi embora como um sopro numa vela só restou isso, e por mais que tente não consigo terminá-lo, mas aqui seguem os vestígios de um texto que eu julgava no mínimo tocante):&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Seja o melhor que você pode ser...&lt;br /&gt;seja o melhor que você pode ser quando a chuva cair durante a noite e alguém procurar alívio&lt;br /&gt;seja o melhor que você pode ser quando todas as trevas de teu ser se manifestarem&lt;br /&gt;seja o melhor que pode ser quando estender uma mão&lt;br /&gt;seja o melhor que você pode ser...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(e aqui o texto se perde, lendo-o agora, considero tudo muito infantil, mas de repente se as idéias não tivessem sido tomadas com o vento...)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10330224-112225186499308527?l=sinceros.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10330224/posts/default/112225186499308527'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10330224/posts/default/112225186499308527'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sinceros.blogspot.com/2005/07/perdi.html' title='perdi...'/><author><name>bibis</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='23' src='http://2.bp.blogspot.com/_LFTl3a1WQuQ/TGHAEDzSlrI/AAAAAAAAAEY/WWpu60nXg8I/S220/ln.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10330224.post-112214121484458313</id><published>2005-07-23T13:39:00.000-04:00</published><updated>2005-07-23T13:58:04.886-04:00</updated><title type='text'>Ja fui um menino</title><content type='html'>Caros leitores deste blog, não sou dado a reminiscências, porem remexendo em alguns papéis antigos (bota antigo nisso, o mais novo tem 12 anos) encontrei alguns textos e "tentativas de poemas", os quais escrevia para passar o tempo, ou simplesmente para colocar para fora aquilo que estava sentindo naquele momento e que mesmo assim continuam muito atuias para mim. &lt;br /&gt;Escrevia basicamente nas capas dos meus cadernos, os quais guardei e ja nem lembrava mais. Por ai voces já vêem que não sou mais nenhum gurizinho.&lt;br /&gt;Pois bem, de vez em quando estarei postando alguns desses textos sob o titulo: "Poeminhas de caderno".&lt;br /&gt;Não são grande coisa, já aviso aos mais desatentos. Porem lá no fundo, algum impulso saudosista me impele a compartilha-los com voces.&lt;br /&gt;Ai vai o primeiro "Poeminhas de caderno".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;&lt;br /&gt;O amor correspondido&lt;br /&gt;é um amor tão bom.&lt;br /&gt;O amor compreensivel&lt;br /&gt;é um amor tão calmo.&lt;br /&gt;O amor as escondidas&lt;br /&gt;é um amor gostoso.&lt;br /&gt;O amor, o verdadeiro amor&lt;br /&gt;era o que eu tinha por ti.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10330224-112214121484458313?l=sinceros.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10330224/posts/default/112214121484458313'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10330224/posts/default/112214121484458313'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sinceros.blogspot.com/2005/07/ja-fui-um-menino.html' title='Ja fui um menino'/><author><name>Jefferson Alves</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11985612235886840845</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10330224.post-112191197891114993</id><published>2005-07-20T21:39:00.000-04:00</published><updated>2005-07-20T22:12:58.916-04:00</updated><title type='text'>estradas</title><content type='html'>sinto saudade de algumas coisas que ainda nao conheci, de sonhos que eu tive e que deixei se perderem. As vezes sinto uma falta de alguem que deixei partir, que nao segurei nas minhas maos, como se o vazio tivesse se instalado dentro do peito. Sinto saudade de uma vida que não tive, mas que teria sido perfeita, e sinto muito mais falta, de como ele resolvia os problemas "com uma mão nas costas", enquanto eu me escabelava por quase nada. Sinto saudade de tudo que nele era sereno, e das vezes em que ele perdia a razao e colocava os pés pelas mãos, porque isso nele era a última coisa que dele se podia esperar, para no minuto seguinte ser tomado por toda a racionalidade e me entender na minha profunda sandice. Tomei uma estrada que quase sempre meu coraçao diz para tomar o caminho de volta, ela me matém longe de tudo o que amo nele. E eu penso nele todos os dias, ainda escuto a sua voz e as suas risadas. Mesmo sem saber, algo me diz que seus dias seguem bem, porque ele sabe como se virar nesse descompasso da vida, anda como se solitário fosse, com todos os seus princípios trancafiados no peito e o corpo envolto por uma armadura de cavaleiro, ajudando na travessia desse deserto de sentimentos, gente cega pela mágoa e inerte pelo orgulho.&lt;br /&gt;É doce ser tomada pelas mãos por ele, a dança flutua na musica da vida e nao se sente mais pisoes nos pés. A estrada já foi percorrida e estou longe demais para voltar, te levo dentro de mim, bem guardado, sem jamais esquecer e sabendo que estradas se cruzam todos os dias.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10330224-112191197891114993?l=sinceros.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10330224/posts/default/112191197891114993'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10330224/posts/default/112191197891114993'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sinceros.blogspot.com/2005/07/estradas.html' title='estradas'/><author><name>bibis</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='23' src='http://2.bp.blogspot.com/_LFTl3a1WQuQ/TGHAEDzSlrI/AAAAAAAAAEY/WWpu60nXg8I/S220/ln.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10330224.post-112164666747391997</id><published>2005-07-17T20:07:00.000-04:00</published><updated>2005-07-17T20:31:07.480-04:00</updated><title type='text'>O Jogo II</title><content type='html'>Desafio Aceito, parto pra tentar superar minha cara Mel, que retorna das cinzas mais bela e com a pena mais afiada do que nunca.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;blockquote&gt;Pisaram no meu coração e cuspiram na minha cara. Tenho tudo para ser mais um coitado injustiçado que expele lamúrias pelos poros. Mesmo assim, você é bem bonita e eu gostaria de dançar.&lt;/blockquote&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dançar a dança mais calida e bela ja inventada pelo homem. Porem minhas pernas estão amortecidas pelos tropeços e quedas, meu coração, corroido pelo mal-amar, meus olhos cegos  à tua beleza. Transido de frio, fugi de teus olhos, mesmo querendo voltar atras e despir de minha alma a desesperança. &lt;br /&gt;Porem,nada disso reflete agora a verdade que minha alma encerra. Não posso ocultar de mim mesmo o quanto tuas lagrimas me fizeram bem, o quanto teus sorrisos me elevaram da imundicie do mundo. Por mais dolorido que meu coração estivesse, a dança do luar em tua face e em teus cabelos negros me arrebata, me prende a ti sem chance de alforria.&lt;br /&gt;Por mais distante que estejam tuas mãos de minha face, teus lábios dos meus, unidos dançamos a musica invisivel que soam das trombetas angelicais. O coro de anjos ressoam nossos passos.&lt;br /&gt;Já fui um tolo,  já fui um coitado injustiçado, já fui até  bobo da corte. Agora, sou um eterno dançarino.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10330224-112164666747391997?l=sinceros.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10330224/posts/default/112164666747391997'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10330224/posts/default/112164666747391997'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sinceros.blogspot.com/2005/07/o-jogo-ii.html' title='O Jogo II'/><author><name>Jefferson Alves</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11985612235886840845</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10330224.post-112164454373914392</id><published>2005-07-17T19:41:00.000-04:00</published><updated>2005-07-17T19:55:43.746-04:00</updated><title type='text'>Arrow</title><content type='html'>Serenidade é algo pifio se não há sentimento no qual se apoiar, se não há amor pelo qual valha a pena banhar tua face com lagrimas.&lt;br /&gt;Porem, a serenidade de teus sentidos e sentimentos tornam mais calmos as agruras da desesperança e da solidão.&lt;br /&gt;Cabe a ti transformar tua vida em historias, ou as historias que fizemos, em tua vida.&lt;br /&gt;É ótimo que tenhas inaugurado tua participação neste cantinho a três, em que dividimos nossas angustias, desilusões e esperanças, tranformadas em  histórias.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10330224-112164454373914392?l=sinceros.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10330224/posts/default/112164454373914392'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10330224/posts/default/112164454373914392'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sinceros.blogspot.com/2005/07/arrow.html' title='Arrow'/><author><name>Jefferson Alves</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11985612235886840845</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10330224.post-112164296788909039</id><published>2005-07-17T19:23:00.000-04:00</published><updated>2005-07-17T19:29:27.896-04:00</updated><title type='text'>Cartas</title><content type='html'>&lt;meta equiv="CONTENT-TYPE" content="text/html; charset=utf-8"&gt;&lt;title&gt;&lt;/title&gt;&lt;meta name="GENERATOR" content="OpenOffice.org 1.1.2  (Linux)"&gt;&lt;meta name="CREATED" content="20050717;19375900"&gt;&lt;meta name="CHANGED" content="16010101;0"&gt;          &lt;style&gt;  &lt;!--   @page { margin: 2cm }   P { margin-bottom: 0.21cm }  --&gt;  &lt;/style&gt;  &lt;p style="margin-bottom: 0cm;" align="justify"&gt;Eu sei onde encontrá-la. Alguns passos, uma hora e meia de trem. É pouco. Se resolvesse sei que estaria nervoso e caminharia com o tremer dos que temem o fim dos dias, as mãos permaneceriam úmidas. Me resumiria aos nervos, dos pés à cabeça. Sentiria arrepios, arrependimentos. Caminho curto que não pude percorrer nos últimos onze anos. Tanto tempo esconde seus mistérios. Não quero contá-los.&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm;" align="justify"&gt;Basta falar de Mariana. A garota que não sorria, dona do par de gordas pernas brancas. Costumava sentar ao meu lado em algumas tardes e deixava-se ficar quieta. Olhos parados aqui e ali, pensamento só Deus sabe onde. Mariana assoprava mechinhas de cabelo que caiam sobre os olhos e nas noites, já deitado, eu lembrava de cada cor e cada gesto, o cabelo caindo e Mariana fazendo bico para assoprar.&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm;" align="justify"&gt;Mariana veio morar dentro de mim, sem pedir licença. Não lembro de ter aberto a porta. Eu pensava, sonhava e delirava, &lt;span lang="pt-BR"&gt;tudo&lt;/span&gt; na vida passou a ser muito Mariana.&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm;" align="justify"&gt;&lt;br /&gt;-Mas mãe, a  Mariana disse...&lt;/p&gt;  -Vai usar o sinto  sim. Não quero saber de marianas. &lt;p style="margin-bottom: 0cm;" align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm;" align="justify"&gt;Minha mãe achava uma certa graça das minhas mudanças à Mariana. Todas as mães do mundo ririam de nós. Eu não via essa graça toda e tomava as coisas bem à sério. Tão sério que beijei Mariana em um noite sem Lua. Ela retribuiu com dos seus raros sorrisos. Casamos algum tempo depois, em frente ao lago tendo um besouro e uma formiga mortos por testemunhas. O céu também foi testemunha, é verdade.&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm;" align="justify"&gt;Comecei a escrever e mandava pelo correio para Mariana, mesmo morando parede com parede, poemas açucarados e canções de amor. Eu ganhava beijos e respiração ofegante quando as cartas chegavam. Foram esgotadas as combinações de frases com “eu te amo” e também com “eu amo você”. Foram esgotadas todas as palavras do mundo com Mariana e esgotei também os silêncios.&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm;" align="justify"&gt;Escrevi histórias, sonhos, desejos, planos. Despejei nas folhas saudades, o mais puro sofrimento e algumas esperanças. Manchei os papéis com lágrimas e &lt;span lang="pt-BR"&gt;álcool.&lt;/span&gt; Me desculpei, enviei os arrependimentos todos. Falei sobre distância e alguma coisa de amor. Escrevi...Escrevi...Escrevi...Mil vezes “Mariana”, cento e um “me espera”, uns tantos “por favor”. Desenhei uma carta de despedida que nunca enviei.&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm;" align="justify"&gt;Eu sei onde encontrá-la e nunca encontrei. Tanto tempo tem seus mistérios e não preciso contá- los. Mariana não pediu licença para entrar no meu coração e não pude arrancá-la daqui quando quis. Daria alguns passos, pegaria um trem, já não posso. Nunca pude.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10330224-112164296788909039?l=sinceros.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10330224/posts/default/112164296788909039'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10330224/posts/default/112164296788909039'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sinceros.blogspot.com/2005/07/cartas.html' title='Cartas'/><author><name>Mel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17810878713693856954</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10330224.post-112148340997136818</id><published>2005-07-15T22:59:00.000-04:00</published><updated>2005-07-15T23:10:09.976-04:00</updated><title type='text'>reinado ameaçado?</title><content type='html'>minha cara...nem que eu quisesse eu poderia ameaçar o teu reinado...muito menos quando afogo todos os sentimentos, todos os sonhos...nao sinto a vida. Embora na mais profunda serenidade, minhas palavras fugiram, minhas personagens fizeram as malas e partiram, nao me encontro mais naquela profusão de sentidos e sentimentos que tanto me agradavam...acho que fui lobotomizada...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10330224-112148340997136818?l=sinceros.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10330224/posts/default/112148340997136818'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10330224/posts/default/112148340997136818'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sinceros.blogspot.com/2005/07/reinado-ameaado.html' title='reinado ameaçado?'/><author><name>bibis</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='23' src='http://2.bp.blogspot.com/_LFTl3a1WQuQ/TGHAEDzSlrI/AAAAAAAAAEY/WWpu60nXg8I/S220/ln.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10330224.post-112080201979439034</id><published>2005-07-08T01:41:00.000-04:00</published><updated>2005-07-08T01:56:35.396-04:00</updated><title type='text'>O Jogo</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;Atendendo aos inúmeros pedidos do grande público, decidi, após longa ausência, me pronunciar. Pensei em postar uma das minhas grandes e reveladoras histórias, mas elas cismam em não largar minha cabeça. Na verdade elas não se tornam palavras nem com as mil vacas que tossem o dia todo ao meu redor.&lt;br /&gt;Senti, porém, a necessidade de postar qualquer coisa, marcar presença. Afinal, meu reinado como sinceríssima esteve ameaçado com a introdução de mais uma moça nesse recinto.&lt;br /&gt;Cá estou, então, para alegria geral.&lt;br /&gt;Como história que é bom eu não tenho, proponho ao ilustríssimo colega de escritos que participe de um joguinho, desses mesmo que são praga na internet. Templário, é só continuar a história para fazer a felicidade geral da nação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Pisaram no meu coração e cuspiram na minha cara. Tenho tudo para ser mais um coitado injustiçado que expele lamúrias pelos poros. Mesmo assim, você é bem bonita e eu gostaria de dançar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10330224-112080201979439034?l=sinceros.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10330224/posts/default/112080201979439034'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10330224/posts/default/112080201979439034'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sinceros.blogspot.com/2005/07/o-jogo.html' title='O Jogo'/><author><name>Mel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17810878713693856954</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10330224.post-111983451517204179</id><published>2005-06-26T21:06:00.000-04:00</published><updated>2005-06-26T21:08:35.176-04:00</updated><title type='text'>distante e bela</title><content type='html'>Caminhando sem rumo, em desespero e na cegueira da noite ele tentava entender o que acontecera na sua vida. Todas as coisas em que acreditou/acreditava ruíram sob a sola dos pés dela, amassados sem piedade.&lt;br /&gt;  Nada que a vida tenha a lhe proporcionar interessa agora, nada nem ninguém. Suas resoluções estão tomadas e firmes, é um caminho sem volta. Em meio a sua tristeza, apagou de sua vida as lembranças tristes, mas também todas as alegrias. Se um dia foi feliz, já não sabia, sua única certeza era que dali para frente não o seria mais.&lt;br /&gt;A angustia que lhe invadia era massacrante, seu cérebro não tinha descanso na tentativa de entender o que acontecera. Não havia explicação, só desilusão.&lt;br /&gt;Seus passos ressoavam no silencio da madrugada em que tomara as decisões mais lúgubres de sua vida, mais insanas, mas talvez, quem sabe, as mais acertadas. Seus pés seguiam a própria vontade, não obedeciam ao que lhes ditava seu coração, que estraçalhado como estava, ainda se agarrava ao um fio de esperança.&lt;br /&gt;Noite. Porque tudo acontece nessa hora triste em que os meros mortais se encolhem de medo e os monstros passeiam libertos das amarras que lhes impomos durante o dia. Com suas garras afiadas nos dilaceram e arrastam para suas tocas fétidas, onde nos deglutem aos bocados, sem terminar de nos devorar, se comprazendo em nosso sofrimento. Assim é o amor perdido, o maior dos monstros noturnos.&lt;br /&gt; Os pedaços informes que ainda compunham aquele corpo atacado sem piedade, estavam sendo levados ao local do sacrifício final. Toda a esperança se foi, nem mesmo digno de receber uma ultima palavra ele fora. O desespero era a ultima barreira antes da insanidade.&lt;br /&gt; Já sem forças, ele se recosta ao tronco oco, como ele, morto, como ele. Ali sua ultima lagrimas derrama.&lt;br /&gt; Hoje aquele tronco é adornado por uma única rosa, que os namorados apaixonados admiram e desejam, sem jamais poderem tocá-la, pois os espinhos a protegem, como não protegeram o infeliz amante da triste sorte de amar a lua tão distante e bela.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10330224-111983451517204179?l=sinceros.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10330224/posts/default/111983451517204179'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10330224/posts/default/111983451517204179'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sinceros.blogspot.com/2005/06/distante-e-bela.html' title='distante e bela'/><author><name>Jefferson Alves</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11985612235886840845</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10330224.post-111914479930855797</id><published>2005-06-18T21:24:00.000-04:00</published><updated>2005-06-18T21:33:19.313-04:00</updated><title type='text'>Te quero, eu sonho.</title><content type='html'>Eu sonho com o dia em que nada no mundo será mais importante que ouvir tua voz sussurrar ao meu ouvido que me ama sem reservas, sem meias medidas, em que nada será suficientemente importante para nos separar.&lt;br /&gt;Sonho com a grama sob nosso corpo, acariciando nossa intimidade, num devaneio eterno. Cada folha verde entre nós, como pequenos intrusos benfazejos, serão testemunhas de nossa felicidade. O céu será padrinho de nossos desejos consumados, a lua, tua irmã, cúmplice de nosso amor.&lt;br /&gt;O ontem, o hoje e o amanhã nada significam em meio ao turbilhão em que meus pensamentos desfacelados, despedaçados, foram jogados. A única imagem intacta é aquela que nunca tive realmente sob meus olhos... tua boca na minha, teu peito junto ao meu.&lt;br /&gt;Sonho assim todos os dias, e por todos os dias da minha vida, sonharei com teus olhos postos nos meus, numa comunhão que nem mesmo os céus desfarão, quanto menos a vontade de um, ou mesmo de vários.&lt;br /&gt;Uma pedra no caminha há, uma pedra no caminho havia. Assim serão nossos dias, assim serão nossos anos, assim será a nossa vida.&lt;br /&gt;Naquela casinha de cerca branca, comendo biscoito de chocolate numa tarde de inverno em que o frio é apenas pretexto para te aconchegar no meu colo, está o nosso mundo, esta o meu mundo.&lt;br /&gt;Sempre ouço tua voz sussurrando o amor que me tens, o quanto me queres, e em meus sonhos respondo aos teus sussurros com gestos, as tuas caricias com palavras cochichadas ao teu ouvido.&lt;br /&gt;Sonho com o dia em que mesmo separados, estaremos unidos.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10330224-111914479930855797?l=sinceros.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10330224/posts/default/111914479930855797'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10330224/posts/default/111914479930855797'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sinceros.blogspot.com/2005/06/te-quero-eu-sonho.html' title='Te quero, eu sonho.'/><author><name>Jefferson Alves</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11985612235886840845</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10330224.post-111619671147645246</id><published>2005-05-15T18:12:00.000-04:00</published><updated>2005-05-15T18:38:31.486-04:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Percorria a estrada que levava aquela praia deserta certo de que lá, enfim, não teria viva alma para interromper meus idilios, meus pensamentos, minhas divagações. Ou seja, não teria ninguem para interromper a leitura de meus livros.&lt;br /&gt;Fazia meses que eu vinha empilhando os livros, certo de que na semana seguinte eu teria um minuto ou dois para por a leitura em dia. Ledo engano.&lt;br /&gt;Marmotinha. Que nome esquisito para uma praia, mas enfim, era uma praia remota, de dificilimo acesso, o que menos me preocupava era o nome da dita cuja. &lt;br /&gt;Eu ia apreciando a vegetação, as flores, as arvores, sempre a procura de algo estranho se mexendo no meio das folhas caidas, ja que como bom "homo urbanus" tenho uma certa tendencia a "recear" as criaturas moventes que desconheço.&lt;br /&gt;Ao separar dois ramos de um arbusto, me extasio diante daquele quadro sem igual... A areia branca, o mar tão verde que parecia ter sido pintado naquele instante, o horizonte ao longe me dava vertigens, tanta era a beleza daquele lugar.&lt;br /&gt;Percorri a praia a procura de intrusos, pois aquela agora era a MINHA praia, meu refugio, minha morada pela proximas duas semanas.&lt;br /&gt;Montei meu acampamento proximo a um paredão rochoso, no qual pensei em me aventurar em uma escalada, mas devido ao me fisico arredondado (obesidade mudou de nome...) preferi sentar-me de frente para a praia e começar um belo livro de detetive.&lt;br /&gt;Não sei se foi o livro ou se o esforço para chegar até ali tinham me afetado, o certo era que sentia a todo o momento ser observado. Tinha a certeza absoluta de que não estava sozinho. Minhas mãos começaram a tremer em determinado momento, mas não havia nada ali alem de mim e das arvores. Até a agua estava quieta.&lt;br /&gt;Tentei por a cabeça no lugar e me controlar. Alias, coisa facil quando o estomago começa a roncar e esta na hora de jantar.&lt;br /&gt;Deitei-me já esquecido da vida, só pensando no quão recompensador era poder dormir até o sol estar alto no céu.&lt;br /&gt;Acordei bem disposto, porem ao fazer o cafe, notei que algo estava faltando. A cafeteira, claro!!! Mas eu a havia usado a noite.&lt;br /&gt;Eu estava certo, havia alguem me observando e agora estava brincando comigo antes de me estripar e jogar o resto no mar, talvez estivesse até pensando em usar minhas gordurinhas para fritar algum macaco que ele houvesse caçado.&lt;br /&gt;Armei então minha estratégia de sobrevivencia, esquecendo o café e o estomago. Por tras ele não poderia atacar, a menos que fosse uma cruza de esquilo com aranha, pois aquele paredão era muito inclinado e, para se aproximar, somente me encarando de frente. Nunca queiram enfrentar um gordo com fome e assustado, voces nunca saberão o que aconteceu até acordarem na UTI do hospital.&lt;br /&gt;A noite caia, então tive a brilhante idéia de me esconder fora da barraca e aguardar que aquele louco viesse me roubar novamente. &lt;br /&gt;Foi ai que percebi o movimento, algo pequeno vinha em direção a minha barraca, mas não consegui ver o que era, senti aquele pavor subindo pela minha espinha...&lt;br /&gt;ouço o barulho de algo remexendo minhas coisas dentro da barraca, mas como não divisei ninguem entrando nela? &lt;br /&gt;Enchi-me com o restinho de coragem que havia sobrado e fui até lá, iria olhar na cara do louco homicida antes de enterrar-lhe nos cornos a colher de pau que eu levava!&lt;br /&gt;Pé ante pé, me aproximo da entrada da barraca... ao olhar lá dentro, espanto!!!!&lt;br /&gt;era só um Quati, bichinho inofensivo!!! cai na gargalhada, quase histérica. Foi por isso que não ouvi os passos, e mal senti a faca enterrada nas minhas costas.&lt;br /&gt;Agora, estou aqui, atirado no meio do mar, boiando, me esvaindo em sangue e pensando:&lt;br /&gt;Eu odeio livros.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10330224-111619671147645246?l=sinceros.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10330224/posts/default/111619671147645246'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10330224/posts/default/111619671147645246'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sinceros.blogspot.com/2005/05/percorria-estrada-que-levava-aquela.html' title=''/><author><name>Jefferson Alves</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11985612235886840845</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10330224.post-111525755190696745</id><published>2005-05-04T21:44:00.000-04:00</published><updated>2005-05-04T21:45:51.913-04:00</updated><title type='text'>Atualizações</title><content type='html'>Sei que temos deixado este espaço privilegiado sem atualizações, porem todos estamos passando por um periodo de criatividade zero. &lt;br /&gt;Falo por mim mesmo, pois o post de hoje foi abaixo da critica.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10330224-111525755190696745?l=sinceros.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10330224/posts/default/111525755190696745'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10330224/posts/default/111525755190696745'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sinceros.blogspot.com/2005/05/atualizaes.html' title='Atualizações'/><author><name>Jefferson Alves</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11985612235886840845</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10330224.post-111525745201079244</id><published>2005-05-04T21:39:00.000-04:00</published><updated>2005-05-04T21:46:51.590-04:00</updated><title type='text'>Presentes</title><content type='html'>Dia de Natal, Marcio desce correndo as escadas procurando por seus pais.&lt;br /&gt;- Cade voce mãe? Cade o Pai?&lt;br /&gt;   Silêncio, nenhum barulhinho em nenhum canto da casa. Nada em lugar algum que denote que aquele é um dia festivo. Mesmo seus presentes, que normalmente estariam aos pés de sua cama, não estavam lá.&lt;br /&gt;   Muito estranho...&lt;br /&gt;   Aos 30 anos, Marcio ainda corre atras dos seus presentes e de seus pais, mesmo morando sozinho e seus pais em outra cidade.&lt;br /&gt;Triste vida...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10330224-111525745201079244?l=sinceros.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10330224/posts/default/111525745201079244'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10330224/posts/default/111525745201079244'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sinceros.blogspot.com/2005/05/presentes.html' title='Presentes'/><author><name>Jefferson Alves</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11985612235886840845</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10330224.post-111411637558999356</id><published>2005-04-21T16:43:00.000-04:00</published><updated>2005-04-21T16:46:15.593-04:00</updated><title type='text'>Post erótico (cuidado)</title><content type='html'>Desesperado em meio ao caos de buzinas e sons, corro como um louco de volta a nossa casa. Uma semana que estou com ela e os dias são cada vez menores, as horas mais curtas, nosso prazer a cada minuto mais intenso.&lt;br /&gt;Parada a porta esta ela. Aquele decote delicioso que me deixa entrever a silhueta de seus seios é como a visão da terra prometida. Nem a visão onírica do jardins das Delicias pintada por Bosch se compara a o quadro que vislumbro daquele corpo que me espera com ansiedade.&lt;br /&gt;As escadas são obstáculos que sucumbem a minha ânsia por aquela criatura a qual pertenço e que me pertence. &lt;br /&gt;Quão longínqua é a entrada do paraíso.&lt;br /&gt;Sofregamente me atiro ao seu pescoço, procuro avidamente sua boca que com maior ardor ainda engole a minha. Sua língua percorre minha boca e seus lábios os meus. Espera é palavra que desconhecemos, pois somos inteiramente dois corpos que se desejam e se consomem um no outro.&lt;br /&gt;Mal fecho a porta e já a deixo nua, seus seios intumescidos me convidam a sugá-los incansavelmente. Deixamos nossas roupas espalhadas pela casa, tal a voracidade de nosso ardor. Minhas mãos percorrem o corpo dela, como se fosse a primeira vez. Mas meus dedos querem decorar cada centímetro de sua pele, cada reentrância e opulência daquele corpo perfeito. Minha língua percorre seus seios, brincando com seus mamilos, minha boca sugando-os, até que ela mesma me empurre rumo a seu ventre. Meus lábios percorrem sua barriga e me afasto da direção que suas mãos me levam. Ainda não é chegado o momento. Meus dedos acompanham meus pensamentos e deslizam pelas suas costas a procura daquelas saliências esculturais enquanto suas coxas são acariciadas por meus beijos. Seus pés são qual o mármore grego, e neles me detenho um instante.&lt;br /&gt;Já não agüento mais. Meus instintos sucumbem minha razão numa torrente de desejo insano.&lt;br /&gt;Sigo o contorno daquelas coxas ao encontro do objeto de meu desejo. Meus dedos já ali estiveram mergulhados mas não a satisfizeram, nem a mim. Com minha língua umedeço o interior de suas coxas, subindo devagarinho, prolongando a agonia da espera do prazer. Finalmente, um suspiro de prazer se faz presente como se fora possível tocá-lo, no instante que meus lábios encontram seu segredo mais escondido. Minha boca enlouquecida arranca gemidos dela e suas mãos entrelaçadas aos meus cabelos me transmitem todo o prazer que ela sente. Percorro seu corpo com minhas mãos, seus seios ali estão a minha espera, não hei de abandoná-los.&lt;br /&gt;Ela estremece... Agora é minha vez de ser agraciado com um gozo tão intenso. Meus lábios colados aos dela e suas mãos me guiando dão uma sensação de completude. Suavemente afasto suas coxas e penetro aquele corpo amado, preenchendo-a totalmente, a principio com delicadeza, mas aos poucos o delírio a que ela me leva aumenta nosso ritmo. Sua boca morde meus lábios, minha língua de encontro a dela, seu pescoço se oferecendo aos meus beijos. Seguro ao maximo  o final entrevisto, paro por instantes para sentir todo o seu calor,  ela grita por mais, arranhando minhas costas com suas unhas, já sem controle de si mesma. Nossos corpos úmidos entrelaçados, como um só.&lt;br /&gt;Ela tem um talento inato para me dar prazer. Não agüento mais todo aquele furor e todo o meu corpo participa daquele instante ultimo, no mais profundo gozo, no mais prazeroso dos momentos.&lt;br /&gt;Deitados um junto ao outro, acaricio seus cabelos e, beijando sua nuca, faço mil juras de amor, prometo-lhe o mundo. Mas ela só me pede que nossos corpos se encontrem e que o nosso prazer se repita pela eternidade.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10330224-111411637558999356?l=sinceros.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10330224/posts/default/111411637558999356'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10330224/posts/default/111411637558999356'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sinceros.blogspot.com/2005/04/post-ertico-cuidado.html' title='Post erótico (cuidado)'/><author><name>Jefferson Alves</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11985612235886840845</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10330224.post-111377278881314073</id><published>2005-04-17T17:16:00.000-04:00</published><updated>2005-04-17T17:19:48.816-04:00</updated><title type='text'>Será?</title><content type='html'>Noite gélida. Coruscantes relâmpagos no horizonte anunciavam chuvas torrenciais.&lt;br /&gt;Ele apertava em sua mão a ultima carta que recebera. Não tinha vontade de abri-la, já sabia o que estava escrito ali.&lt;br /&gt;Nada mais podia atingi-lo. Um homem que, como ele, já sofrera todas as desilusões possíveis, não tinha direito de esperar mais nada da vida. Mas ele esperava.&lt;br /&gt;Ele baixara a guarda por um momento, só um instante. E ela aproveitou para se esgueirar e tomar conta de todo o seu ser. Prender sua vontade com grilhões dourados, aos quais ele se abandonou sem esboçar reação. Sabia o que tinha acontecido. Estava apaixonado.&lt;br /&gt;Sentira essa sensação pela primeira vez havia 15 anos... Seu ultimo desengano o havia amadurecido para a vida, lhe dera uma visão mais abrangente do mundo.&lt;br /&gt;A dor, seja qual for, nos aguça os sentidos. Joga-nos no abismo da desesperança, mas ao galgarmos as paredes íngremes e escorregadias, chegamos ao topo mais fortes e decididos do que quando caímos. &lt;br /&gt;Mesmo assim, havia decidido nunca mais se deixar enganar por esse sentimento. Nunca mais sofreria por alguém. Nunca!&lt;br /&gt;E mesmo assim, naquela noite ele sofria.&lt;br /&gt;Como isso acontecera, nem ele mesmo queria saber. Em um instante ela havia tomado tudo dele, sua vontade, seu coração, sua mente. Tudo ao seu redor parecia mais vivo, mais colorido.&lt;br /&gt;E no instante seguinte, a frieza, a falta de resposta a suas investidas. Ela lhe havia dado esperança para simplesmente lhe demonstrar que ele não era nada. Absolutamente nada.&lt;br /&gt;Estavam muito longe um do outro... Mas nem o céu seria o limite se ela lhe desse um sinal. As estrelas seriam dispostas em um tiara de brilhantes se ela assim o desejasse.&lt;br /&gt;E no entanto, ela abandonou tudo isso sem dizer porque. Sem explicação. Aquela simples carta nada iria explicar, disso ele tinha certeza.&lt;br /&gt;O vento frio lhe refrescava as faces escaldantes, que uma febre que lhe tomara o corpo tornara em fornalha.&lt;br /&gt;Vento, carta... carta ao vento... ele sorria!!! &lt;br /&gt;Sabia que um dia voltaria a amar, isso ele devia a ela. Agora o sabia e por isso sorria, aquela febre havia descongelado seu coração. Agora ele batia descontroladamente e podia vislumbrar as sombras de um amor futuro.&lt;br /&gt;Um amor sem sobressaltos. E sem dor.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10330224-111377278881314073?l=sinceros.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10330224/posts/default/111377278881314073'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10330224/posts/default/111377278881314073'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sinceros.blogspot.com/2005/04/ser.html' title='Será?'/><author><name>Jefferson Alves</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11985612235886840845</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10330224.post-111366648074365851</id><published>2005-04-16T11:26:00.000-04:00</published><updated>2005-04-16T11:48:00.746-04:00</updated><title type='text'>Perdido</title><content type='html'>Arvores por todos os lados, acima de mim  o céu, sob meus pés a grama úmida. Nada poderia me tocar ali naquele local ermo. Mas eu não estava sozinho, tua lembrança me entorpecia, teu perfume estava em mim.&lt;br /&gt;Não sei por quanto tempo andei. Não sei quantos mares singrei a tua procura. E, no momento em que te encontro, te perco.&lt;br /&gt;Ontem, hoje, amanhã... porque os deuses deste mundo simplesmente não me empurram sobre o abismo e, qual Ulisses, se conseguir me livrar de todos os terrores que lá encontrar, me permitam um dia tornar a ser feliz.&lt;br /&gt;Mas não. Minha carga deve ser mais ardua, minha sina é permanecer perdido até que me encontres, palido, exangue, sombra daquele que fui um dia.&lt;br /&gt;Sinto a grama macia e o frescor da brisa me dão a ilusão de felicidade. Mas que felicidade é essa, pois amante fugaz, me deixa assim que capto sua presença.&lt;br /&gt;Não retornarei por sobre meus passos. Seguirei em frente, pois no fim do arco-iris me espera a recompensa por todos os dissabores, todas as dores, todos os medos.&lt;br /&gt;Em meio a multidão, estou só. No descampado mais longuinquo, fisicamente só estarei, mas tua lembrança é o suficiente para dar-me segurança, dissipar minhas incertezas.&lt;br /&gt;Acompanho o vento que corre por sobre as campinas, na esperança de que ele me mostre o caminho e me leve a ti. &lt;br /&gt;Naquele momento sublime em que me amou, foi o unico momento da minha vida em que realmente fui feliz, que o caminho se tornou menos ingreme, que a minha estrada estava apontada nos mapas do destino.&lt;br /&gt;Mas isso passou, voltei a ser um caminhante só a atravessar a vida, as vezes correndo de encontro ao futuro, as vezes querendo volver ao passado. Tudo é preferivel ao presente, a esse instante maligno e patetico em que nada e tudo fazem sentido. O tempo agora é só um instrumento que aponta sentimentos: Te amei, te amo, te perdi.&lt;br /&gt;O caminho é longo, estou perdido a décadas nele. Ainda hei de encontrar meu guia, o anjo que virá para me conduzir pelas veredas da vida.&lt;br /&gt;Estou perdido, mas sei que um dia virá em que me encontrarás. Ai, nesse instante, as arvores, o céu e a grama úmida não terão importância. Nada mais terá.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10330224-111366648074365851?l=sinceros.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10330224/posts/default/111366648074365851'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10330224/posts/default/111366648074365851'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sinceros.blogspot.com/2005/04/perdido.html' title='Perdido'/><author><name>Jefferson Alves</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11985612235886840845</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10330224.post-111271430119642174</id><published>2005-04-05T11:14:00.000-04:00</published><updated>2005-04-05T11:18:21.196-04:00</updated><title type='text'>Tempo</title><content type='html'>Esses dias, andei sonhando com uma velhinha, ela era um tanto baixinha e magrela, com cabelos longos e bastante grisalhos, no meu sonho acordado, ela morava numa casinha, bem distante da cidade, uma casinha linda, cheia de arvores ao seu redor, arvores imensas, muito mais velhas que ela, e tanto mais sábias que a própria velhinha...Sabedoria que a velhinha costumava retirar delas com um simples toque, e absorvê-la cheirando-as quando a chuva condensava seus milhares de anos no ar. Havia ali perto também um jardim estranho, que ao invés de flores, tinha plantado alecrim, manjericão, e toda a espécie dessas plantas que se prestam a sortilégios, que ela mantinha com todo cuidado e carinho, mas sei lá pra que? Porque por muito tempo ela havia aprendido que esse negocio de feitiço é besteira, que petulância mexer na sabedoria das forças da natureza, o máximo que ela podia fazer era compartilhar e perceber a beleza que existia em cada temporal e em todas as noites de lua cheia, numa celebração a vida que se apresentava a ela todos os dias da forma mais esplendorosa como uma criança que descobre algo de novo. Andei sonhando, que a casa era quentinha, e que em torno dela havia macieiras carregadas de maçãs, que a velhinha costumava pedir permissão às árvores, antes de colhê-las para fazer chás para comê-los com biscoitos de chocolate que preenchiam cada cômodo da casa com um aroma aconchegante. Na sua sala, uma cadeira gostosa e fofa, envolta por pilhas e pilhas de livros, a que ela se entregava todas as tardes, quando não percorria os campos, com suas saias longas e brancas e pés descalços, às vezes fazia isso pela manhã, bem cedinho, para poder sentir o frescor do orvalho em seus pequenos pés. Que estranho, um dia pude reparar, que a velhinha tinha gravada nas costas uma estrela de cinco pontas tão linda, e apesar de sua pele ser um tanto opaca, ela brilhava lá, esplendorosa...”Coisa de quando eu era jovenzinha minha filha, ela me respondeu... tão lindo quanto no dia, em que achei que ela merecia ser gravada no meu corpo para representar tudo o que sou”...E assim passavam os dias dessa velhinha que eu encontrei nos meus sonhos, todos os dias cheios de paz e sabedoria, completos...Com dois cachorros enormes, que deitavam nos seus pés nos dias de frio perto da lareira em que ela lia histórias da vida para a sua alma, dois guardiões dela...às vezes, nos finais de semana a casa se enchia com algumas criaturinhas curiosas, ávidas por descobrir cada cheiro, curiosas por cada musgo daquelas enormes árvores...E que, para desespero dos  seus pais, iam tomar banho de rio, com a velhinha ...Na certa, o pai das criaturinhas havia esquecido que quando era bebê tomava banho de rio, andava descalço na grama molhada, tomava banho de chuva, e costumava pegar vaga-lumes que se perdiam dentro de casa  para levar lá pra fora, e que sempre ajudava a encontrar borboletas. Não tinha esquecido não, dizia ele, sempre falava: alguém tem que ter juízo por vocês três...Ah quanta besteira...Responde sempre a velhinha em meus sonhos...e assim foi...Esses sonhos foram me acompanhando...Tão doces...Como uma manhã de sol na primavera, tanto importava se eu estava acordada ou dormindo...Até que acordei numa manhã com duas criaturinhas magrelas pulando na minha cama, junto com os cachorros lambendo o meu rosto: vovó acorda...Vamos tomar banho no riacho...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hail&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10330224-111271430119642174?l=sinceros.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10330224/posts/default/111271430119642174'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10330224/posts/default/111271430119642174'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sinceros.blogspot.com/2005/04/tempo.html' title='Tempo'/><author><name>Jefferson Alves</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11985612235886840845</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10330224.post-111256959355490454</id><published>2005-04-03T18:58:00.000-04:00</published><updated>2005-04-03T19:06:33.556-04:00</updated><title type='text'>Mais sinceridade</title><content type='html'>Mais um talento especial se junta a esta blog para acrescentar sinceridade (ou como diz a Mel, uma sinceridade mentirosa...) e beleza ao mundo blogueiro.&lt;br /&gt;Hail é seu nome, que traduzindo em lingua de gente quer dizer "granizo". E é isso que ela demonstra em seus textos, pois eles tem a peculiaridade de serem vergastadas verbais contra o mundo absurdo.&lt;br /&gt;Mas deixo a voces a tarefa e o prazer de decidirem por si mesmos o quão talentosa é esta mulher, que ao lado da Mel forma o par de mulheres mais inteligente e argutas (e para meu deleite, bonitas) que tenho o privilégio de conhecer.&lt;br /&gt;Ai vai a apresentação escrita por ela mesma.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Embora tenha tentado, a idéia de morte tem atormentado os meus pensamentos, rondando eles dia e noite sem dar trégua. Sinto-me deslocada da realidade, como se vivesse em meio a um vale de sombras e como se a graça e o sorriso tivessem sido roubados de mim. Pareço vagar pela vida, tentando entrar nela, mas não acho as portas, sinto-me espectadora da minha própria existência...Como se algo me vendasse os olhos e me mantivesse inerte neste lugar. Procuro me isolar, mas o meu isolamento só me traz mais angustia e dor...As vezes sugo um resto de força que ainda encontro para tentar tornar os meus dias cheios de sentido, mas tudo soa falso ao meu redor...Por que por dentro sinto como se tudo estivesse devastado. Sorrir se transformou em pesar...&lt;br /&gt;Sinto-me morta, meu coração tem um peso insuportável, minha alma parece ter abandonado meu corpo às vezes paro, e na minha condição de mera espectadora, a q me entreguei, passo por minutos olhando o meu filho sorrir, os contornos de seu rosto, e a maneira como brilham aqueles olhos q parecem duas jabuticabas, fico observando como as lagrimas lhe escorrem pela face, e como as enxuga com suas mãozinhas pequenas e lindas...Fico olhando quando ele dorme e passa pelo mundo dos sonhos, tranqüilo, como sua respiração, embora tão profunda, seja tão serena. Gosto de imaginar que dei à luz a uma criatura mágica, principalmente quando ele procura desvendar os cheiros da vida com aquele narizinho pontudinho, cada aroma, por mais sutil q seja lhe desperta o interesse...Sem contar com suas orelhas um tanto que pontudas...ele me lembra elfos...Por isso permaneço nessa vida, para guiá-lo. Que deus permita que eu saia desse limbo onde me meti e que possa amar meu filho..."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;PS: por "problemas técnico", ela ainda não esta conseguindo postar.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10330224-111256959355490454?l=sinceros.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10330224/posts/default/111256959355490454'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10330224/posts/default/111256959355490454'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sinceros.blogspot.com/2005/04/mais-sinceridade.html' title='Mais sinceridade'/><author><name>Jefferson Alves</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11985612235886840845</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10330224.post-111254301118585643</id><published>2005-04-03T11:26:00.000-04:00</published><updated>2005-04-03T11:44:57.466-04:00</updated><title type='text'>Vivo e sonho, sonho e vivo</title><content type='html'>Sonhos vem e vão... todo mundo ja deve ter ouvido essa frase em algum momento da vida. Normalmente, apos algum desengano, alguma paixão não correspondida.&lt;br /&gt;Só que os sonhos são eternos, infinitos, perspassam a nossa existencia e nos elevam a alturas nunca imaginadas. Eu vivo porque sonho.&lt;br /&gt;Sonho com o amanhã que me permitirá sentir o frescor da pele da minha amada, com o perfume das flores do campo que atravesso rumo ao meu destino, com as estrelas que me guiam pela vida.&lt;br /&gt;Sonhei com o dia que encontraria a felicidade, a completude, em que a indiferença do mundo não afetaria meus caminhos. Em que o tudo e o nada fossem só palavras jogadas ao léu... pois não fariam sentido em uma frase em que caberia somente uma palavra: amor.&lt;br /&gt;Minhas inquietações e meus devaneios eram o combustivel que minha mente necessitava para sonhar. &lt;br /&gt;Descobri-me esquadrinhando o céu a procura do rosto pelo qual tanto ansiei, mas as nuvens ainda encobriam os belos traços que as estrelas insistiam em me mostrar...&lt;br /&gt;Como sonhador que sou, sofri. Sofri pelo porvir. Sofri pelo que foi. Sofri por não encontrar em meus sonhos respostas as indagações mais profundas de minha alma, as conjecturas mais arraigadas em minha mente, aos desesperos miudinhos e cotidianos que assolavam meus dias.&lt;br /&gt;Mas então, descobri que os sonhos são a forma de o futuro nos mandar uma mensagem, a maneira pela qual somos guiados à felicidade sem que nos demos conta disso. Pois só conseguimos apreciar a verdadeira felicidade depois de termo-nos desesperado sem ela.&lt;br /&gt;Hoje sonho mais que nunca. Mas sonho com o que é, não com o que será, pois finalmente encontrei no fundo de minha alma o fogo que julgava extinto. A fagulha que tornou labareda meus sonhos, que qual fenix, renasceram mais belos e grandiosos que nunca.&lt;br /&gt;Não mais vivo porque sonho... sonho porque vivo!!!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10330224-111254301118585643?l=sinceros.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10330224/posts/default/111254301118585643'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10330224/posts/default/111254301118585643'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sinceros.blogspot.com/2005/04/vivo-e-sonho-sonho-e-vivo.html' title='Vivo e sonho, sonho e vivo'/><author><name>Jefferson Alves</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11985612235886840845</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10330224.post-111186413466721675</id><published>2005-03-26T15:07:00.000-04:00</published><updated>2005-03-26T15:10:55.770-04:00</updated><title type='text'>Cresci!</title><content type='html'>Um dia, acordei todo contente, como de resto eram todos os meus dias. Me espreguicei, como fazia sempre, dando um baita bom dia pra ninguém. Olhei pela janela e vi um cara diferente, mas que me lembrava alguém. Quem seria?&lt;br /&gt;Ele me olhava lá de longe. Com um jeito de quem perdeu alguma coisa. Eu tava “intrigado” (palavra que eu tinha ouvida a professora falar toda pomposa).Dei bom dia e ele não me respondeu.&lt;br /&gt;Deixei ele pra lá. Fui cuidar de minhas tarefas, ou seja, fui brincar, nem café tomei. Chamei a turma toda e fomos pra pracinha jogar bola. As meninas, aquelas chatas, tavam lá brincando com suas panelinhas e fogõezinhos. &lt;br /&gt;Não tem coisa melhor do que dar uma bolada naquilo tudo e ver elas saírem correndo!!!&lt;br /&gt;“Mãe, aqueles moleques estão mexendo com a gente de novo”, ai vem a tia Renata e dá um corridão na gente. &lt;br /&gt;Chuva... que tédio (outra palavra bonita). Que gostoso é encostar a testa na janela e ficar olhando os pingos escorrerem. Parece que a janela ta chorando!&lt;br /&gt;Que estranho, aquele cara ta la me olhando de novo. Todo encharcado. Agora que notei, ele usa óculos. Será que vou usar óculos quando crescer? Minha mão me levou no oculista, que é o cara que cuida dos óculos, pra ver se eu tinha problema pra ver (que frase engraçada), mas ele disse que eu só precisava comer mais cenoura. Não sou coelho pra comer cenoura, vou acabar ficando que nem coelho.&lt;br /&gt;Mas de repente até seria legal, a Mariana gosta de ficar acariciando o coelho dela. Se eu fosse coelho ela ia ficar me alisando também, eu ia ficar no colo dela. Deve ser bem quentinho o colo da Mariana.&lt;br /&gt;Abriu o sol (ou será que foram as nuvens, mas os grandes sempre falam assim!!), saio correndo, correndo muito! &lt;br /&gt;Enquanto corro, vou vendo o cara da janela me olhando. Ele ta cada vez mais perto, mas eu ainda não consigo descobrir com quem ele parece.&lt;br /&gt;Parece que eu to correndo há anos. É isso, eu to correndo a anos! Apareceu um fiozinho no meu queixo. Pai, me ensina a fazer a barba!&lt;br /&gt;A Mariana começou a correr comigo, de mãos dadas... E aquele cara ainda ta e olhando. Mas, engraçado, ele ta sorrindo!!!!&lt;br /&gt;Olha só, tem uma criança correndo com a gente, tão pequeninho, tão frágil. Caraca, é meu filho!&lt;br /&gt;Tudo parou. Não to mais correndo.&lt;br /&gt;Meu filho ta la fora, jogando bola com a turma dele. Eu e Mariana de mão dadas, olhando ele pela janela. Janela?&lt;br /&gt;Descobri!! Aquele cara que tava me olhando passar pela vida, era eu mesmo.&lt;br /&gt;Pois é, eu tinha esquecido, mas já fui criança um dia. A quem duvidar, mostro como prova minhas fotos de calças curtas, cabelo lambidinho pro lado e cara de choro!&lt;br /&gt;Já brinquei de roda, pulei amarelinha com as meninas da minha rua. Já dei beijo escondido naquela guria da casa ao lado.&lt;br /&gt;Cantei “ciranda cirandinha, vamos todos cirandar, vamos dar a meia volta, volta e meia vamos dar...”.&lt;br /&gt;E agora, minha vida ta completa. Mariana esta aqui, comigo, e o Pedrinho lá no pátio jogando a bola nas meninas, como eu fiz um dia...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Homenagem à minha amiga Jeane.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10330224-111186413466721675?l=sinceros.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10330224/posts/default/111186413466721675'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10330224/posts/default/111186413466721675'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sinceros.blogspot.com/2005/03/cresci.html' title='Cresci!'/><author><name>Jefferson Alves</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11985612235886840845</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10330224.post-111160658438600828</id><published>2005-03-23T15:20:00.000-04:00</published><updated>2005-03-23T15:36:24.386-04:00</updated><title type='text'>Novidade!!!</title><content type='html'>Caros leitores deste conceituadissomo blog, tenho o prazer de apresentar a vós, um talento literário que descobri. Uma amiga inteligente e muito talentosa.&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;Adormeci em meio a uma prece cheia de de delirios e devaneios, adormeci como num desmaio insano, sem sentir os meus sentidos, num limite imperfeito entre sono e estar desperta, alternando preces com o teu nome. &lt;br /&gt;Num sonho que arrancou minha alma do meu corpo, te encontrei num abraço que fez minhas veias arderem, transformando todo esse maldito sangue que corre nelas, como se trouxesse de volta a vida, fazendo ele circular quente de novo nelas. &lt;br /&gt;Espantando todo frio da minha boca e as sombras que se abateram sobre os meus olhos. para no instante seguinte despertar e ser arremessada a isto que se tornaram os meus dias...dor, espera, silêncio, submersa num mundo que não existe, mas que eu não consigo me libertar, perdida em promessas que jamais vão ser cumpridas, em sonhos que se perderam e não importa o quanto eu chore, me arraste, implore e me desespere eu jamais terei tua mão para me tirar desse pesadelo."&lt;/blockquote&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;Gabi Pizzatto.&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10330224-111160658438600828?l=sinceros.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10330224/posts/default/111160658438600828'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10330224/posts/default/111160658438600828'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sinceros.blogspot.com/2005/03/novidade.html' title='Novidade!!!'/><author><name>Jefferson Alves</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11985612235886840845</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10330224.post-111072216232009806</id><published>2005-03-13T08:50:00.000-04:00</published><updated>2005-03-13T09:57:24.080-04:00</updated><title type='text'>Cores</title><content type='html'>Azul.... tudo azul, o céu, o mar, aquela blusa que ela usava quando me disse que não me amava!&lt;br /&gt;Não tenho certeza se um dia tive uma cor preferida, mas ja odiei muitas cores. O verde que me lembra Suzana, o azul que me recorda Luciana, até o simplório amarelo, que associo a Fabiana.&lt;br /&gt;Mulheres e cores são duas combinações tão oniricas! A mulher é o modelo perfeito para representar o mundo e sua beleza. As cores são o melhor veiculo para representar a mulher em toda a sua beleza.&lt;br /&gt;Sempre me iludi pensando poder encontrar a mulher dos meus sonhos. Até que descobri que essa mulher só existe... nos meus sonhos, ou nas pinturas que observo com tanta avidez!&lt;br /&gt;Apreciando os quadros de alguns mestres como Toulose-Lautrec e Picasso, entendo o quão angustiados eles tambem foram com relação a esse ser divino e ao mesmo tempo diabólico. Toulose-Lautrec era um nobre, mas mesmo essa condição não lhe impediu de sofrer as agruras das desditas do amor (até porque ele tinha uma doença que o deixou com somente 1,45 m). Por isso se enfurnou em cabarés e pintou, com cores ora berrantes, ora em tons pasteis, as mulheres que para ele eram merecedoras de seus pinceis. Aquelas que nada prometiam e nada pediam em troca a não ser o dinheiro dos incautos que delas se acercavam.&lt;br /&gt;Quanto a Picasso, tenho certeza que seu cubismo e surrealismo, como na Guernica, tem menos a ver com o bombardeio daquela cidade na 2° Guerra, do que por uma desilusão amorosa. Só distorcendo o mundo que o rodeava é que ele podia representar a dor que o  remoia, o sentimento de que o mundo não passa de um local preparado para a perdição do homem frente a essas criaturas nefandas que são as mulheres, mas sem as quais não somos nada.&lt;br /&gt;Seres angelicais que nos atormentam e nos lançam a pincaros de gozo e prazer, as mulheres são o paradoxo da existencia. Sem elas os homens não são nada, com elas somos tomados de euforia e paixão, mas tambem de dor e sofrimento.&lt;br /&gt;Claro, o homem é um mero coadjuvante neste planetinha, um personagem secundario que utiliza sua existência para glorificar a atriz principal. Mas neste teatro universal, somos somente um rascunho a carvão na tela do destino.&lt;br /&gt;Por isso que , representadas pelas cores do arco-iris, a mulher se torna plenamente naquilo que é o seu destino, ser perfeita em todos os sentidos.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10330224-111072216232009806?l=sinceros.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10330224/posts/default/111072216232009806'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10330224/posts/default/111072216232009806'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sinceros.blogspot.com/2005/03/cores.html' title='Cores'/><author><name>Jefferson Alves</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11985612235886840845</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10330224.post-111014686956702624</id><published>2005-03-06T17:49:00.000-04:00</published><updated>2005-03-06T18:07:49.570-04:00</updated><title type='text'>Há tempos.....</title><content type='html'>Semanas há,em que nada do que pensamos é suficiente para escrever um texto.&lt;br /&gt;Ja se passaram varios dias e nada de um textinho sequer para preencher a lacuna que fica em nós... Somos todos cerebros efervescentes que não mais conseguem transcrever em palavras o que se passa no amago de nossos seres.&lt;br /&gt;Mas não nos desesperemos, onde há vida, há um louco que se acha escritor.&lt;br /&gt;Assim,para não deixar nossos adoraveis leitores sem um minimo texto, lhes deixo algumas frases...&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;A vida só pode ser compreendida olhando-se para trás; mas só pode ser vivida olhando-se para a frente.&lt;/blockquote&gt;&lt;br /&gt;Soren Kierkegaard (1813-1855)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;Nós poderíamos ser muito melhores se não quiséssemos ser tão bons&lt;/blockquote&gt;&lt;br /&gt;Freud&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;O rio atinge seus objetivos porque aprendeu a contornar obstáculos.&lt;/blockquote&gt;&lt;br /&gt;Lao-Tsé&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;Não te irrites se te pagarem mal um benefício; antes cair das nuvens que de um terceiro andar.&lt;/blockquote&gt;&lt;br /&gt;Machado de Assis&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10330224-111014686956702624?l=sinceros.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10330224/posts/default/111014686956702624'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10330224/posts/default/111014686956702624'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sinceros.blogspot.com/2005/03/h-tempos.html' title='Há tempos.....'/><author><name>Jefferson Alves</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11985612235886840845</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10330224.post-110946460576528101</id><published>2005-02-26T20:34:00.000-04:00</published><updated>2005-02-26T20:39:37.846-04:00</updated><title type='text'>Do Amor &amp; Sempre</title><content type='html'>Josué ia de peito inflado pela aléia florida a caminho de sua primeira experiência daquele tipo. Não demonstrava medo ou sequer receio do que viria pela frente.&lt;br /&gt;Tinha desde muito cedo certeza sobre algumas coisas na vida, pois, como caçula, teve o beneficio da experiência de ter vivido a vida dos irmãos junto com eles.&lt;br /&gt;Não era do tipo retraído ou mesmo intelectual, suas leituras ainda se resumiam a rótulos de latinhas de conserva e cereais, mas sentia como se o mundo todo pertencesse a ele, Josué sempre fora muito precoce.&lt;br /&gt;Não tinha duvida sobre o que ia fazer. Josué estava decidido.&lt;br /&gt;Seus passos miúdos sobre o cascalho do caminho produziam um som gostoso, algo entre entorpecedor e estimulante. Entrementes, ele não se deixava tomar nem por um nem por outro estimulo.&lt;br /&gt;Sua altivez talvez viesse exatamente de nunca ter tentado aquilo antes, mas estava resoluto. Não voltaria atrás por nada deste mundo, mesmo que os pais lhe aparecessem pela frente e implorassem que ele não fizesse aquela loucura, ele não deixaria de ir até o fim.&lt;br /&gt;Olhos faiscantes e penetrantes adornavam um rosto róseo e rechonchudo. Cabelos qual breu da noite, davam-lhe um aspecto intelectual que os pequenos óculos ajudavam a compor. Suas pernas eram fortes e decididamente arrasariam qualquer um que atravessasse seu caminho!&lt;br /&gt;Ela já o estava esperando no coreto da praça, ele podia sentir. Havia prometido a ele que às duas horas estaria lá. Não faltaria, ele tinha certeza. Desde que eram mais novos, alias, desde o jardim de infância ele sabia que tinham sido feitos um à imagem e semelhança do outro, que nada no mundo os podia separar. Só arrependia-se de ter criado coragem somente agora para por em pratica algo que ele desejava a muito.&lt;br /&gt;Mas o coreto estava vazio...........................................................................&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nem sinal dela em parte alguma. Correu como um louco até a casa dela! Foram longos e angustiantes passos, nunca ele correra tanto...&lt;br /&gt;Lá estava ela, na janela do quarto a se esvair em lagrimas, qual princesa que deve ser resgatada pelo príncipe, que antes tem de passar pelo dragão postado à porta do castelo, e que atendia pelo nome de Dona Silvia.&lt;br /&gt;Mas esse dragão era bondoso e compreensivo. Dona Silvia com muito tato explicou a ele que Julia não poderia ir brincar porque estava com sarampo.&lt;br /&gt;Que decepção!!!!!!!!!!!&lt;br /&gt;Ele arrasado, pensava em como a vida é ruim com uma criança de oito anos, que finalmente consegue convidar seu primeiro amor para brincar... Realmente, Josué é muito precoce, já sofre por amor!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10330224-110946460576528101?l=sinceros.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10330224/posts/default/110946460576528101'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10330224/posts/default/110946460576528101'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sinceros.blogspot.com/2005/02/do-amor-sempre.html' title='Do Amor &amp; Sempre'/><author><name>Jefferson Alves</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11985612235886840845</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10330224.post-110944400191663187</id><published>2005-02-26T14:50:00.000-04:00</published><updated>2005-02-26T14:53:21.920-04:00</updated><title type='text'>Do amor de sempre</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;Antônio Augusto devotava à Marianinha seu mais imaculado sentimento. Era coisa de Marianinha o dia inteiro. Marianinha está dormindo. Hora de Marianinha comer. Marianinha está se vestindo. Olha lá Marianinha...&lt;br /&gt;- Oi Mari...&lt;br /&gt;- Oi.&lt;br /&gt;Nem viu. Já foi. Porque Mariana parecia não devotar nada. Esse é um mundo cão. Antônio continuava suspirando Mariana por onde passava. Ela tão pouco se ligava. Quem ia imaginar? Antônio guardava tudo tão para si, num egoísmo tamanho! Amor tão precioso, se contar desmancha, qual nuvenzinha de céu encantado.&lt;br /&gt;As horas corriam largas no coração de Augusto, moço asseado. Não descuidava da rotina rotineira, dessas coisas do dia-a-dia. É verdade que em tudo isso havia Mariana. Ritualístico. Arrumar a cozinha com Mariana apaixonada deitada displicentemente na bancada, convidando.Não entendo porque Antônio resistia sempre.&lt;br /&gt;- Não vou anjinho.&lt;br /&gt;- Só pouquinho...&lt;br /&gt;- Tô ocupado.&lt;br /&gt;Carinha zangada. Antônio ria-se, gostando muito de todo o dengo. Por vezes dava-se conta. Tudo sonho! Entristecia, pensava por onde estaria Ninha, a de carne-e-osso. Com outro? Espanava o pensamento ruim.&lt;br /&gt;- Xô!&lt;br /&gt;Era assim. Café com Marianinha sonolenta. Televisão com conversa animada. Banho com e tão quentinho ao dormir. Um homem feliz, se homem já fosse. Feliz.&lt;br /&gt;Numa tarde de verão ( tardes de verão são místicas ), terminado o serviço de costume, saiu para um passeio com Ninha gravada na retina. Ninha pregada nele. Até conversavam.&lt;br /&gt;- Oi!&lt;br /&gt;Confundiu-se. Duas Marianinhas? A de semrpe e aquela outra, desconhecida. Sentiu medo. Sem saber exatamente do quê, apenas a sensação de medo, grande perigo.&lt;br /&gt;Estremeceu.&lt;br /&gt;- Eu disse oi.&lt;br /&gt;- Oi.&lt;br /&gt;- Qual seu nome? Tem um tempo te vejo...&lt;br /&gt;- Antôn...&lt;br /&gt;- Prazer. Sou Mariana.&lt;br /&gt;- Eu..., bom...&lt;br /&gt;- Até depois. Atrasada.&lt;br /&gt;- Até.&lt;br /&gt;Foi. Nosso homem feliz teria ficado parado, mas a tremedeira já era movimento. Tão rápido. Falou comigo? Que perfume! Perfume...Perfumada. Fala rápido. A casa de Antônio ficou definitivamente perfumada. Pensava, lembrava. Tremia.&lt;br /&gt;Ninha, depois de falar daquela vez, em casa ficou arredia. Não convidava mais, aparecia menos. Que coisa incômoda, Augusto não se bastava. Os sonhos falhando. Ele, só, era pouco. Antônio quer o mundo?&lt;br /&gt;- Quero Mariana.&lt;br /&gt;Plantou-se em lugar apropriado. Sabia dos itinerários. Estava para tudo, com os nervos a lhe queimar o corpo. O rubro a lhe colorir a face, as pernas a lhe pregar peça, bambeando.&lt;br /&gt;É agora!&lt;br /&gt;Tomou ar...&lt;br /&gt;- Mari...&lt;br /&gt;- Oi, tudo bom?&lt;br /&gt;- Eu queria...Eu precisava e...&lt;br /&gt;- Estive pensando em você.&lt;br /&gt;- É?&lt;br /&gt;- É.&lt;br /&gt;- Ah...&lt;br /&gt;- Quer sair mais a noite?&lt;br /&gt;O resto é resto. Se felicidade alguma existe, daqui para frente , cada um tem a sua.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10330224-110944400191663187?l=sinceros.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10330224/posts/default/110944400191663187'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10330224/posts/default/110944400191663187'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sinceros.blogspot.com/2005/02/do-amor-de-sempre.html' title='Do amor de sempre'/><author><name>Mel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17810878713693856954</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10330224.post-110882991014905680</id><published>2005-02-19T12:16:00.000-04:00</published><updated>2005-02-19T12:18:30.153-04:00</updated><title type='text'>Vaidades</title><content type='html'>Marisa estava sentada na beira do lago, atirando pedrinhas nágua, admirando o Pôr-do-sol naquele entardecer maravilhoso.&lt;br /&gt;Seus pensamentos voavam qual andorinha... Procurando o bando para formar novas idéias. Ela sabia que tudo aquilo que ele lhe dissera era verdadeiro. Tinha de ser.&lt;br /&gt;Não, NÃO!!! Ela se negava a acreditar que ele só lhe dissera todas aquelas palavras lindas para arrastá-la até ali e agora desaparecer. Deixá-la com seus pensamentos e desencantos era a pior idéia que ele teve. Ela sempre teve medo de si mesma, de seus desejos, de seus arroubos.&lt;br /&gt;Mas porque sempre que ele lhe falava ao ouvido, mesmo só o sussurrar de sua voz, a deixava com uma lânguida sensação de plenitude, de que nada a poderia afetar?&lt;br /&gt;Ela lembrava da infância, sempre tivera orgulho de seus vestidos, seu cabelo, seu rosto que todos diziam angelical!!&lt;br /&gt;Sua faceirice menineira atraia olhares de inveja das outras meninas e olhares de cobiça dos rapazes. Sempre estava rodeada de admiradores secretos, e outros nem tão secretos assim.&lt;br /&gt;Manteve afastados todos os rapazes, mas nunca deixou de lhas cultivar a chama do desejo por ela. Sabia manipulá-los para que atendessem todos os seus desejos. O reconhecimento Maximo para qualquer deles era ela lhes dirigir um sorriso!!!&lt;br /&gt;E agora ela estava ali, sozinha, a esperar pelo único homem que penetrou aquele coração insensível.&lt;br /&gt;Lembrava das brigas que provocava entre os homens. Que sentimento mesquinho a levava a promover o embate daquelas marionetes de carne e osso, nem mesmo ela sabia. Mas com seu ar superior, seus desvelos para com um em detrimento de outros, despertavam a ira entre seu séqüito de bobos da corte, como ela mesma fazia questão de nomeá-los.&lt;br /&gt;Sua vaidade era imensamente satisfeita ante a visão daqueles a quem nada prometia, e que mesmo assim beijavam o pó onde seus delicados pés tivessem pisado.&lt;br /&gt;Mas ai ela conheceu Roberto...&lt;br /&gt;Ele não era igual aos outros. Altivo, senhor de si e do mundo sabia que causava furor por onde passava. &lt;br /&gt;Almas gêmeas. Clichê inevitável ao contar o encontro daqueles dois seres. &lt;br /&gt;Mas ela ainda estava ali esperando-o.&lt;br /&gt;Começaram a se encontrar todos os dias, ele lhe fazia as maiores juras de amor que um homem pode fazer a uma mulher. Ela estava completamente apaixonada mesmo antes que ele colasse os lábios aos dela.&lt;br /&gt;NÃÃÃOOOOO!!!&lt;br /&gt;Ela se negava a acreditar que ele somente desejava dar-lhe uma lição por ter ela pecado por soberba contra o mundo. Que seus gestos e desvelos eram calculados, sem sentimento! Ele ardia de desejo por ela, sabia-o bem. Não havia se apaixonado pro um qualquer...&lt;br /&gt;Mesmo assim, começava a duvidar. Três dias a esperar e ele não retornou.&lt;br /&gt;NÃO RETORNOU!!!&lt;br /&gt;O que ela não imaginava, era o acidente que ele sofrera ao aceitar, por vaidade, disputar corrida com um canalha tão vaidoso quanto ele, que não pestanejou em empurrá-lo ladeira abaixo quando viu que iria perder a aposta... &lt;br /&gt;A ultima imagem que lhe veio à mente foi Marisa, a esperá-lo na beira do lago, atirando pedrinhas nágua, admirando o Pôr-do-sol naquele entardecer maravilhoso, antes de seu carro bater nas pedras e explodir.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10330224-110882991014905680?l=sinceros.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10330224/posts/default/110882991014905680'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10330224/posts/default/110882991014905680'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sinceros.blogspot.com/2005/02/vaidades.html' title='Vaidades'/><author><name>Jefferson Alves</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11985612235886840845</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10330224.post-110823066073314659</id><published>2005-02-12T13:48:00.000-04:00</published><updated>2005-02-12T13:51:00.736-04:00</updated><title type='text'>Constatação</title><content type='html'>&lt;blockquote&gt;"A experiência de nada serve à gente.&lt;br /&gt;É um médico distraido:&lt;br /&gt;Põe-se a forjar receitas &lt;br /&gt;quando o doente já estás perdido"&lt;/blockquote&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mário Quintana&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10330224-110823066073314659?l=sinceros.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10330224/posts/default/110823066073314659'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10330224/posts/default/110823066073314659'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sinceros.blogspot.com/2005/02/constatao.html' title='Constatação'/><author><name>Jefferson Alves</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11985612235886840845</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10330224.post-110756279867182150</id><published>2005-02-04T20:17:00.000-04:00</published><updated>2005-02-04T20:37:05.126-04:00</updated><title type='text'>Crianças</title><content type='html'>  Criança é bicho triste, quando encasqueta com uma coisa, não há cristo que tire aquilo da cabeça dela. Lembro que quando eu era pequeno queria logo aprender a ler para entender tudo que “os grandes” viam naquelas placas enormes ou naquelas folhinhas grudadas umas nas outras, que só depois eu descobri que eram... gibis!!!&lt;br /&gt;  Gostaria muito de dizer aqui que comecei a minha educação literária lendo Flaubert, Descartes, Sartre ou mesmo Platão, mas foi com um gibi, um mero gibi que me deslumbrei pela primeira vez, li todo numa sentada (claro que neste caso, levei pelo menos uns dois dias. Sabe como é: V-o-v-ó  v-i-u  a  u-v-a).&lt;br /&gt;  Até hoje, depois de vint... de muitos anos, lembro o que senti quando pude ler sozinho aquelas placas enormes, que eu agora sabia chamarem-se outdoor. Eu estava ficando grande!!!!&lt;br /&gt;  Hoje, depois de ler tantos livros, aprender tanta coisa, parece que eu perdi alguma algo no caminho, talvez porque quando criança, vemos o mundo do melhor ângulo...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Sabe a borboleta?&lt;br /&gt;- Que é que tem?&lt;br /&gt;- Ela é tão colorida...&lt;br /&gt;- Grande coisa guri, tem um monte de bicho mais colorido que a borboleta!&lt;br /&gt;- Qual bicho pai?&lt;br /&gt;- Bah tchê, um monte!&lt;br /&gt;- Diz um.&lt;br /&gt;- Tigre, tigre pintado tem um monte de cor.&lt;br /&gt;- Tem não pai, é onça pintada, e parece um tapetinho que a gente tinha... todo manchado!!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;   Aquele pedacinho de gente corria de um lado para o outro, quando viu uma cena que parecia saída de um filme de ficção cientifica: Um Louva-a-Deus.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Mãe, MÃE, MANHEEEEEEEEEEEE!&lt;br /&gt;- Que foi Luisinho (coitadas das crianças, só porque são pequenas são sempre “inho”)&lt;br /&gt;- Mãe, olha aquele bicho ali....&lt;br /&gt;- É um Louva-a-Deus meu filho. Não chega perto que é perigoso (pra mãe, todos os bichos são perigosos).&lt;br /&gt;- Mas é tão esquisito... porque ele chama Louvadeus?&lt;br /&gt;- Não é louvadeus, é Louva-a-Deus. Ele se chama assim por que parece que ele esta sempre rezando.&lt;br /&gt;- Coitadinho, deve ter tanto pecado!!!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;  Não tem mesmo como discutir com essas crianças.&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10330224-110756279867182150?l=sinceros.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10330224/posts/default/110756279867182150'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10330224/posts/default/110756279867182150'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sinceros.blogspot.com/2005/02/crianas.html' title='Crianças'/><author><name>Jefferson Alves</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11985612235886840845</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10330224.post-110746231904435474</id><published>2005-02-03T17:21:00.000-04:00</published><updated>2005-02-03T16:25:19.043-04:00</updated><title type='text'>Clips</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Se você me beijar, juro que engulo esses doze clips!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O leitor tenha paciência, aconteceu em uma tarde de verão. Olhos nos olhos, chuva ensopando a roupa. As tardes de verão costumam justificar certas coisas.&lt;br /&gt;Vamos prosseguir...&lt;br /&gt;Duas pessoinhas. Uma quer a outra, a outra acha que quer o um. Ninguém fala nada. Por algum motivo obscuro ninguém toca no assunto. Frente a frente, dia após dia. Olhares... Olhares... Conversa pra boi dormir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Você vem sempre aqui?&lt;br /&gt;- Tá frio...&lt;br /&gt;- Comi macarronada.&lt;br /&gt;- Eu sempre gostei de azul.&lt;br /&gt;- Minha mãe não quer que...&lt;br /&gt;- Vou bater em você!&lt;br /&gt;- Não! Assim machuca.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acostumaram-se com a companhia, com a convivência. Todos os dias, perto do laguinho, sem falhar, estão lá. Olhos nos olhos, quando queriam diferente.&lt;br /&gt;Claro que queriam diferente. Eu sei o que digo. Queriam boca na boca. Talvez língua e um pouco de saliva. Mas quem fala? Nem eles.&lt;br /&gt;Me irrito com esses dois. Teve um dia, ainda na primavera, que até as flores diziam sim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Fulano gosta de você...&lt;br /&gt;- Gosta não.&lt;br /&gt;- Gosta, ele disse.&lt;br /&gt;- Mas eu gosto de outro.&lt;br /&gt;- Quem?&lt;br /&gt;Tenho vontade de dizer por eles. Mas que posso eu?&lt;br /&gt;- Não vou contar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois disso, a certeza era quase certa. Mudou a estação e deram de ficar rubros um pro outro. Risadinha... Rosto vermelho... Risadinhas... Verdade é que já faziam algumas confidências. Sonhavam, viviam em devaneios. Tornavam-se personagens de histórias em que havia um pouco mais de coragem do que nos encontros de todos os dias. Eles de mãos dadas, ele puxando os cabelos. Os cabelos dela, fique claro. Mas, quando a hora do encontro chegava...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Faltou luz, cê viu?&lt;br /&gt;- Se vi.&lt;br /&gt;- Pois é.&lt;br /&gt;- É.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sempre apostei que ele se impacientaria. Ouvi dizer que os hormônios masculinos são mais decididos. Porque essa foi uma questão de hormônios, não tenho dúvida. Mas, acabou, que quem ficou destemida foi ela, num ato de desespero na tarde chuvosa de verão, proferiu:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Se você me beijar, juro que engulo esses doze clips.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não beijou. Quis virar avestruz e enfiar a cabeça na terra. Pediu para os anjos o tornarem invisível. Tudo, menos enfrentar os olhos inquisidores a sua frente.&lt;br /&gt;Foi pena. Nunca mais ouviu-se a palavra "beijo" na boca de nenhum dos dois.&lt;br /&gt;Ela, alguns meses depois, foi agarrada em uma festa por um rapaz sete anos mais velho. Soube que houve muitos beijos. E ela nem teve que engolir clips!&lt;br /&gt;Ele, eu vi com uma ruivinha no laguinho. Risadinhas... rosto vermelho.&lt;br /&gt;Foi pena.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10330224-110746231904435474?l=sinceros.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10330224/posts/default/110746231904435474'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10330224/posts/default/110746231904435474'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sinceros.blogspot.com/2005/02/clips.html' title='Clips'/><author><name>Mel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17810878713693856954</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry></feed>
